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Das Oficinas Tela Brasil ao Catarse

Redação TelaBr - 15.05.2013

Rafael Botta cresceu em Bauru, no interior de São Paulo, lá teve contato com o teatro desde cedo. Quando adolescente, foi chamado para atuar em um curta dos alunos de Rádio e TV da UNESP e se encantou. Veio então para a capital, onde conheceu pessoas da área, e, pouco tempo depois, conseguiu uma bolsa integral para cursar a faculdade de Rádio e TV.

É no primeiro ano da faculdade, em 2009, que a história de Rafael encontra a nossa! Ele foi selecionado para a Oficina Tela Brasil, em Diadema. Em uma semana de aulas e exercícios, pôde entender todas as etapas de uma produção e produzir um curta com seus colegas, o curta “Uma Chance de Luz” (link). “No final da oficina fizemos a exibição dos curtas produzidos no Cine Eldorado e contamos com a presença de Eliane Caffé. Ouvir Eliane contando como foram seus primeiros trabalhos e conhecer um pouco do seu cinema foi motivador. Saí da oficina querendo mais”, relembra.

Em 2011, teve seu primeiro contato com o cinema profissional, como boy de set, no longa “A Primeira Missa”, de Ana Carolina Teixeira Soares. A experiência em estúdio deu oportunidade a Rafael de conhecer diversas áreas da realização de um filme. “Eu aprendi muito, e trabalhar num projeto que conta com Fernanda Montenegro, Rita Lee, Alessandra Maestrini e Dagoberto Feliz foi algo que me proporcionou alegria e aprendizado dobrado”, conta.

No momento, Rafael está trabalhando na pós produção de “Cinza Vazio”, primeiro curta que dirige. Projeto antigo, o roteiro do filme foi escrito em 2009, sempre considerando os problemas comuns à maioria dos novatos no audiovisual – falta de equipamentos e recursos para realizar o projeto. Por isso, em parceria com o roteirista Claudio Maneja Jr, criou uma história sem diálogos em que a imagem deveria ter força suficiente para prender a atenção do público.  Assim nasceu “Cinza Vazio”, uma história que busca refletir sobre São Paulo a partir dos conflitos do jovem Pedro com a cidade que o cerca.

Fizeram então uma versão simples, com equipamento amador e divulgaram um trailer na internet. Por alcançar uma grande quantidade de acessos em pouco tempo, o trailer também foi divulgado no Overmundo e ganhou repercussão. “Agora o nosso objetivo é lançar “Cinza Vazio” em Julho e inscrevê-lo em festivais. É muito difícil (e muito caro!) produzir um filme independente. Mas com criatividade a galera sempre encontra um jeitinho pra não deixar os projetos engavetados”, conclui.

Rafael pede ajuda para tirar a ideia do papel e conseguir lançar o filme em julho. Quem quiser ajudar, pode ir até o catarse  e fazer sua doação!

Como Funciona

Através do site do Catarse, é possível que qualquer pessoa faça doações a partir de 10 reais. Caso a produção não atinja o valor da meta, o doador pode pedir o dinheiro de volta ou então utilizá-lo para ajudar outro projeto que esteja no site.

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