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Chega aos cinemas a sequência de “Minha Mãe é Uma Peça”

Redação TelaBr - 23.12.2016

Depois de levar mais de 4,6 milhões de espectadores ao cinema em 2013, está de volta ao cinema o filme Minha Mãe É Uma Peça com o segundo filme da saga. Protagonizado por Paulo Gustavo, a comédia traz Dona Hermínia, a personagem principal, repaginada, rica, chique e dona de seu próprio programa de TV, que fala sobre filhos. Apesar de toda essa transformação, algumas coisas nunca mudam, e essa ex-dona de casa de Niterói ainda tem que lidar com os problemas de sempre da família. César Rodrigues, diretor de Vai que Cola, assina a direção da sequência.

Na nova trama, Marcelina  e Juliano deixam a adolescência para trás e seguem em busca de uma vida própria. Os dois alcançam a almejada independência e se mudam para São Paulo, o que deixa Hermínia sofrendo a síndrome do “ninho vazio”. Para completar, sua irmã mais velha, Lucia Helena, que mora há anos em Nova Iorque, resolve fazer uma visita e se hospeda de mala e cuia em sua casa. Junte tudo isso a uma segunda irmã , à empregada, ao ex-marido Carlos Alberto, ao netinho que vem visitar, a uma amada tia com saúde debilitada, e essa mãe de Niterói ficará ainda mais alterada.

Com produção da Midgal Filmes, coprodução Globo Filmes, DiamondBack, Paramount Pictures e Universal Pictures, coprodução e distribuição da Downton Filmes e Paris Filmes, e investimento do BB DTVM, o filme tem roteiro de Fil Braz e Paulo Gustavo.

Direção

O humor não é um elento novo na vida do diretor César Rodrigues. Com passagens pelo teatro, estreou no cinema como assistente de direção em 1998, no longa-metragem Menino Maluquinho 2 – A Aventura. Depois de passar por produções como A Partilha (2001) e A Dona da História (2004), fez sua estreia como diretor cinematográfico em 2010 com High School Musical: O Desafio, versão brasileira do sucesso adolescente da Disney. Mas foi através da situação como diretor da série Vai Que Cola, humorístico do Multishow, que ele conheceu Paulo Gustavo. A parceria com o ator, além de render várias temporadas na televisão, deu origem a Vai que Cola – o Filme, de 2015, e agora ao projeto Minha Mãe é Uma Peça 2.

Quando você soube que dirigia “Minha Mãe É Uma Peça 2”? Depois do sucesso do primeiro filme, a alta expectativa por esse novo projeto te preocupou?

O Paulo  me convidou quando a gente estava começando a segunda temporada do Vai que Cola, mas ainda não tinha uma previsão. O tempo passou e ele confirmou que o filme realmente ia sair e que queria que eu fizesse. Fiquei muito lisonjeado e, ao mesmo tempo, um tanto preocupado porque temos um primeiro filme tão bem realizado, tudo deu tão certo, que seria um desafio fazer um segundo filme com tanta expectativa. Mas gosto de desafios e é um desafio com um cara acima da média como o Paulo, com uma personagem super estruturada e um roteiro muito bacana. Tudo isso me deu uma convicção de que seria muito legal dividir mais um projeto com ele. Estamos muito felizes com o resultado.

O desafio e a responsabilidade com a sequência impulsionaram o trabalho na equipe?

Responsabilidade é sempre muito bom. A gente se move pela responsabilidade, pelo desafio. E esse é um projeto que, de fato, a todo tempo a gente é provocado com um desafio, porque o Paulo faz isso. Faz parte do caráter e da personalidade dele o desafio. E isso me instiga. Acho que isso instiga toda a equipe  e as pessoas que estão ali com a gente têm a mesma vontade, o mesmo fogo. E espero que o filme esteja imprimindo isso. Estamos muito confiantes.

E sobre o visual do filme, o que o público pode esperar?

O primeiro filme conseguiu criar uma bolha para a Dona Hermínia, o que acho um grande acerto. E isso me fez fazer algumas escolhas para o segundo, mantendo a Dona Hermínia dentro dessa bolha, do seu mundo, o que foi muito importante para encontrarmos o conceito estético que queríamos para a sequência. O que fizemos foi ampliar essa bolha e deixar isso mais evidente. O apartamento cresceu, os ambientes pelos quais ela transita ganharam mais profundidade. Foi uma escolha estética, até para fazer um filme mais solar. Em todas as locações e cenários que filmamos, nos preocupamos em criar perspectiva, o oposto do que acontecia no outro filme, em que tudo era menor e mais concentrado. Mas isso também aconteceu em função das mudanças da vida dela: hoje ela é a apresentadora mais famosa da TV fechada e tem uma preocupação com sua imagem.

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