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Assista a alguns dos melhores curtas-metragens nacionais disponíveis na internet. Além de produções recentes, conheça curtas que se tornaram clássicos do cinema brasileiro.

Desde que eu tenha o rock and roll

Publicado em 20/07/2010

 

Por Lucas Guratti (@gurattilucas)
O mundo comemorou no último dia 13 o Dia Internacional do Rock. Por aqui, ícones do gênero como Led Zeppelin, AC/DC e Beatles foram muito lembrados pela mídia e nas redes sociais. No Twitter, foram parar nos Trending Topics (lista de assuntos mais comentados pelos usuários). No entanto, pouco se falou sobre o rock nacional, a versão tupiniquim do estilo. Faço as honras, então.
Não dá para falar de rock nacional sem mencionar Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee – Os Mutantes. Nascida na década de 60, a banda era um oásis psicodélico no auge da Tropicália e dos poetas baianos da MPB. Começaram despretensiosamente, tocando o mesmo rock ouvido nas ruas de Liverpool e Nova Iorque. Com o tempo, o sangue brasileiro falou mais alto, misturando levadas de samba, maracatu e bossa nova aos vocais agudos, efeitos lisérgicos e guitarras estridentes. Sem dúvida, umas das experiências mais refinadas e originais da música brasileira. Para se ter uma ideia da importância e da qualidade do trio, um dos maiores fãs de Mutantes é nada mais nada menos do que Sean Lennon, filho de John Lennon. Alguém com bastante referência para saber o que é bom e o que não é.
Os dotes artísticos do grupo foram parar no cinema logo em 1970 – passados apenas quatro anos desde sua formação. O curta Os Mutantes, dirigido por Antônio Carlos de Fontoura, tem ares de videoclipe. As imagens formam um frenético caleidoscópio que acompanha a trilha, com os principais sucessos da banda, como Minha Menina e Hey Boy. Filmado na cidade de São Paulo, pinta na tela as cores desbotadas e chapadas proporcionadas pela cidade e pela limitação tecnológica das câmeras da época. O resultado é uma estética retrô e, ainda assim, extremamente atual.
Os “personagens” são os próprios Mutantes, espontâneos como sempre. Agem como se tudo bastasse, como se tudo valesse a pena. Basta-lhes a música. Basta-lhes o rock. E como brilha Rita Lee. Brilha a ponto de ofuscar Arnaldo e Sérgio. No filme, sua assustadora semelhança com Diane Keaton em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (no original, Annie Hall) é inegável. Coincidência ou não, a ironia e a irreverência dos Mutantes são dignas de um roteiro de Woody Allen.

Por Lucas Guratti (@gurattilucas)

O mundo comemorou no último dia 13 o Dia Internacional do Rock. Por aqui, ícones do gênero como Led Zeppelin, AC/DC e Beatles foram muito lembrados pela mídia e nas redes sociais. No Twitter, foram parar nos Trending Topics (lista de assuntos mais comentados pelos usuários). No entanto, pouco se falou sobre o rock nacional, a versão tupiniquim do estilo. Faço as honras, então.

Não dá para falar de rock nacional sem mencionar Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee Os Mutantes. Nascida na década de 60, a banda era um oásis psicodélico no auge da Tropicália e dos poetas baianos da MPB. Começaram despretensiosamente, tocando o mesmo rock ouvido nas ruas de Liverpool e Nova Iorque. Com o tempo, o sangue brasileiro falou mais alto, misturando levadas de samba, maracatu e bossa nova aos vocais agudos, efeitos lisérgicos e guitarras estridentes. Sem dúvida, umas das experiências mais refinadas e originais da música brasileira. Para se ter uma ideia da importância e da qualidade do trio, um dos maiores fãs de Mutantes é nada mais nada menos do que Sean Lennon, filho de John Lennon. Alguém com bastante referência para saber o que é bom e o que não é.

Os dotes artísticos do grupo foram parar no cinema logo em 1970 – passados apenas quatro anos desde sua formação. O curta Os Mutantes, dirigido por Antônio Carlos de Fontoura, tem ares de videoclipe. As imagens formam um frenético caleidoscópio que acompanha a trilha, com os principais sucessos da banda, como Minha Menina e Hey Boy. Filmado na cidade de São Paulo, pinta na tela as cores desbotadas e chapadas proporcionadas pela cidade e pela limitação tecnológica das câmeras da época. O resultado é uma estética retrô e, ainda assim, extremamente atual.

Os “personagens” são os próprios Mutantes, espontâneos como sempre. Agem como se tudo bastasse, como se tudo valesse a pena. Basta-lhes a música. Basta-lhes o rock. E como brilha Rita Lee. Brilha a ponto de ofuscar Arnaldo e Sérgio. No filme, sua assustadora semelhança com Diane Keaton em Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (no original, Annie Hall) é inegável. Coincidência ou não, a ironia e a irreverência dos Mutantes são dignas de um roteiro de Woody Allen.

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