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Tudo começou com uma hashtag

Redação TelaBr - 14.02.2013

Foi-se o tempo em que a maior dificuldade do cinema brasileiro era produzir um filme. Hoje, pelo contrário, percebe-se um número cada vez maior de produções nacionais finalizadas e prontas para serem exibidas. No entanto, o grande problema que se enfrenta é a disputa pelo parque exibidor, isto é, a distribuição e a própria divulgação do filme, que ainda exigem um grande investimento financeiro. Processo que acaba deixando filmes praticamente sem exibição ou pouco tempo em cartaz.

Para lidar com esse problema, os cineastas estão testando diferentes estratégias de mídia espontânea, no qual o filme acaba sendo divulgado pelas próprias pessoas, aumentando o apelo para que o público vá ao cinema conferir seu filme. Nessa intentona, as mídias sociais assumem um papel fundamental.

“Quase todo o mundo pode ter uma câmera na mão e postar trabalhos na Internet. Em contrapartida, para todos nós cresce a importância de ter boas ideias na cabeça e aproveitar, ao máximo, o que as novas mídias podem nos oferecer.” Henry Grazinoli, no texto Câmera na mão é fácil. E a ideia na cabeça?

Um dos vídeos do Youtube que acabou tendo uma característica de viral na web foi o vídeo #vemseanpenn. A ideia é simples: convidar o ator norte-americano Sean Penn para assistir a estreia do filme Colegas, de Marcelo Galvão, no dia 1 de março. O vídeo tem como protagonista o ator Ariel Goldenberg, de 32 anos, que se inspirou em Sean Penn durante toda a sua carreira, que pede para que o ator assista ao filme do seu lado.

Lançado há pouco mais de uma semana, o vídeo foi visto por mais de um milhão de pessoas e conta com o apoio de atores famosos como Juliana Paes, Lima Duarte, Rogério Flausino, entre outros. A ideia era pedir para que o maior número de pessoas divulgasse o vídeo para que de alguma forma ele chegasse ao ator Sean Penn.

Ainda que a causa do viral não fosse exatamente a divulgação do filme, com essa ação o longa Colegas conta hoje com mais de 67 mil seguidores em sua fanpage na rede social facebook, um número que muitas produções brasileiras não conseguem facilmente. O longa O Som ao Redor, de Kleber Mendonça Filho – filme mais aclamados do ano –, por exemplo, contabiliza menos de 15 mil seguidores.

O que demonstra que mais do dinheiro para investir, a criatividade faz a diferença em uma estratégia de divulgação. Para saber como lidar com esse novo universo de mídias sociais, acesse nossa Oficina de Novas Mídias e descubra o segredos de uma nova linguagem no cinema.

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