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Yes, nós temos cinema
Publicado em 11/12/2009
Por Lucas Guratti
O público brasileiro tem muito do que se orgulhar em 2009. Os filmes nacionais tiveram, no último ano, grande projeção internacional.
José Padilha, por exemplo, conseguiu colocar seu documentário, “Secrets Of Tribe”, entre os selecionados das mostras competitivas do Festival de Sundance, um dos mais importantes do mundo. O filme fala sobre antropologia e a exploração de áreas indígenas na região da Amazônia. O festival acontecerá em Utah, nos Estados Unidos, de 21 a 31 de janeiro.
Já o curta-metragem “Mãe”, de Luis Antonio Pereira, foi selecionado e participou de 49 festivais, nacionais e internacionais, ao longo do ano. A história da vingança de duas irmãs em meio à criminalidade do Rio de Janeiro rendeu diversos prêmios e participações importantes em mostras de 18 países.
Indo além das premiações, cinco filmes brasileiros conquistaram uma importante vitória, mesmo sem levar nenhum troféu para casa. No início do ano, os longas “Nome Próprio”, de Murilo Salles (Kikito de Melhor Filme em 2008), “Crítico”, de Kléber Mendonça Filho (também premiado no Festival de Gramado) e “Corpo”, de Rubens Rewald e Rossana Foglia – e os curtas “Blackout”, de Daniel Rezende, e “Cotidiano”, de Joana Mariani – quebraram barreiras e resistências ao serem exibidos e lançados nos Estados Unidos. Um feito e tanto, visto que, segundo a própria distribuidora dos títulos – a Figa Films – o mercado norte-americano possui uma série de limitações em relação aos filmes estrangeiros.
Estes foram apenas alguns exemplos que ilustram e reforçam a excelente fase que vive o cinema brasileiro no cenário internacional. Agora, nos resta torcer para que, em 2010, esses números cresçam ainda mais. E já que um prêmio pode ser considerado um filho para um cineasta, podemos dizer com certeza: sempre caberá mais um. “Mãe” e Luis Antonio Pereira que o digam.

























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