Newton Cannito
lucas.guratti - 10.06.2011
Por Lucas Paraizo, para a Revista Beta
“Quase fui engenheiro. Hoje minha vida está totalmente entregue à criação: do audiovisual à literatura. E, agora, às políticas públicas. Não sei ser morno, meu trabalho está sempre distante do meio-termo. Em certos momentos, só atendo pelo codinome de Dr. Canneta – um palhaço intelectual viciado em anotar tudo que acontece.”
1. Não fosse o senhor roteirista, diretor e, recentemente, gestor público, seria:
Dono de circo.
2. Um filme marcante foi:
A Viagem do Capitão Tornado (Il Viaggio di Capitain Fracassa, 1990), de Ettore Scolla.
3. Um grande diretor brasileiro é:
Fernando Meirelles.
4. Uma virtude do cinema brasileiro é:
Alegria e transgressão.
5. Para ser gestor público é preciso:
Alegria e paixão.
6. Um problema do cinema brasileiro é:
A distribuição.
7. O que falta ao cineasta brasileiro é:
Estabilidade.
8. É possível dirigir no papel?
Sim. Um bom roteiro dialoga e, às vezes, antecipa a direção.
9. Roteirista é diretor frustrado?
Não. Roteirista é autor que não quer ser obrigado a pensar na produção.
10. Para ser roteirista no Brasil é preciso:
Aguentar o diretor e lembrar que precisa estudar dramaturgia em todas as artes.
11. Como combater o “labirinto burocrático” da produção audiovisual?
Com paciência. E juntando todos nós para rediscutir e pensar formas de reduzir a burocracia, garantindo a responsabilidade com o dinheiro público.
12. Um grande diretor brasileiro desconhecido é:
Antonio Calmon. É conhecido como autor de novelas, mas pouco conhecido como diretor de cinema. É um de meus diretores favoritos.
13. Dirigir uma secretaria do audiovisual traz benefícios do tipo:
Conhecer o Brasil e ter uma visão geral de nossas dificuldades.
14. Dirigir uma secretaria do audiovisual traz revezes do tipo:
Muito trabalho e muita viagem. Parei de fazer ioga e já estou engordando. Preciso aprender a continuar focado, mesmo estando no meio do furacão.
15. O que um gestor público de audiovisual tem que falta ao cineasta?
O cineasta no Brasil, até pelas dificuldades de financiamento na área, é também um gestor público. Precisamos é não obrigar o cineasta a ser sempre um gestor público, criar tempo para que ele foque na criação.
16. O que o cineasta tem que falta ao gestor público de audiovisual?
Depende do gestor. Mas é bom que não se afaste por muito tempo da criação, que é onde ele se realimenta e onde entende as dificuldades dos produtores e criadores.
17. O que muda em sua visão do audiovisual, quando se assume um cargo público?
Irei compreender melhor as dificuldades dos diferentes setores.
18. O estado é fundamental na produção audiovisual ou um dia esta poderá ser uma indústria independente?
É fundamental e sempre será. Mesmo se a indústria crescer, o estado é necessário para corrigir distorções do mercado e investir no risco.












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