Tela Brasil – O portal de formação e informação sobre o universo audiovisual » Blog Archive » Itinerância audiovisual, uma questão de acesso

Itinerância audiovisual, uma questão de acesso

Victor Martinez - 13.07.2011

Por Victor Martinez (@vectu)

Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, México, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Paraguai, Peru, Equador, Panamá, Uruguai e Holanda. Esses são os países de origens dos 22 projetos envolvidos no II Encontro de Cinemas Itinerantes da América Latina, que está rolando até quinta-feira (14/07) na 6ª edição do Festival de Cinema da América Latina, em São Paulo.

Depois do primeiro encontro, que rolou em setembro na cidade de Puebla, no México, foi decidido que seria criada uma Rede de Cinemas Itinerantes da América Latina, a primeira e única rede a integrar cinemas itinerantes para compartilhar experiências em exibições de cinema para públicos, que de certa forma são excluídos dos circuitos formais de distribuição e exibição. “Somando diversas iniciativas de itinerância, nesse segundo encontro, o objetivo é fortalecer a rede entre esses projetos”, explica a argentina Griselda Moreno, criadora do projeto Cine a la Intempérie e presidente da organização do Encontro.

“É a continuação da ideia de criar uma união de cooperação entre projetos latino-americanos”, explica o mexicano Ricardo Del Conde, um dos idealizadores do projeto La Carreta Cine Movil, que percorre os municípios do estado de Morelos, projetando cinema ao ar livre e impulsionando a criação de cineclubes em pontos estratégicos. “Já falamos muito sobre união latino-americana. Mas o que significa isso? Significa compartir”, completa Del Conde.

E, de fato… até as holandesas do projeto Solar World Cinema, que utilizam energia solar para a projeção de filmes na Europa, vieram também para o II Encontro compartilhar ideias para possíveis exibições por aqui. “Em Puebla, decidimos fazer juntos, como um ninho de ideias para projetos comuns”, justifica Stien Meesters, umas das produtoras do SWC.

A produtora cultural de Brasília Ana Arruda também estava participando do encontro. Além de fazer parte do coletivo de artistas Moviola, que faz exibição de filmes em espaços públicos para a revitalização pública, ela desenvolve um trabalho muito pontual de assessoria justamente para projetos de itinerância no centro-oeste do país. Legal, né?!

“O encontro funciona justamente para que cada um possa opinar e dar a partir da sua experiência formas de soluções”, explica Julia Motta, coordenadora local do II Encontro. “Se um filme circular em todos os projetos dessa rede, poderíamos contar com um público de 3 milhões de pessoas”, completa Motta. É muita gente!

“O Brasil é um país que infelizmente 92% dos municípios não têm uma sala de cinema, isto é, não tem acesso ao cinema. E o negócio cinema hoje, no modelo que nos é dado, ele é caro. Nesse sentido, os cinemas itinerantes podem ser uma solução”, contextualiza João Pimentel, presidente Do Congresso Brasileiro do Cinema.

Entra no site da Rede de Cinemas Itinerantes da América Latina e acompanha o trabalho desse pessoal. Aliás, hoje (13/07) às 20h no memorial da América Latina, em São Paulo, eles organizaram uma exibição especial ao ar livre para mostrar para a galera do Festival de Cinema Latino-americano como eles trabalham. E é gratuito! Dá uma passada lá… vai ser bem legal!

Freelance Web Developer

Comentários

Não há comentários no momento.

Envie seu comentário