O legado do pai da Apple para o audiovisual
producao.telabr - 07.10.2011
Sem dúvida, a morte de Steve Jobs na noite do dia 5 de outubro tornou-se um dos assuntos mais comentados de que se teve notícia até hoje na história da humanidade.
Não foi apenas a imprensa que veiculou o fato, como nos velhos tempos das mídias tradicionais. Em tempos de redes sociais popularizadas, as pessoas comuns também se aproveitaram do recém-conquistado poder de mídia para comentar, postar fotos e vídeos sobre um homem visionário que revolucionou a forma de nos comunicarmos.
Muito se falou a respeito da revolução que ele causou no mundo da informática! De fato, tudo o que ele fez nesse campo merece essa maior notoriedade. Mas para nós em particular, que produzimos conteúdo audiovisual, muitas foram as contribuições deixadas pelo inventor da Apple.
Dois anos depois de ser demitido da empresa que ajudou a criar, em 1986, Steve Jobs comprou de George Lucas a divisão de computação gráfica da Lucas Films para criar os Estúdios Pixar, onde ficou por 10 anos: tempo suficiente para que a genialidade dele transformasse Holywood e a indústria dos filmes de animação.

Novos computadores e novas tecnologias aplicadas à produção de comerciais e filmes foram criadas sob a direçãodele. Depois de alguns curtas, em 1995, veio a parceria com a Disney e o grande trunfo de Jobs para entrar para a história da sétima arte: Toy Story, o primeiro longa-metragem 100% digital da história.
A revolução causada na criação de desenhos cinematográficos continuou, tanto pela técnica de animação digital quanto pela narrativa dos filmes, que agrada crianças e adultos.
Nos anos seguintes, vieram Toy Story 2 e 3, Procurando Nemo, Os Incríveis, Carros… As histórias inesquecíveis renderam ao estúdio nada mais, nada menos do que 28 estatuetas do Oscar, 6 Globos de Ouro e 3 prêmios Grammy.
Para o coordenador pedagógico do Portal Tela Brasil, Henry Grazinoli, a contribuição de Jobs para o audiovisual vai além da fundação da Pixar, (o que, entre nós, já seria muita coisa). “O desenvolvimento de tecnologias específicas para trabalhar com imagens mudou conceitos e alterou a relação das pessoas com a manipulação do vídeo e da linguagem audiovisual. A Apple foi (e ainda é) a grande referência de plataforma para quem trabalha com audiovisual”, afirma Henry.
Se pararmos para fazer uma rápida análise, dificilmente vamos nos lembrar de alguma produtora de audiovisual que não use os computadores da maçã.
Além das máquinas, Jobs também esteve envolvido na criação do Final Cut, software para edição de filmes exclusivo para uso em Machintoshs, usado tanto por estudantes de cinema quanto por profissionais de filmes renomados das indústrias cinematográfica e audiovisual.
Henry ainda lembra a contribuição de Steve Jobs para o desenvolvimento de tecnologias portáteis capazes de exibir vídeos, como o iPod, o iPhone e o iPad. “Isso certamente vai deixar marcas na essência da linguagem audiovisual. A possibilidade de assistir a conteúdos em qualquer lugar, individualmente em telas pequenas muda a relação do público com a obra audiovisual e propõe adaptações e alterações nessa linguagem por quem a produz”, acredita.
Certamente, muitas possibilidades e aplicações dessas ideias de Jobs ainda serão descobertas pelos produtores de audiovisual. Aqui, deixamos nosso sincero agradecimento e homenagem a Steve Paul Jobs e seu legado tecnológico, uma fonte de inspiração permeada de grande capacidade de inovação e criatividade.
Descanse em paz!
Abaixo, veja o vídeo da Globo News sobre a influência de Steve Jobs para o cinema e as artes em geral.












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