Anselmo Duarte
Publicado em 30/11/2009
Por Mariana Bonfim
Do blog Movie You
No último dia 7, o país perdeu um dos mais renomados nomes da cinematografia nacional. Anselmo Duarte ficou conhecido por ter sido agraciado com a Palma de Ouro, prêmio máximo do Festival de Cannes, pelo longa “O Pagador de Promessas” (1962). Mas suas contribuições para o cinema brasileiro vão muito além deste feito.
A ligação efetiva de Anselmo com a Sétima Arte começou à frente das câmeras, quando ele atuou no filme “Não Me Digas Adeus” (1947). Entre as décadas de 40 e 80 foram 38 longas como ator, sendo “Brasa Adormecida” (1987) o último destes.
Uma história interessante marcou a trajetória de Duarte. Nascido no interior de São Paulo, acabara de se mudar para a capital carioca em 1942. Desempregado e precisando pagar as contas do hotel onde estava hospedado, respondeu a um anúncio que dizia “Precisa-se de bailarinos”. Ao chegar ao local indicado, o Cassino da Urca, deparou-se com Orson Welles, o consagrado diretor do clássico “Cidadão Kane” que estava fazendo testes para a inacabada obra “It´s All True” (É Tudo Verdade).
Como diretor, estreou com a comédia “Absolutamente Certo” (1957). Anos depois veio o já comentado “Pagador de Promessas”, que estremeceria seu relacionamento com os cineastas do Cinema Novo, como o próprio relatou em entrevista concedida ao site Memória Viva. Anselmo relata uma conversa com Gláuber Rocha, na qual o cineasta baiano disse que todos estavam insatisfeitos e inconformados pelo simples fato de “Pagador” ter derrotado o consagrado diretor espanhol Luis Buñuel em Cannes. Duarte dirigiu outros 9 filmes, entre eles “Vereda da Salvação” (1964), indicado ao Urso de Ouro no Festival de Berlim. “Os Trombadinhas” (1979) foi o último da série.
No ano passado, Ricardo Duarte, empresário e filho de Anselmo, criou o Instituto Anselmo Duarte na cidade de Salto, interior de São Paulo, onde o ator e diretor nasceu e passou os últimos anos de vida. Além de restaurar e divulgar suas obras, o instituto tem como objetivo preparar exposições e cursos sobre o cinema nacional, auxiliando ainda mais a manter viva a história cinematográfica de nosso país.

























Silas Camilo
02/12/2009
Parabéns pela excelente matéria e justíssima homenagem!!!