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A dezesseis braços

lucas.guratti - 25.03.2011

Por Lucas Guratti (@gurattilucas)

Oktapodi é um curta de animação em 3D que, como tantos outros, conta uma história de amor. O clichê para por aí. O enlace retratado, e põe enlace nisso, é o de um casal de polvos. Os dois vivem felizes em um aquário, levando uma vida ingenuamente despreocupada – isso porque o aquário fica numa distribuidora de peixes e outros animais marinhos. Lugarzinho ingrato pra viver quando se é um polvo.

O drama do filme começa quando a “polva” é abruptamente raptada de sua monótona, porém feliz vida no aquário. O “vilão” raptor é provavelmente o cozinheiro de algum restaurante de frutos do mar em Santorini, na Grécia, onde a história se passa. O polvo, diante da dolorosa separação de sua amada, foge do aquário e inicia uma corajosa e perigosa aventura para salvá-la da fervura da panela.

Em muitos aspectos, Oktapodi traz diversas referências de outras animações de sucesso, como Kung Fu Panda e A Era do Gelo – esta última, principalmente no que diz respeito à forma como a saga é contada, muito parecida com as intempéries de Scrat, o esquilo que passa a vida perseguindo uma noz. Em outros aspectos, como o estilo dos traços e as cores escolhidas, em tons predominantemente claros e pasteis, com luminosidade intensa, o filme inspira pura originalidade. Outro elemento importante de Oktapodi é a trilha sonora, escolhida com perfeição e que cadencia as cenas de maneira única e extremamente acertada. A junção de tudo isso, aliado a um belo roteiro e um final divertidíssimo, não deixa dúvidas de que a obra mereceu indicação ao Oscar de melhor curta de animação em 2009. Na verdade, resta uma dúvida, sim: o casal se beija no final? Ou preferem trocar abraços – quatro, ao mesmo tempo? Fica no ar.

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