Sonho estruturante
Victor Martinez - 21.01.2011
Por Victor Martinez (@vectu)
Depois de mais uma queda de energia, dessa vez rapidamente controlada com novos geradores comprados só para a Campus Party, fui assistir no Palco Principal uma palestra sobre educação empreendedora. Apesar de ser uma discussão super urgente, não havia muito público. Os campuseiros não compareceram em peso.
Márcia Mattos, a responsável nacional pelos cursos de EAD do Sebrae, jogou na conversa que o cargo de “empreendedor é independente da situação financeira”. Segundo ela, “o empreendedor deve viver em movimento, procurando soluções”.
O coordenador no Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da FGV-SP Renê Fernandes concluiu a ideia de Mattos, fazendo alusão ao conceito de empreendedorismo de Schumpeter: “Diferente do empresário que dirige tecnicamente os negócios, o empreendedor é aquele que consegue introduzir uma inovação no mercado”, esclareceu.
A educação empreendedora nesse contexto deveria acontecer desde criança, porque o que se observa hoje é que até as universidades estão distantes das empresas e as pesquisas, por sua vez, não apontam para inovação do mercado.
A discussão é super pertinente ao evento. O empreendedorismo foi muito discutido e comentado durante toda a Campsu Party, porque fala-se muito nas dificuldades que o brasileiro enfrenta para colocar no mercado possíveis invenções e programas novos. Sem contar que os cursos que oferecem as ferramentas para tal são na maioria das vezes caros.
No entanto, a Campus Party prova ao mesmo tempo que é capaz de produzir excelentes empreendedores como Marco Gomes, que aos 24 anos montou sua própria empresa, a Boo-Box para comercializar o programa de hiperlink que ele criou.
#cpbr4












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