#cpbr5 – Mobilidade Digital e Educação: a escola para além de seus muros
Paulo Castilho - 11.02.2012
A palestra “Mobilidade Digital e Educação: a escola para além dos muros” aconteceu na manhã de sexta-feira no palcoDesenvolvimento da Campus Party Brasil 2012, realizada no Parque Anhembi, em S. Paulo.
Mediado pela presidente da Fundação Telefônica, Françoise Trapenard, o evento contou com a presença dos professores Juarez Silva, Eveline Erbele e Suintila Pedreira, da cineasta LaÃs Bodanzky e do secretário municipal de Educação de S. Paulo, Alexandre Schneider.
Na foto, da esq. para a dir: Juarez, Suintila, Eveline, Françoise, LaÃs e Schneider: participantes do debate Mobilidade Digital e Educação, na Campus Party 2012.
Os palestrantes encontraram uma platéia lotada – não apenas de campuseiros, mas também de educadores, alunos e professores.
Cada um em seu campo de atuação, os participantes dividiram experiências de sucesso no uso de tecnologias voltadas para a educação. É a  inclusão digital, que neste mundo novo das telas e das novas mÃdias levam o aprendizado para além dos muros!
Conheça abaixo as experiências apresentadas ao público e assista à videorreportagem com entrevistas dos palestrantes.
A professora Eveline Erbele veio do Rio Grande do Sul para falar da experiência do projeto UCA (Um Computador por Aluno), que atende com recursos do governo federal duas escolas nas pequenas cidades de Ijuà e Panambi.
O professores são treinados nos dois municÃpios. A diferença é que na primeira cidade, os alunos levam os computadores pra casa, ao contrário da segunda, onde os estudantes os usam apenas no horário escolar.
Eveline conta que um dos pontos altos do projeto é quando os alunos conseguem da colaboração e compartilhamento de informações dos alunos com jovens de outras comunidades: “Enriquece muito, pois vai além do conteúdo programático que o professor já tinha”, ressalta.
A experiência de levar a cultura do cinema e do audiovisual para comunidades carentes foi trazida pela cineasta paulista LaÃs Bodanzky.
Ela comparou as ferramentas de produção e consumo de mÃdia digital com a antiga caixinha de fósforo: “Era só pegar a caixinha e sair por aà fazendo música. Hoje, pra fazer e assistir a filmes, a facilidade é a mesma, está à mão de todo mundo! Por isso é uma iniciativa muito importante a Campus Party ter um foco na Educação”, ressaltou.
O Tela Brasil começou de forma amadora, com o Cine Mambembe, em 1996. O projeto cresceu e se profissionalizou. Apesar de surgido numa época em que mobilidade e educação não tinham um sentido digital como hoje em dia, ainda mantém o caráter itinerante  que o originou e circula atualmente por diversas cidades de diferentes estados brasileiros.
Atualmente, além de um portal com exercÃcios virtuais pra quem quer aprender sobre produção de curtas-metragens, o Tela Brasil tem vários projetos de educação audiovisual – todos gratuitos – que incluem a exibição de filmes nacionais, oficinas presenciais de produção de curtas e workshops para professores.
O professor Suintila Pedreira, do Mato Grosso do Sul, dá aulas de fÃsica para alunos do EJA (Educação de Jovens e Adultos). Ele próprio criou um aplicativo para celular que traz um jogo de perguntas e respostas que tem contribuÃdo muito para o aprendizado.
“Eu já salvei uma turma da reprovação certa por causa dessa tecnologia, que é extremamente barata, já que os aplicativos podem ser instalados diretamente nos celulares dos alunos e não precisam de internet para funcionar.”, explica Suintila.
O professor também tem um blog chamado Serão Extra. Ele conta que ultimamente o interesse de professores de outros estados para o compartilhamento do aplicativo tem aumentado, o que ele faz com muito entusiasmo!
Responsável pelo projeto Laboratório de Experimentação Remota, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o professor Juarez Silva. Ele explica que o aluno aprende a operar um experimento fÃsico de forma remota, pela internet, através de uma câmera.
Segundo ele, uma experiência diferente de uma simulação já que o aluno de fato põe a mão na massa. “A mobilidade traz uma aprendizagem significativa e isso incentiva a aprendizagem”, completa.
O secretário municipal da Educação de São Paulo, Alexandre Schneider, também participou do evento. Ele aproveitou para anunciar uma nova ferramenta de rede social na internet, desenvolvida para ser usada no ensino público, nas matérias de Português e Matemática. “Até abril, começaremos a distruibuir 8 mil tablets aos professores, que receberão treinamento e incentivo para aprender a usar essas novas ferramentas e contribuirem com ideias”.
Clique aqui e assista ao vÃdeo com a explicação do próprio secretário, sobre como funcionará a iniciativa.
Clique aqui e veja a videorreportagem com entrevistas exclusivas dos participantes do debate Mobilidade Digital e Educação.












Suintila Valiño Pedreira
14/02/2012
Agradeço pela divulgação do nosso trabalho e pelo engajamento nas causas da educação. Forte abraço a todos!
Paulo Castilho
14/02/2012
Suintila, nós do Tela Brasil também agradecemos muito pelo contato que tivemos na Campus Party. Seu trabalho com educação e novas mÃdias é fantástico e merece ser divulgado! Estamos juntos, por uma nobre causa! obrigado pelos comentários e volte sempre.
Abs
PC