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Eleições na web

Victor Martinez - 20.01.2011

Por Victor Martinez (@vectu)

Do outro lado do Centro de Exposições Imigrantes está rolando agora o debate de eleições na web com Soninha Francine, coordenadora da campanha na internet de José Serra, Marcelo Branco, coordenador da campanha na internet da presidente eleita Dilma, e Caio Túlio Costa, que coordenou a campanha na internet de Marina Silva.

O que se discute é que 2010 foi o ano de eleições pela internet. Pela primeira vez, formou-se o que chamam de um terceiro bloco formador de opinião. Se existia os partidos e as mídias tradicionais (TV e rádio), existiu também a rede virtual, que é um outro nicho. O que de certa maneira reativou a militância no Brasil.

A Soninha, que participou da campanha política Serra, falou por exemplo que o sistema de credenciamento no site do Serra funcionou para ela de um jeito muito inesperado, porque os ativistas virtuais se credenciaram de forma massiva e passaram informações importantes para a campanha, ao contrário do que ela esperava. “A internet ofereceu a possibilidade de militância para as pessoas que não seriam militantes tradicionais”, explicando o acesso de donas de casa, agricultores e outras pessoas que se não fosse a rede não estariam na campanha.

Por sua vez, Marcelo explicou que a campanha da Dilma na web foi estruturada por uma equipe de geeks, que estimulavam o fluxo de informações sobre a Dilma em blogs e dessa maneira influenciava as pautas para o jornal impresso e algumas vezes para os noticiários televisivos e jogou na mesa a dicotomia entre os blogueiros ativistas e as grandes mídias.

Caio Túlio e concordou com essa oposição de mídias comentada por Marcelo. Soninha, no entanto, explicou que isso não acontece desse jeito tão restrito, porque até dentro da web também existe um tentáculo das grandes instituições de comunicações. E mais… ela explicou que os blogs não são as maravilhas que as pessoas querem que seja porque apesar de permitirem uma interatividade entre os editores e leitores, grande parte da sociedade brasileira não tem acesso.

Foi uma mesa interessante e bastante coerente com a corrida eleitoral que o Brasil viveu ano passado. Ficamos hoje por aqui, mas não deixe de acompanhar a nossa cobertura da Campus Party. Até mais!

#cpbr4

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