43º Brasília
Victor Martinez - 23.11.2010
Começou hoje a 43ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro que, segundo as indicações, promete ser um dos mais imprevisíveis da história. Criado em 1965 sob a inspiração do crítico e professor Paulo Emílio Salles Gomes, o festival é um dos mais antigos da História.
Os seis longas concorrentes na seção de 35 mm apontam uma determinada ousadia. O filme A Alegria, dos cariocas Felipe Bragança e Mariana Méliande, que acompanha as emoções instáveis da adolescente Luiza de 16 anos, morando sozinha em um apartamento.
O documentarista João Jardim também concorre com Amor?, uma investigação sobre ligações amorosas. Atores como Julia Lemmertz, Lília Cabral, Eduardo Moskovis, Sílvia Lourenço e Fabiula Nascimento interpretam os depoimentos de diversas pessoas sobre o tema.
Outro documentário concorrente é Vigias, o primeiro longa do brasiliense Marcelo Lordelo. Aqui, os protagonistas são vigilantes da cidade de Recife, que falam sobre seu trabalho e dos próprios medos das pessoas para quem trabalham.
Eryk Rocha também está na lista de indicados com sua primeira ficção, Transeunte. O filme tem uma pegada documental porque conta a história de um aposentado, que rompe as ligações com a vida normal e cotidiana e tenta encontrar novos caminhos para sua expressão.
Os dois concorrentes mineiros são aparentemente os mais enigmáticos. Um é O Céu sobre os Ombros, de Sérgio Borges que fica no limite entre documentário e ficção, retratando três personagens reais que interpretam a si mesmos: um religioso que é chefe da torcida do Atlético Mineiro, um transexual com mestrado mas que se prostitui e um angolano com posições bem extremas.
O último selecionado é Os Residentes, de Tiago Mata Machado, que retrata um grupo de pessoas que ocupam uma casa abandonada, à qual chegam novos moradores.
Um total de R$ 555 mil em prêmios será dividido entre os vencedores, sendo R$ 220 mil apenas para longas-metragens em 35mm. Fora isso ainda tem as outras mostras, inclusive de curtas-metragens. Dá uma olhada no site!
Para os nostálgicos, o lugar dos veteranos está garantido! Na abertura, vai rolar a exibição da versão restaurada de Lílian M – Relatório Confidencial, de Carlos Reichenbach e, no encerramento, Os Deuses e os Mortos, de Ruy Guerra, fechando a programação, na noite da premiação, 30 de novembro.












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