Chega ao fim a 35ª Mosta SP
Paulo Castilho - 04.11.2011
Não poderia ter sido diferente!
A noite de encerramento e premiação da Mostra – pela primeira vez neste ano sem a presença de seu criador, Leon Cakoff, falecido uma semana antes do começo desta edição -, foi repleta de lembranças e reverências a ele por todos que subiram ao palco para fazer discursos de agradecimentos.
Este ano foram exibidos 297 títulos em 22 salas, entre cinemas, museus e centros culturais de São Paulo.
Respirar, longa de estreia do ator austríaco Karl Markovics na direção, foi o grande filme vencedor, eleito pelo júri oficial desta 35ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O filme conta a história de Roman Kogler, jovem de 18 anos, que está preso em um centro de detenção juvenil. Ele já cumpriu parte de sua pena e pode ser solto em liberdade condicional, mas tem poucas chances de se reabilitar: não tem família e parece incapaz de lidar com a sociedade. Depois de muitas tentativas fracassadas, Roman encontra um trabalho em liberdade condicional no necrotério de Viena. Um dia, ele se depara com o cadáver de uma mulher morta que leva o nome de sua família. A descoberta leva o rapaz a se interrogar sobre seu passado pela primeira vez e a iniciar uma busca por sua mãe.
Veja abaixo o trailer na versão original, sem legendas:
Dos filmes brasileiros, o destaque foi Raul – o início, o fim e o meio, de Walter Carvalho, o único diretor a sair com duas estatuetas. Ele venceu nas categorias de documentário do Prêmio Itamaraty e também a votação popular.
Assista ao trailer:
Outras produções brasileiras também premiadas foram Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios, de Beto Brant e Renato Ciasca, que recebeu o prêmio Itamaraty de melhor longa metragem.
Já entre os diretores homenageados, Hector Babenco recebeu menção pelo conjunto da obra e os cineastas Atom Egoyan e Nohsen Makmalbaf ganharam o prêmio Humanidade, que neste ano teve acrescentado o nome de Leon Cakoff.
Para Renata Almeida, viúva de Leon, que presidiu a cerimônia emocionada com as homenagens, “o sentimento é de dever cumprido”!
Confira abaixo a lista completa de todos os premiados:
Prêmio aquisição, do Canal Brasil
“A Casa da Vó Neide“, de Caio Chiavechini
Prêmio Itamaraty de melhor curta-metragem (valor de R$ 15 mil)
“Cine Camelô“, de Clarissa Knoll
Prêmio Itamaraty de melhor melhor documentário (valor de R$ 30 mil)
“Raul – O Início, o Fim e o Meio“, de Walter Carvalho (estreia em 27 de janeiro)
Prêmio Itamaraty de melhor longa-metragem (valor de R$ 45 mil)
“Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios“, de Beto Brant e Renato Ciasca
Prêmio Itamaraty de melhor conjunto da obra Hector Babenco
Troféu Bandeira Paulista – prêmio da crítica
Prêmio especial
“Sábado Inocente“, de Alexander Mindadze
Melhor Filme
“Era Uma Vez na Anatólia“, de Nuri Bilge Seylan
Escolha do Público
Melhor documentário
“Raul – O Início, o Fim e o Meio“, de Walter Carvalho e “Vai-Vai: 80 Anos nas Ruas“, de Fernando Capuano
Melhor documentário internacional
“Batidas, Rimas & Vidas”
Melhor longa de ficção brasileiro
“Teus Olhos Meus“, de Caio Sóh
Melhor longa de ficção internacional
“Desapego“, de Tony Kaye e “Frango com Ameixas“, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
Prêmio do Festival da Juventude
“Uma Incrível Aventura“, de Debs Gardner-Paterson
Prêmio Humanidade Leon Cakoff
Cineastas Atom Egoyan e Mohsen Makmalbaf
Prêmio especial do júri da mostra de melhor documentário
“Marathon Boy“, de Gemma Atwal
Prêmio do júri da mostra
Melhor ator
Théodor Júliusson, por “Vulcão” (Islândia, Dinamarca)
Melhor atriz
Alina Levshin, por “Combat Girls” (Alemanha)
Melhor Filme
“Respirar“, de Karl Markovics (Áustria)












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