Jóias do silêncio – cinema iraniano
Publicado em 08/03/2010
Areia, camelos, burcas… Se ao ouvir “cinema iraniano” esses são os primeiros flashes que veem à sua cabeça, pode mudar de ideia. Com repercussão internacional cada vez maior, os diretores da nova geração no Irã tem abordado em linguagem inovadora os mais diversos temas.
Kiarostami, Makhmalbaf e Panahi, alguns dos pioneiros que aos poucos construíram esse espaço, são nomes garantidos nos maiores festivais internacionais. Eles são também personagens centrais de um estudo ainda raro no Brasil – que embora apresente o Irã em muitas manchetes políticas, ainda carece de pesquisa sobre sua enorme riqueza cultural.
Ao longo das páginas de “O novo cinema iraniano: Arte e Intervenção Social”, Alessandra Meleiro viaja pela história do Irã desde os últimos anos da ditadura dos xás até o boom da produção pós-revolucionária e as graças da crítica internacional.
Munida de várias referências oficiais que revelam seu afinco nos três meses em campo, a doutora em Políticas Culturais desvenda as manobras de censura entre os segmentos do governo. As estratégias de controle estatal são destrinchadas uma a uma, apontando ainda os principais meios de resistência.
Vale a pena ampliar os horizontes para uma estética tão diferente da nossa e tentar entender como a própria intervenção acabou tendo um papel importante na ascensão daquilo que pretendia calar.
























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