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Protesto em Cannes contra prisão de Panahi

Publicado em 17/05/2010

 

O renomado cineasta iraniano Jafar Panahi continua preso sem acusação formal. Surpreendido em sua própria casa por uma invasão policial em março, Panahi e alguns de seus parentes foram levados a cárceres secretos sem maiores explicações ou direito a julgamentos. Embora já tenham sido libertados, seus familiares ainda não tem maiores informações sobre o paradeiro do cineasta, conhecido por sua oposição aos aiatolás e ao totalitarismo religioso.
Em uma atitude exemplar e provocativa, o 63º Festival de Cannes convidou Jafar Panahi para compor o júri internacional. Sua cadeira, naturalmente, permaneceu vazia durante a cerimônia inaugural como expressão de indignação.
No primeiro dia do Un Certain Regard foi relembrado seu prêmio de melhor diretor estreante por O Balão Branco. Em seguida, houve a exibição de um vídeo clandestino de três minutos com o depoimento de Panahi para interrogatório sobre a sua prisão anterior. O interrogador insistia que ele abandonasse o Irã para gravar em outro país. Ironicamente, o mesmo agente chega a dizer que seu filme preferido entre as obras do cineasta era O Círculo, que narra a saga cheia de obstáculos de três ex-prisioneiras rejeitadas pelas opressões sociais até mesmo dentro de sua própria casa.

O renomado cineasta iraniano Jafar Panahi continua preso sem acusação formal. Surpreendido em sua própria casa por uma invasão policial em março, Panahi e alguns de seus parentes foram levados a cárceres secretos sem maiores explicações ou direito a julgamentos. Embora já tenham sido libertados, seus familiares ainda não tem maiores informações sobre o paradeiro do cineasta, conhecido por sua oposição aos aiatolás e ao totalitarismo religioso.

Em uma atitude exemplar e provocativa, o 63º Festival de Cannes convidou Jafar Panahi para compor o júri internacional. Sua cadeira, naturalmente, permaneceu vazia durante a cerimônia inaugural como expressão de indignação.

No primeiro dia do Un Certain Regard foi relembrado seu prêmio de melhor diretor estreante por O Balão Branco. Em seguida, houve a exibição de um vídeo clandestino de três minutos com o depoimento de Panahi para interrogatório sobre a sua prisão anterior. O interrogador insistia que ele abandonasse o Irã para gravar em outro país. Ironicamente, o mesmo agente chega a dizer que seu filme preferido entre as obras do cineasta era O Círculo, que narra a saga cheia de obstáculos de três ex-prisioneiras rejeitadas pelas opressões sociais até mesmo dentro de sua própria casa.

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