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Cineclube nas Escolas completa 8 anos consolidando uma política pública no campo do audiovisual

Redação TelaBr - 26.01.2015

O Cineclube nas Escolas foi desenvolvido desde 2008 pela Gerência de Mídia-Educação da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro com o objetivo de consolidação de uma política pública no campo do audiovisual.

A ideia é que o projeto seja uma possibilidade de transformação real da escola que o recebe, promovendo mudanças significativas na comunidade escolar. Atualmente a iniciativa está presente em 256 unidades, entre escolas e bibliotecas escolares.

O projeto é estruturado em três eixos: o acervo, o cineclube e a formação de professores e alunos na linguagem audiovisual. No primeiro, as escolas recebem equipamentos para exibição, como os filmes, telão, projetos, caixas de som, para oferecer condições de o segundo eixo se concretizar, que é ação cineclubista. Fazem parte do acervo também livros relacionados a cinema e educação. Ao todo, são 151 títulos nacionais (entre curtas, médias e longas-metragens) e 27 títulos de livros, que circulam entre professores e alunos. De acordo com a coordenadora do projeto Cineclube nas Escolas, Luciana Bessa, o projeto opta mais por curta-metragens, pela questão da duração do filme. “O curta é um formato que os alunos quase não têm contato, então é uma forma diferenciada de ele entrar em contato com cinema”.

Dessa forma, a ação consegue estrutura o segundo eixo do projeto, que são os cineclubes, em que os alunos são incentivados a se tornarem verdadeiros cineclubistas, se envolvendo no processo de exibição, desde a escolha do filme até a mediação do debate, participando da divulgação das sessões para toda a comunidade.  Faz parte dessa etapa também estimular a ida de alunos e professores às salas de cinema, iniciativa que realizada em parceria com importantes festivais de cinema, como o Festival do Rio, o Anima Mundi, Mostra Cinema e Direitos Humanos, Varilux de Cinema Francês, entre outros. Para Luciana, mais importante do que criar um mercado consumidor, o projeto quer que as crianças tenham uma visão mais crítica da sociedade. “É importante que essa geração se aproprie da linguagem, é mais uma possibilidade de contar uma história”, reflete.

O terceiro momento, que forma professores e alunos voluntários na linguagem audiovisual, conta com atividades a fim de qualificar o uso da linguagem audiovisual. A ideia é assegurar o acesso a experiências culturais e artísticas para que eles possam desenvolver um pensamento crítico e criativo. “Queremos ampliar o repertório, dos alunos e dos professores, mostrando coisas que eles não veem na televisão. Queremos apresentar o que eles ainda não conhecem”, explica Luciana.

O projeto funciona, normalmente, no contraturno do horário de aula dos alunos. As escolas municipais do Rio de Janeiro que tiverem interesse em conhecer a proposta do Projeto podem entrar em contato com a sua Coordenadoria Regional (CRE) ou enviar um e-mail para a Gerência de Mídia-Educação (smemidia@rioeduca.net).

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