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	<title>Tela Brasil - Notícias &#187; BETA &#8211; O Cinema Impresso</title>
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	<description>Tela Brasil - Notícias</description>
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		<title>Dupla Dinâmica</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 14:27:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Júlia Motta, para a Revista Beta &#160; “A cópia da pré-estreia de Tropa de Elite 2 vai chegar no carro do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), assegurada por eles”, brincava o produtor do filme Marcos Prado. Bem que poderia. Tropa de Elite, segundo pesquisa realizada pelo Ibope e encomendada pelo próprio produtor, foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Júlia Motta, para a Revista Beta</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“A cópia da pré-estreia de <span style="color: #ff6600;">Tropa de Elite 2</span> vai chegar no carro do <span style="color: #ff6600;">Bope</span> (Batalhão de Operações Policiais Especiais), assegurada por eles”, brincava o produtor do filme <span style="color: #ff6600;">Marcos Prado</span>. Bem que poderia. Tropa de Elite, segundo pesquisa realizada pelo Ibope e encomendada pelo próprio produtor, foi visto por cerca de <span style="color: #ff6600;">11 milhões</span> de pessoas em cópia pirata. Já o número de pessoas que pagou para assistir ao filme na telona corresponde a apenas <span style="color: #ff6600;">30%</span> do total de espectadores. Para o segundo longa da turma comandada pelo capitão <span style="color: #ff6600;">Nascimento</span>, que estreou em outubro, todo cuidado era pouco.</p>
<p>“A edição foi feita num apartamento de que só eu e o <span style="color: #ff6600;">Zé</span> (Padilha, diretor do filme) sabíamos o endereço. A pirataria pode ser feita nessa hora ou na mixagem de som e tomamos o maior cuidado. Até porque, se vazasse, estaríamos fritos com nossos <span style="color: #ff6600;">patrocinadores</span>”, diz Prado.</p>
<p>Preocupação que passou por todos da equipe, como o diretor de fotografia do longa, <span style="color: #ff6600;">Lula Carvalho</span>. “A questão da pirataria foi um problema, uma febre mesmo. Pouquíssimas pessoas viram o filme que eu fiz de verdade, com a<span style="color: #ff6600;"> luz</span> e as <span style="color: #ff6600;">cores</span> certas. Mas, pelo menos, atingiu um grande número de pessoas e assim contribuímos para a formação de público do cinema nacional”, comenta.</p>
<p>A expectativa para Tropa 2 era grande. Nele, o ator <span style="color: #ff6600;">Wagner Moura</span> volta como capitão Nascimento para tratar de questões de<span style="color: #ff6600;"> segurança pública</span> e abordar o papel da política do Estado – e não apenas para falar da violência através do olhar da polícia. “Nesse segundo filme, abordamos a questão dos milicianos e traficantes. Tivemos vários assessores para a construção dos personagens, que foi feita sob a supervisão da preparadora de atores <span style="color: #ff6600;">Fátima Toledo</span>. O Zé dá muita liberdade a eles”, observa o produtor.</p>
<p>Para Prado, o desafio de Tropa 2 foi fazer um filme que não perdesse em qualidade para o primeiro. “Usamos<span style="color: #ff6600;"> efeitos especiais</span> e tivemos uma produção mais elaborada.”, revela o produtor, que prefere não comentar o valor total da produção. “O primeiro custou <span style="color: #ff6600;">R$ 11 milhões</span>. Esse foi um pouco mais caro, até porque se passaram dois anos. Mas o filme foi financiado não só com incentivos fiscais, recebemos investimento privado também.”</p>
<p>Numa<span style="color: #ff6600;"> casa amarela</span> com rede na varanda, em uma rua residencial do <span style="color: #ff6600;">Jardim Botânico</span>, está localizada a produtora, que conta hoje com uma equipe fixa de sete pessoas. A dupla dinâmica cultiva a parceria há mais de dez anos. “É importante manter essa <span style="color: #ff6600;">estrutura pequena</span>, por questões de valores mesmo. Queremos continuar nessa linha de produção de filmes e documentários que abordam um <span style="color: #ff6600;">lado social</span>”, afirma Prado.</p>
<p>Do fim dos anos 1990 para cá, a dupla já realizou diversos trabalhos, como <span style="color: #ff6600;">Pantaneiros, Garapa, Ônibus 174 e Estamira</span>. “Tivemos sorte de não precisar realizar trabalhos <span style="color: #ff6600;">institucionais ou publicitários</span>. Buscamos uma responsabilidade maior. Sempre tivemos essa preocupação. Nos documentários, criamos uma relação quase familiar. Na hora de prestar conta lá em cima, quero saber que deixei um legado e que não vim a lazer”, afirma o produtor.</p>
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		<title>Mademoiselle Chambon</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2012/01/18/mademoiselle-chambon/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 13:39:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[BETA - O Cinema Impresso]]></category>
		<category><![CDATA[Mademoiselle Chambon]]></category>
		<category><![CDATA[Revista BETA]]></category>
		<category><![CDATA[Stéphane Brizé]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Bruno Carmelo, para a Revista Beta &#160; Seus filmes foram todos aclamados pela crítica e muito bem recebidos pelo público, caminhando contra o sistema e propondo histórias cada vez mais delicadas, cotidianas e banais. Esse grande apreciador do homem comum apresenta no Brasil Mademoiselle Chambon, uma pérola sobre amores impossíveis, sem um pingo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Bruno Carmelo, para a <strong>Revista Beta</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Seus filmes foram todos aclamados pela crítica e muito bem recebidos pelo público, caminhando contra o sistema e propondo histórias cada vez mais delicadas, cotidianas e banais. Esse grande apreciador do homem comum apresenta no Brasil <em><span style="color: #ff6600;">Mademoiselle Chambon</span></em>, uma pérola sobre amores impossíveis, sem um pingo de sentimentalismo. Um filme raro. A <strong><span style="color: #ff6600;">Beta</span></strong> entrevistou<span style="color: #ff6600;"> Stéphane Brizé</span> em <span style="color: #ff6600;">Paris</span>. Acompanhe a seguir os principais trechos da conversa.</p>
<p><strong>O crítico de cinema Celso Sabadin descreveu o filme como “francês de corpo e alma”, sublinhando os “longos momentos de silêncio, pausas. olhares, sutilezas”. Seu filme faz parte de uma maneira de filmar ou de uma sensibilidade tipicamente francesas?</strong></p>
<p>Nós somos sempre o<span style="color: #ff6600;"> fruto</span> de uma história, de todas as vibrações que compõem um povo e que são transmitidas de geração em geração, criando os traços comuns de caráter e sensibilidade. Mesmo assim, nós somos o fruto de diversas misturas, porque, sem dúvida, eu já vi, li e escutei mais obras <span style="color: #ff6600;">estrangeiras</span> do que francesas. Se tivesse que apontar as pessoas ou épocas que me inspiram, eu diria, imodestamente, <span style="color: #ff6600;">Maupassant, Flaubert e Ozu</span>. Quanto às produções francesas atuais, o grande número de filmes me permite descobrir obras magníficas. Não sempre&#8230; mas com frequência. E eu não faço parte daqueles que ficam o tempo todo criticando (o que é um esporte nacional na França) o que se faz por aqui. Eu não subestimo nenhum gênero no cinema. Contanto que seja bem feito.</p>
<p><strong><em>Mademoiselle Chambon</em> é um filme muito audacioso, pelo modo como ele mostra as esperas e o silêncio de maneira frontal, enquanto a tendência do cinema (mesmo francês) parece ser o ritmo cada vez mais dinâmico, evitando sempre os tempos mortos. Por que você optou por essa dinâmica contemplativa?</strong></p>
<p>Em todo o filme, existe apenas <span style="color: #ff6600;">uma dezena de sequências</span> com montagem. Ou seja, 95% do filme é feito em plano sequência, sem corte entre o início e o fim da cena. Por isso, foi preciso calcular muito bem o <span style="color: #ff6600;">ritmo</span> do filme, já que ele não poderia mudar com a montagem. Ao mesmo tempo que aprecio certa lentidão, detesto entediar as pessoas. Às vezes é preciso sacrificar cenas formidáveis, mas que não acrescentam muito ao filme. É um grande exercício de<span style="color: #ff6600;"> humildade</span>.</p>
<p><strong>Falando em lentidão, o trailer de Mademoiselle Chambon é surpreendente: uma imagem apenas com dois personagens em silêncio. ouvindo música, é um fragmento que transmite muito bem a atmosfera do filme, sem contar a história. Você trabalhou diretamente com a equipe de promoção e distribuição do filme?</strong></p>
<p><strong></strong>Tenho que admitir que sou bastante <span style="color: #ff6600;">intervencionista</span> em todas as etapas de construção do filme, desde o roteiro até o pôster e o trailer. Mas, além de uma vontade de controlar tudo, eu acredito que o momento de refletir sobre a maneira de apresentá-lo ao público é muito interessante. Esse <span style="color: #ff6600;">trailer</span> peculiar fui eu que fiz. Existia outro, mais clássico, feito por uma empresa especializada nesse tipo de trabalho. Não era ruim, mas o filme resumido em<span style="color: #ff6600;"> 90 segundos</span> se parecia com qualquer outra história de amor. Não havia nada de especial. Mas, nessa etapa, nenhum distribuidor aceitaria o trailer que eu queria propor. Precisaria ser muito audacioso para vender um filme assim. E, no final, eu tinha razão, porque não adianta nada ter um ponto de vista bastante pessoal se o filme é vendido como qualquer outro. As pessoas que vão ver o filme depois de terem assistido ao trailer sabem exatamente o que esperar, e elas se tornam os <span style="color: #ff6600;">primeiros espectadores</span> preciosos do meu trabalho. São eles que vão comentar com os outros em seguida. Se você manda as pessoas erradas à sala de cinema desde o primeiro dia de exibição, você <span style="color: #ff6600;">mata</span> o filme.</p>
<p><strong>Você já tem outros projetos em vista?</strong></p>
<p><strong></strong>Acabei de terminar o roteiro do próximo filme que pretendo fazer! Eu o enviei ontem mesmo ao ator que gostaria que interpretasse o<span style="color: #ff6600;"> protagonista</span>. Estou esperando a resposta dele&#8230; Nessa história, questiono os últimos momentos antes da morte, para descobrir se ainda é possível corrigir os <span style="color: #ff6600;">erros</span> da vida. E se você quiser minha opinião, eu acho que é possível sim.</p>
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		<title>Portunhol</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Jan 2012 20:56:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[BETA - O Cinema Impresso]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Lucas Paraizo, para a Revista Beta Sentado na sala de cinema, o espectador contempla mais um trailer. Refrigerante na mão, pipoca no colo, ele observa atento as próximas tramas oferecidas. Na tela, atores falam em espanhol com trejeitos do século 16. Espadas, cavalos, lutas e todo um ambiente que remete à época de ouro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><span style="color: #ff6600;">Por Lucas Paraizo, para a Revista Beta</span></em></p>
<p>Sentado na sala de cinema, o espectador contempla mais um trailer. Refrigerante na mão, pipoca no colo, ele observa atento as próximas tramas oferecidas. Na tela, atores falam em espanhol com trejeitos do <span style="color: #ff6600;">século 16</span>. Espadas, cavalos, lutas e todo um ambiente que remete à época de ouro da cultura ibérica. Não fosse por dois detalhes, o desavisado espectador acreditaria tratar-se de mais um filme da cinematografia espanhola a desembarcar no<span style="color: #ff6600;"> Brasil</span>.</p>
<p>O primeiro detalhe é inquietante: em meio ao elenco liderado pelos espanhóis <span style="color: #ff6600;">Alberto Ammann, Leonor Watling e Pilar López de Ayala</span>, há dois rostos familiares. Um deles é o do brasileiro <span style="color: #ff6600;">Selton Mello</span>. O outro é de <span style="color: #ff6600;">Sônia Braga</span>, mas sua “internacionalidade” já não causa tanto espanto. O segundo detalhe anuncia o título do filme: “<em><span style="color: #ff6600;">Lope</span></em>, una película de <span style="color: #ff6600;">Andrucha Waddington</span>”, um nome bastante conhecido do público brasileiro. Curioso, ao chegar em casa o espectador lança a pergunta ao Google: “Andrucha Waddington + Selton Mello + Espanha”. A resposta é imediata: Lope, o quarto longa-metragem do diretor de <span style="color: #ff6600;"><em>Casa de Areia, Gêmeas e Eu, Tu, Eles</em></span>.</p>
<p>Andrucha Waddington adora desafios. Quando se lançou na direção de longas-metragens, supriu na prática – com <em>Gêmeas</em>, último dos três episódios que compõem o filme Traição – a carência de uma<span style="color: #ff6600;"> formação</span> cinematográfica tradicional. Em Eu, Tu, Eles, sua estreia em solitário nas telas, foi ao sertão filmar um universo sobre o qual não tinha mais referências do que qualquer jovem de<span style="color: #ff6600;"> classe média</span> carioca. E, finalmente, com Casa de Areia o carioca chegou ao extremo de levar sua equipe para filmar num Nordeste inóspito, sem qualquer contato com a civilização. Lá, a equipe passou dez semanas imersa no ambiente da trama, passada em <span style="color: #ff6600;">1910</span>, à mercê de condições climáticas e de produção adversas. Todos esses trabalhos foram frutos de uma apurada intuição e de rigorosas pesquisas de campo.</p>
<p>Era hora de um passo maior. E mais arriscado. Esse passo é dado agora com <em>Lope</em>. Longa-metragem inspirado na vida do prolífero dramaturgo espanhol <span style="color: #ff6600;">Lope de Vega</span> e o maior filme dirigido por Andrucha até hoje. Tanto em custo como em produção. Orçado em doze milhões de euros, Lope é uma coprodução entre Espanha e Brasil. As filmagens foram realizadas na <span style="color: #ff6600;">Península Ibérica e no Marrocos</span> e a grande maioria da equipe é espanhola. Seu financiamento é oriundo principalmente de fundos espanhóis. Vindos do Brasil, junto com Andrucha,<span style="color: #ff6600;"> Ricardo Della Rosa</span> comandou a fotografia, <span style="color: #ff6600;">Jorge Saldanha</span>, o som e <span style="color: #ff6600;">Sérgio Mekler</span>, a montagem, que aconteceu paralelamente às filmagens.Mas por que um diretor brasileiro para dirigir uma história tão espanhola? Guardadas as proporções, seria como pedir ao espanhol <span style="color: #ff6600;">Alejandro Amenábar</span> (Mar Adentro, Os Outros) que dirigisse um filme sobre o dramaturgo brasileiro João Caetano. Era justamente esse estranhamento que os produtores espanhóis queriam: o frescor do olhar jovem e estrangeiro para dar vida a um dos ícones da dramaturgia espanhola. Com o currículo que tem, Andrucha mostrou-se o diretor ideal.</p>
<p>Mas o que mudou em Andrucha doze anos depois do début na ficção cinematográfica? “A <span style="color: #ff6600;">quilometragem</span>”, assume ele. “Fiquei mais seguro a cada filme.” Apesar de confessar sua insegurança, principalmente durante a pré-produção, ela acaba quando a câmera começa a rodar e aquele barulhinho da película gasta lembra onde, para quê e como será a história. “Começo a visualizar o filme depois de <span style="color: #ff6600;">três semanas</span> de filmagem. Foi assim com todos os meus longas. É o tempo necessário para se confiar no trabalho.”</p>
<p>Sobre os novos projetos, Andrucha é <span style="color: #ff6600;">supersticioso</span>: só fala quando estão prontos. Prefere assim. E agora é a vez de<em> Lope</em>. A estreia na Espanha acontece em <span style="color: #ff6600;">setembro</span> e no Brasil, no fim de <span style="color: #ff6600;">novembro</span>. Um filme espanhol com um belo <span style="color: #ff6600;">sotaque</span> brasileiro.<br />
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		<title>Uma metamorfose ambulante</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/12/23/uma-metamorfose-ambulante/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Dec 2011 14:45:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[BETA - O Cinema Impresso]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Tayla Tzirulnik O documentário de estreia do sueco Marcus Lindeen, Angrarna (em português, algo como “Arrependidos”), nos apresenta Orlando e Mikael, que em 1967 e 1994, respectivamente, decidiram passar por uma cirurgia para mudar de sexo. Mas as expectativas com essa nova vida eram maiores do que a realidade e os dois se arrependeram. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 22.0px Verdana;"><span style="font-size: 12px;">Por Tayla Tzirulnik</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 12.0px 'Abadi MT Condensed Light'; min-height: 13.0px;">
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O documentário de estreia do sueco <span style="color: #ff6600;">Marcus Lindeen</span>, <em><span style="color: #ff6600;">Angrarna</span> </em>(em português, algo como “Arrependidos”), nos apresenta <span style="color: #ff6600;">Orlando</span> e <span style="color: #ff6600;">Mikael</span>, que em 1967 e 1994, respectivamente, decidiram passar por uma cirurgia para <span style="color: #ff6600;">mudar de sexo</span>. Mas as expectativas com essa nova vida eram maiores do que a realidade e os dois se arrependeram.</span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Sentados num cenário de fundo preto, Orlando e Mikael discorrem sobre suas escolhas enquanto acompanham slides e trechos registrados em super-8 de suas versões femininas.</span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">De um lado, Orlando, um dos primeiros homens a passar por essa cirurgia na Suécia, e que escolheu o nome <span style="color: #ff6600;">Isadora</span> para sua nova personalidade; do outro, Mikael, que se rebatizou de <span style="color: #ff6600;">Mikaela </span>e hoje espera uma segunda cirurgia para voltar a ser homem. Da época em que viveu como mulher, vai guardar (apenas) duas perucas e dois vestidos como “lembrança”.</span></p>
<p style="margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 0px; font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Leia a seguir entrevista concedida por Lindeen à <strong>BETA</strong>.</span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><strong>BETA Como você conheceu Mikael e Orlando?</strong></span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><strong>Marcus Lindeen</strong> Há alguns anos eu trabalhava como apresentador de um programa semanal de cultura na <span style="color: #ff6600;">National Swedish Radio</span>. Fizemos um programa com o tema “arrependimento”. Uma das pessoas que entrevistei foi Mikael. Naquela época achei que ele era único. Mas, na mesma noite em que o programa foi ao ar, Orlando ligou para a estação e disse que ele tinha ouvido o programa e que se reconheceu pela primeira vez na vida. Ele também havia se submetido a uma operação de mudança de sexo e se arrependera da decisão. Ele queria dividir sua história, então tive a ideia de um encontro entre Mikael e Orlando. </span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><strong>BETA Por que primeiro uma peça teatral e depois um filme? </strong></span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">No início, Mikael não queria aparecer num filme. Tinha medo de ser reconhecido. Para resolver essa questão, tive a ideia de gravar apenas o som do encontro entre eles, para então transformar as fitas de áudio em uma peça teatral na qual atores representariam Mikael e Orlando. Naquela época, eu havia sido sondado pelo Stockholms Stadsteater, o maior teatro da Suécia, para montar uma peça ali. E foi o que eu fiz. A <span style="color: #ff6600;">versão teatral </span>de <em><span style="color: #ff6600;">Regretters</span></em> fez um grande sucesso e foi filmada pela televisão nacional, o texto foi traduzido para o francês, o alemão e o inglês. Já encenaram a peça  na Noruega, e uma leitura dela foi feita em Berlim. Aliás, acabo de saber que um teatro de Porto Alegre se interessou em traduzir o texto para o português. Seria ótimo. </span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><strong>BETA Por que acha que Mikael mudou de opinião e decidiu participar? </strong></span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Acho que ele assistiu à peça e compreendeu o que eu queria realizar com o filme. Ele ficou emocionado com as interpretações e <span style="color: #ff6600;">orgulhoso</span> de como o trabalho havia sido bem recebido. E acho que, de certo modo, teve um efeito terapêutico, assistir a um ator no palco interpretando-o. E, claro, com um grande público que reagiu muito positiva e respeitosamente ao que era contado. </span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><strong>BETA Procurou consultar algum especialista, como psiquiatra, cirurgião, antes da filmagem?</strong></span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Na verdade não…</span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><br />
</span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><strong>BETA O filme é basicamente uma conversa <em>tête-à-tête.</em> Por que essa escolha? </strong></span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Acho que a decisão de deixá-los conversar entre si, ao invés de eu entrevistá-los, é o que faz de <em>Regretters</em> um filme tão excepcional. Eles fazem <span style="color: #ff6600;">perguntas</span> um ao outro que eu nunca faria. O tema do filme já é em si muito impressionante, e um modo menos explorador de abordá-lo era ter os próprios protagonistas se questionando. </span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><strong>BETA Como o público reagiu ao documentário? </strong></span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O filme acabou de estrear no cinema aqui na Suécia. E eu já recebi uma grande resposta de pessoas que o adoraram. Muitas delas foram ao cinema pensando que iriam testemunhar duas histórias de vida muito estranhas e extremas, mas saíram da sala sentindo identificação com aqueles dois homens. Minha ambição era usar a mudança de sexo como <span style="color: #ff6600;">metáfora </span>para todas as grandes decisões e transformações da vida.</span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><br />
</span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><strong>BETA Você realmente deu liberdade para eles conversarem? Ou tudo foi dirigido? </strong></span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">O filme é <span style="color: #ff6600;">dirigido</span>. É claro que deixei que falassem, mas muitas das conversas são fruto de alguma instrução minha. Não na mesma extensão que um roteiro fechado, mas eu pedia que parassem e fizessem outra pergunta, para reformularem uma resposta. Nós realmente contratamos Orlando e Mikael como atores, para que eu pudesse ter mais acesso a eles e mais liberdade no set. Em documentários, teoricamente, você não pode pagar para que as pessoas fiquem diante da câmera, porque isso pode interferir na autenticidade. Mas não acredito que os documentários sejam objetivos ou verdades essenciais. Tudo é <span style="color: #ff6600;">construído</span>, então preferi estar lá, manipulando aquela realidade para que ela fosse verdadeira àquilo que eu, como cineasta, queria proporcionar ao espectador.</span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><br />
</span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><strong>BETA Além da questão do gênero e da identidade, o filme parece discutir a velhice, as decisões tomadas, as escolhas feitas&#8230; Qual é o tema do filme?</strong></span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Gostaria que o filme fosse sobre tudo isso. Mas é claro que eu queria falar do medo que todos nós sentimos de tomar decisões das quais podemos nos arrepender. Todo mundo quer um final feliz. Arrepender-se é um <span style="color: #ff6600;">tabu</span>, é visto como um fracasso. Temos permissão de “assumir” um novo eu apenas uma vez. Por exemplo, eu sou gay. E se eu decidisse tentar ser diferente – hétero, digamos – e começasse a viver com uma mulher, será que minha família e meus amigos aceitariam? Ou eles apenas me achariam confuso? Acho que deveríamos ser mais<span style="color: #ff6600;"> tolerantes</span> com outras estruturas. Permitir que as pessoas façam novas escolhas em suas vidas. Para que elas não acabem miseráveis e presas, e percebam que sempre é possível  transformar a vida. </span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><strong>BETA Por que esse filme? </strong></span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Acho que realizá-lo foi uma maneira de lidar com a terrível concretização de que a vida é uma só, e com a pressão de fazer as escolhas certas. Felizmente aprendi a não ter <span style="color: #ff6600;">medo</span> de tomar decisões. Entendendo isso, mesmo que eu venha a me arrepender, será possível conviver com as escolhas, ainda que doa. </span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;"><strong>BETA Planeja exibí-lo por aqui?</strong></span></p>
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; min-height: 15px; text-align: left; margin: 0px;">
<p style="font: normal normal normal 12px/normal Verdana; text-align: left; margin: 0px;"><span style="letter-spacing: 0.0px;">Adoraria exibir o filme no <span style="color: #ff6600;">Brasil</span>. Espero que algum festival se interesse por ele. </span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O público não vai entender</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Dec 2011 19:28:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Bolivia]]></category>
		<category><![CDATA[boliviano]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Junto ao Povo]]></category>
		<category><![CDATA[El Coraje del Pueblo]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Pedro Dantas, para a Revista Beta &#160; Jorge Sanjinés é reconhecido internacionalmente como o principal cineasta boliviano, fundador do grupo Ukamau e diretor de, entre outros, Ukamau (1966), Yawar Mallku/Sangue de Condor (1969) e El Coraje del Pueblo (1971), longas-metragens fundamentais da cinematografia latino-americana. Yawar Mallku, por denunciar, entre outras coisas, a esterilização não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Pedro Dantas, para a <strong>Revista Beta</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><span style="color: #ff6600;">Jorge Sanjinés</span> é reconhecido internacionalmente como o principal cineasta<span style="color: #ff6600;"> boliviano</span>, fundador do grupo Ukamau e diretor de, entre outros, <em><span style="color: #ff6600;">Ukamau</span></em> (1966), <em><span style="color: #ff6600;">Yawar Mallku/Sangue de Condor</span></em> (1969) e <em><span style="color: #ff6600;">El Coraje del Pueblo</span></em> (1971), longas-metragens fundamentais da cinematografia latino-americana. <em><span style="color: #ff6600;">Yawar Mallku</span></em>, por denunciar, entre outras coisas, a esterilização não consentida de mulheres quéchua e aimará por grupos de apoio médico da entidade norte-americana<span style="color: #ff6600;"> Peace Corps</span>, no altiplano boliviano, lhe trouxe a taxação de “<span style="color: #ff6600;">subversivo</span>”, perseguições e diversos exílios. Por outro lado, por sua inovadora linguagem cinematográfica, o filme consagrou o diretor como um dos nomes influentes no cinema mundial.</p>
<p>Junto ao grupo <span style="color: #ff6600;">Ukamau</span>, Sanjinés foi responsável por estudos teóricos daquilo que ele chama de <span style="color: #ff6600;">Cinema Junto ao Povo</span>. A principal proposta de Sanjinés é afastar-se das formas convencionais de cinema e buscar um caminho inspirado no modo de pensar dos <span style="color: #ff6600;">povos indígenas</span> da Bolívia. Ao mesmo tempo, o cineasta tem como objetivo descobrir o que dizer à maioria. “Podemos falar ao povo sobre sua própria <span style="color: #ff6600;">dor</span>? Não! O povo sabe muito mais da fome que passa, do frio que sente, do que nós, cineastas”, escreveu. “Acredito que devemos entrar em uma etapa mais <span style="color: #ff6600;">agressiva</span>, e não defensiva, desmascarando os responsáveis pela tragédia latino-americana. E, ao mesmo tempo, descobrir como fazer cinema para o povo, que tem outra forma de pensar. Precisamos investigar esse pensamento, que é diferente do pensamento europeu e também do norte-americano.”</p>
<p>Sanjinés concluiu, durante as filmagens de <em>Yawar Mallku</em>, que a “<span style="color: #ff6600;">esterilização</span> cometida de forma não consentida a mulheres <span style="color: #ff6600;">aimará</span> e <span style="color: #ff6600;">quéchua</span>, os métodos experimentados nos índios bolivianos por integrantes do Peace Corps, só foram possíveis porque havia acontecido no país uma esterilização prévia nos cérebros da classe dominante. Esterilização que permitiu a <span style="color: #ff6600;">ingerência</span> estrangeira, a manipulação da realidade para favorecer interesses que não são precisamente os do próprio país”.</p>
<p><em>Ukamau</em> (1966) é o primeiro filme do diretor com a proposta teórica do Cinema Junto ao Povo. Acabou <span style="color: #ff6600;">proibido</span> no país e custou a Sanjinés o cargo de diretor do<span style="color: #ff6600;"> Instituto Nacional de Cinema da Bolívia</span>. Nesse filme, o cineasta expressa que, ao contrário do individualismo ocidental, no qual, para existir, o humano precisa opor-se aos demais, um <span style="color: #ff6600;">indígena</span> apenas existe integrando-se aos demais. Quando esse equilíbrio é rompido, sua mente se desorganiza e se perde. <span style="color: #ff6600;">José Carlos Mariátegui</span>, grande pensador político peruano, dizia que o índio nunca é menos livre do que quando está sozinho.</p>
<p>Para pensar o cinema realizado no <span style="color: #ff6600;">terceiro mundo</span>, <span style="color: #ff6600;">Teshome H. Gabriel</span> compara a educação de uma criança norte-americana ou europeia à de uma sulamericana ou africana. A paisagem visual que a primeira experimenta é marcada por formas feitas pelo homem, pela tecnologia e, nos dias de hoje, a <span style="color: #ff6600;">alfabetização</span> já é realizada tendo o computador como ferramenta. A criança de um país com a indústria pouco desenvolvida muitas vezes nasce e cresce no <span style="color: #ff6600;">meio rural</span>, onde, invariavelmente, a família e a comunidade são valorizadas.</p>
<p>Teshome lembra a frase de <span style="color: #ff6600;">Hamadou Hampté Bâ</span> que abre o filme <em><span style="color: #ff6600;">Fad’jal</span></em> (1979), da senegalesa <span style="color: #ff6600;">Safi Faye</span>: “Na<span style="color: #ff6600;"> África</span>, um velho que morre é uma <span style="color: #ff6600;">biblioteca</span> que se queima”. Define, então, que o cinema que nasce da primeira criança é mais preocupado com o tempo do que com o espaço, e aquele que nasce com a segunda é especialmente<span style="color: #ff6600;"> sensível</span> ao espaço. O primeiro é feito, entre outras coisas, com a sensação de valorizar e “potencializar” o tempo. O segundo mostra personagens integrados à paisagem e às pessoas, numa narrativa de ritmo mais lento, de “<span style="color: #ff6600;">degustação</span>” do tempo e do espaço.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A inquietante viagem a Ythaca</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2011 05:54:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[BETA - O Cinema Impresso]]></category>
		<category><![CDATA[Estrada para Ythaca]]></category>
		<category><![CDATA[Guto Parente]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Pretti]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Diógenes e Ricardo Pretti]]></category>
		<category><![CDATA[revista]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Júlia Motta, para a Revista Beta Ítaca é a cidade de ulissesna mitologia grega. O herói, depois da Guerra de Troia e de muitas transformações, demora vinte anos para voltar à terra natal e cair nos braços de sua Penélope. Pois é para lá que seguem quatro rapazes, depois de uma enorme bebedeira, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">Por Júlia Motta, para a <strong>Revista Beta</strong></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;"><span style="color: #ff6600;"><br />
</span></p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;"><span style="color: #ff6600;">Ítaca </span>é a cidade de ulissesna mitologia grega. O herói, depois da <span style="color: #ff6600;">Guerra de Troia</span> e de muitas transformações, demora vinte anos para voltar à terra natal e cair nos braços de sua Penélope. Pois é para lá que seguem quatro rapazes, depois de uma enorme bebedeira, para tentar aliviar a dor provocada pela morte de um amigo. Em <span style="color: #ff6600;"><em>Estrada para Ythaca</em></span> o que importa é a amizade e o percurso, não o destino. Com direção, produção, atuação, fotografia e edição de <span style="color: #ff6600;">Guto Parente, Luiz Pretti, Pedro Diógenes e Ricardo Pretti</span>, o filme – vencedor do Júri da Crítica e do Júri Jovem da <span style="color: #ff6600;">13a da Mostra de Cinema de Tiradentes</span> – questiona a própria forma de se fazer cinema no Brasil hoje.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">“Antes da ideia do longa, veio uma enorme vontade de fazer um filme juntos. Um filme que falasse de <span style="color: #ff6600;">amizade</span>. A gente já tinha trabalhado em conjunto algumas vezes e sempre conversávamos muito, principalmente sobre cinema e sobre como fazer cinema no Brasil. Chegou um momento em que precisávamos transformar nossa relação e colocar nossas discussões em prática. Chegou uma hora em que se tornou urgente fazer um filme”, conta Diógenes. “Acho que Estrada para Ythaca tem um tom de <span style="color: #ff6600;">autobiografia</span>. Durante o fazer, há uma confusão entre o que é filme e o que é vida. Da elaboração do roteiro até a montagem foi um processo intenso e de muita entrega.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">”O quarteto faz parte do coletivo <span style="color: #ff6600;">Alumbramento Produções</span>. Filhos da <span style="color: #ff6600;">Escola do Audiovisual em Fortaleza</span>, eles representam uma nova geração de realizadores que desenvolvem, no Ceará, um trabalho conjunto no qual dividem funções a cada produção e promovem reuniões para trocar experiências.“As ideias dos nossos filmes normalmente surgem como parte do processo cotidiano de estar pensando e fazendo filmes juntos. Durante a montagem de um curta chamado Miúdos, que é sobre o ato de comer panelada em mercados no interior do <span style="color: #ff6600;">Ceará</span>, dirigido por Pedrinho (Diógenes) e montado por Luiz (Pretti) e Guto (Parente), houve muita conversa sobre a possibilidade de fazer mais um filme com a panelada como leit-motif. Como <span style="color: #ff6600;">Miúdos</span> foi montado numa viagem a Beberibe (interior do Ceará), tivemos a ideiade inserir essa viagem no filme, que aos poucos foi se concretizando num road-movie”, explica Ricardo.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">Gravado em <span style="color: #ff6600;">março de 2009 </span>sem nenhum tipo de apoio, com apenas <span style="color: #ff6600;">R$ 1.780 </span>dos próprios diretores, <em>Estrada para Ythaca</em> tem poucos diálogos e é preenchido por silêncios. No filme, os quatro amigos conversam, cantam, bebem (e muito!), trocam pneu, acendem fogueira e cozinham em panelas que aparecem no meio do sertão. “A gente fez um roteiro enorme, de cem páginas, mas infelizmente ele foi destruído por uma <span style="color: #ff6600;">garrafa de cachaça </span>que caiu no chão e quebrou justamente em cima do roteiro, no primeiro dia de viagem. Tivemos que recorrer às lembranças e ao improviso durante o resto da filmagem”, conta Ricardo.“Mantenha sempre Ythaca em sua mente. Chegar lá é sua meta final, mas não tenha pressa na viagem. Melhor que dure vários anos; e ancore na ilha quando você estiver velho, com todas as <span style="color: #ff6600;">riquezas</span> que tiver adquirido no caminho, sem esperar que Ythaca vá enriquecê-lo. Ythaca terá lhe dado a linda viagem. Sem ela, você nunca teria partido.”As palavras do poeta egípcio <span style="color: #ff6600;">Konstantínos Kaváfis</span> (1863-1933) são o epílogo do longa de 70 minutos. E a Ythaca que os amigos buscam aponta tanto para a redenção e a catarse do sofrimento e da ausência quanto para o cinema do terceiro mundo. A estrada que percorrem, sempre juntos, é quase um <span style="color: #ff6600;">manifesto</span> por um modo de fazer cinema entre amigos – relação tão presente no Alumbramento – apostando na força de se contar uma história a custo baixo.</p>
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">
<p style="margin: 0.0px 0.0px 0.0px 0.0px; font: 9.5px Helvetica;">Estrada para Ythaca é uma <span style="color: #ff6600;">busca pelo cinema e pelo sentido da vida</span>. E errar faz parte desse processo, como fica evidente na cena em que um dos personagens tropeça na câmera. “Eu acredito no cinema feito com amor. Feito com verdade e intensidade. Eu acredito no cinema feito por pessoas que veem filmes”, afirma Diógenes. “Estrada para Ythaca é uma busca de cinema e de vida e é por isso que o filme começa com Iessiênin e termina com Kaváfis. Faz parte errar e faz parte compartilhar os erros com os outros que também estão fazendo cinema. É a partir do<span style="color: #ff6600;"> fracasso</span> que se constrói, o sucesso é entorpecente. Eu acredito num cinema de <span style="color: #ff6600;">experiência</span>, que pulsa, que é carnal”, reforça Ricardo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Muito além de Bollywood</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Nov 2011 20:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[BETA - O Cinema Impresso]]></category>
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		<category><![CDATA[Seis Suspeitos]]></category>
		<category><![CDATA[Vikas Swarup]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=16014</guid>
		<description><![CDATA[Por Cristina Stephano, para a Revista Beta Escritor e diplomata, o indiano Vikas Swarup (Alhahabad, 1963) tornou-se celebridade depois que a versão cinematográfica de seu livro “Quem Quer ser um Milionário?” ganhou o Oscar, em 2008, e mais setenta prêmios internacionais. Agora, o autor prepara a adaptação para o cinema de sua segunda narrativa, Seis [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small; margin: 0px;"><span id="internal-source-marker_0.6558036133646965" style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><em><span style="color: #ffffff;">Por Cristina Stephano, para a </span><strong><span style="color: #ffffff;">Revista Beta</span></strong></em></span></div>
<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small; margin: 0px;"><span style="font-size: medium;"><span style="white-space: pre-wrap;"><strong><em><span style="font-style: normal; font-weight: normal; white-space: normal; font-size: x-small;"><span style="color: #ffffff;"><br />
</span></span></em></strong></span></span></div>
<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small; margin: 0px;"><span id="internal-source-marker_0.6558036133646965" style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Escritor e diplomata, o indiano </span></span><span id="internal-source-marker_0.6558036133646965" style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Vikas Swarup </span></span><span id="internal-source-marker_0.6558036133646965" style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">(Alhahabad, 1963) tornou-se celebridade depois que a versão cinematográfica de seu livro </span></span><span id="internal-source-marker_0.6558036133646965" style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">“Quem Quer ser um Milionário?”</span></span><span id="internal-source-marker_0.6558036133646965" style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;"> ganhou o </span></span><span id="internal-source-marker_0.6558036133646965" style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Oscar</span></span><span id="internal-source-marker_0.6558036133646965" style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">, em 2008, e mais setenta prêmios internacionais. Agora, o autor prepara a adaptação para o cinema de sua segunda narrativa, </span></span><span id="internal-source-marker_0.6558036133646965" style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Seis Suspeitos</span></span><span id="internal-source-marker_0.6558036133646965" style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">, projeto bastante desafiador se comparado ao primeiro. “O livro tem como protagonistas seis personagens com perfis diferentes e que viajam muito, além de girar em torno de um assassinato. Será complicado montar toda a trama com o orçamento de US$ 15 milhões que temos previsto”, confessa, durante sua primeira visita a Barcelona, que durou apenas 24 horas.</span></span><span style="color: #ffffff;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Com Seis Suspeitos – publicado em 2008 e inspirado no livro “Se um viajante numa noite de inverno”, de</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;"> Italo Calvino </span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">– a intenção do escritor foi olhar para a Índia com seis visões distintas, por meio de personagens que representam diferentes aspectos da sociedade: o político corrupto, o burocrata, a atriz de</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;"> Bollywood</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">, uma executiva que deseja ascender socialmente, um integrante de uma tribo que vive isolada do mundo e um turista norte-americano. </span></span><span style="font-size: 15px; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">“A Índia é um dos países mais multiculturais do mundo e considero difícil captar a essência de sua realidade. Para isso, tive de viver com seis personagens diferentes dentro da cabeça, o que quase me deixou louco”, assegura o autor, com forte sotaque híndi e muita simpatia. Swarup, que já trabalha na adaptação do livro, ainda busca um diretor. “Queríamos fechar com </span></span><span style="font-size: 15px; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Danny Boyle</span></span><span style="font-size: 15px; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">, mas ele recusou o convite, pois está ocupado com outros projetos”, detalha.</span></span></div>
<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small; margin: 0px;"><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Swarup acredita que seus trabalhos podem sim mudar a realidade, mas não se vê como um reformador social. “Quero entreter as pessoas e, se meus livros as fazem refletir, melhor. Não desejo passar mensagens, mas sim criar consciência”, destaca. Além de uma brilhante carreira de escritor, Swarup também exerce a função de</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;"> cônsul-geral</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;"> da Índia em Osaka-Kobe, no Japão.</span></span><span style="color: #ffffff;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Questionado se o fato de viver fora da Índia prejudica sua visão da realidade do</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;"> </span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">país, ele assegura que não. “Diferentemente de escritores dos anos </span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">70 e 90</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">, que se foram e vivem até hoje no estrangeiro, eu me sinto muito conectado com a </span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Índia</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;"> e escrevo como um insider”, garante. Morar em outro país, ele acredita, possibilita observar melhor os fatos, já que “quando vivia na Índia os acontecimentos me massacravam”.</span></span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Diferentemente do primeiro livro, escrito em apenas dois meses, a segunda obra foi mais difícil, pois havia uma forte pressão dos críticos. “Muitos me aconselharam a usar os personagens do primeiro livro, mas sou incapaz de repetir a mim mesmo”, explica. Como pontos positivos de ambos os trabalhos, Swarup destaca, entre outros aspectos, a sua acessibilidade. “</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Albert Camus</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;"> dizia que os que escrevem de modo claro possuem leitores, e os que escrevem de maneira obscura têm comentaristas”, ironiza. Entre os escritores admirados, ele aponta </span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Paul Auster e Haruki Murakami</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">. No entanto, afirma que estes autores não solucionam seus conflitos na literatura, algo que lhe desagrada.</span></span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Swarup trabalha atualmente em dois novos romances que, a princípio, devem ter como cenário a Europa e América Central. “Mas, se não funcionarem, volto a falar da Índia, já que é um país onde as histórias não se esgotam”, reflete. Mesmo com um setor manufatureiro crescendo</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;"> 8% ao ano</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;"> e a economia caminhando de forma positiva, a Índia ainda conta com muita gente vivendo com menos de</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;"> US$ 1 por dia.</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;"> “Por isso, começa a imperar no país o que chamamos juggar, um espírito que busca inovação mesmo sem os materiais e recursos adequados, e que nos rendeu, por exemplo, a criação do carro mais barato do mundo, que custa </span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">US$ 2,5 mil</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">. Assim, começa a surgir na periferia um sentimento de esperança que antes não existia”, conclui.</span></span></div>
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		<title>Profissão cinéfilo</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 03:03:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[BETA - O Cinema Impresso]]></category>
		<category><![CDATA[cinefilia]]></category>
		<category><![CDATA[CineFilô]]></category>
		<category><![CDATA[Revista BETA]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Alexandre Carvalho dos Santos, para a Revista Beta Charmosos e sensuais — como os personagens de Bernardo Bertolucci em Os Sonhadores — ou esquisitões cheios de manias? Nem um, nem outro. Ou ambos. Se existem características comuns aos cinéfilos, elas são o amor incondicional pelo cinema, a fome de descoberta e a paciência de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: small;"><span style="line-height: 19px;"><span style="font-family: Times;"><span style="line-height: normal; font-size: x-small;">Por Alexandre Carvalho dos Santos, para a <strong>Revista Beta</strong></span></span></span></span></div>
<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: small;"><span style="line-height: 19px;"><span style="font-family: Times;"><span style="line-height: normal; font-size: x-small;"><strong><br />
</strong></span></span></span></span></div>
<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: small;"><span style="line-height: 19px;"><span style="font-family: Times;"><span style="line-height: normal; font-size: x-small;">Charmosos e sensuais — como os personagens de<span style="color: #ff6600;"> Bernardo Bertolucci </span>em Os Sonhadores — ou esquisitões cheios de manias? Nem um, nem outro. Ou ambos. Se existem características comuns aos cinéfilos, elas são o amor incondicional pelo cinema, a fome de descoberta e a<span style="color: #ff6600;"> paciência</span> de aturar filmes ruins até que subam os créditos finais, na esperança de um derradeiro momento de beleza.</span></span></span></span></div>
<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small;"></div>
<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: small;"><span style="line-height: 19px;"><span style="font-family: Times;"><span style="line-height: normal; font-size: x-small;">Também cultivam um certo grau de<span style="color: #ff6600;"> fetiche</span>. Ou de autismo. Mas entre os cinéfilos há burocratas e poetas, tímidos e falastrões, gente chique e malvestida. Enfim, não dá para generalizar. “A <span style="color: #ff6600;">cinefilia</span> é minha vida, mas não sou nenhum maluco antissocial sem pessoas à minha volta”, faz questão de dizer o designer gráfico capixaba<span style="color: #ff6600;"> Ronald Perrone</span>, 26 anos. “Tenho <span style="color: #ff6600;">namorada</span> e amigos, e sei muito bem separar as coisas. Só não sei o que seria da minha vida sem o prazer de me sentar no sofá e assistir a um filme&#8230; É, talvez eu seja um pouco maluquinho.”</span></span></span></span></div>
<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: small;"><span style="line-height: 19px;"><span style="font-family: Times;"><span style="line-height: normal; font-size: x-small;"><br />
</span></span></span></span></div>
<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: small;"><span style="line-height: 19px;"><span style="font-family: Times;"><span style="line-height: normal; font-size: x-small;">Provavelmente esteja aí o elemento que verdadeiramente os aproxima: a doce <span style="color: #ff6600;">loucura</span> de quem é feliz com a cinefilia. “Já vi sete filmes num mesmo dia, numa Mostra de São Paulo dos anos noventa”, confessa <span style="color: #ff6600;">Sérgio Alpendre</span>, paulistano de 41 anos, que encontrou na crítica profissional uma extensão de seu amor pela sétima arte: hoje é crítico do <span style="color: #ff6600;">Guia da Folha</span>, além de professor de cinema. “Mas considero esse <span style="color: #ff6600;">exagero </span>bem nocivo para a cinefilia. Três filmes por dia é o limite, mais do que isso é caso de internação.”</span></span></span></span></div>
<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: small;"><span style="line-height: 19px;"><span style="font-family: Times;"><span style="line-height: normal; font-size: x-small;"><br />
</span></span></span></span></div>
<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: small;"><span style="line-height: 19px;"><span style="font-family: Times;"><span style="line-height: normal; font-size: x-small;">Limite? Palavra pouco usada aqui. “Em 1999, peguei um ônibus de <span style="color: #ff6600;">Maceió</span> até São Paulo para acompanhar minha primeira <span style="color: #ff6600;">Mostra de Cinema</span>”, conta o alagoano <span style="color: #ff6600;">Chico Fireman</span>, jornalista de 35 anos. “Foram<span style="color: #ff6600;"> 40 horas</span> dentro de um ônibus, e mais 40 na volta.” Para economizar tempo e dinheiro, Chico se mudou de vez para São Paulo, onde está o maior circuito de salas do país.</span></span></span></span></div>
<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small;"></div>
<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: small;"><span style="line-height: 19px;"><span style="font-family: Times;"><span style="line-height: normal; font-size: x-small;">Mas não são apenas as horas passadas dentro de um cinema — ou de um ônibus — que demonstram o arrebatamento de um cinéfilo. A <span style="color: #ff6600;">paixão</span> também pode revelar-se em gestos carinhosos para retribuir a emoção de um filme tocante. “Dei meu <span style="color: #ff6600;">sapinho da sorte</span>, o Kaeru, para o<span style="color: #ff6600;"> Kiarostami</span>, quando ele esteve em São Paulo lançando seu livro de fotografias”, revela a paulistana<span style="color: #ff6600;"> Márcia Schmidt</span>, 39 anos, designer gráfica. “É porque saí totalmente modificada do <span style="color: #ff6600;">Através das Oliveiras</span>, e nunca mais fui a mesma.”</span></span></span></span></div>
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		<title>Casa de ferreiro, espeto de pau</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Oct 2011 19:05:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[BETA - O Cinema Impresso]]></category>
		<category><![CDATA[Cuchillo de Palo/108]]></category>
		<category><![CDATA[espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Festival de Málaga]]></category>
		<category><![CDATA[Mostra Panorama do Festival de Berlim 2010]]></category>
		<category><![CDATA[Paraguai]]></category>
		<category><![CDATA[Renate Costa]]></category>
		<category><![CDATA[Revista BETA]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Lucas Paraizo, para a Revista Beta Destaque da Mostra Panorama do Festival de Berlim 2010 e melhor documentário no Festival de Málaga, Espanha, Cuchillo de Palo/108 retrata uma cineasta que busca verdades sobre sua família e descobre atrocidades sobre seu país. Um filme que muitos teriam vontade de fazer, mas poucos se atreveriam. Confira [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Lucas Paraizo, para a <strong>Revista Beta</strong></p>
<p>Destaque da <span style="color: #ff6600;">Mostra Panorama do Festival de Berlim 2010</span> e melhor documentário no<span style="color: #ff6600;"> Festival de Málaga, Espanha</span>, <span style="color: #ff6600;"><em>Cuchillo de Palo/108</em></span> retrata uma cineasta que busca verdades sobre sua família e descobre atrocidades sobre seu país. Um filme que muitos teriam vontade de fazer, mas poucos se atreveriam. Confira a entrevista que a diretora <span style="color: #ff6600;">Renate Costa</span> concedeu à Revista Beta.</p>
<p><strong>Como nasceu a ideia do projeto?</strong></p>
<p>Foi impactante participar do momento em que as portas da casa de meu <span style="color: #ff6600;">tio</span> foram abertas. Eu sempre vira sua casa fechada. Meu tio foi alguém que deixou muitas lacunas, muitos mistérios. Eu não conheci ninguém que tivesse entrado em sua casa. Pelo menos ninguém da minha família. Logo descobri que meu tio era muito <span style="color: #ff6600;">seletivo</span> e só abria sua intimidade e sua casa para poucas pessoas, principalmente durante a noite, quando ninguém o espiava. Por isso foi tão impactante o dia em que encontraram seu corpo, e a casa teve de ser aberta. Para mim foi como participar da abertura de um <span style="color: #ff6600;">templo</span>.</p>
<p><strong>E quando o projeto finalmente virou filme?</strong></p>
<p><strong></strong>Até ver a fila de quatrocentas pessoas que eu nem conhecia e que lotaram a estreia no Festival de Berlim, não tinha ideia do que estava acontecendo. Foi só durante os créditos finais que percebi realmente que aquele era meu filme. Havia acabado de mostrá-lo para meu pai, que viera do<span style="color: #ff6600;"> Paraguai </span>na véspera. Num determinado momento da projeção, ele pegou minha mão e não soltou mais. A aprovação dele era muito importante. Foi emocionante. Eu sabia que queria fazer algo pessoal, mas a transformação de um filme “<span style="color: #ff6600;">caseiro</span>” em um filme “<span style="color: #ff6600;">de verdade</span>” aconteceu em Berlim. Acho que minhas produtoras e minha montadora já tinham essa noção. Mas eu estava tão imersa naquela história, como personagem, diretora, pessoa, que era difícil enxergar o filme de fora.</p>
<p><strong>Qual era o maior risco do projeto?</strong></p>
<p>Que não <span style="color: #ff6600;">transcendesse</span>, que ficasse como algo muito pessoal, e que aquela história não fosse, de fato, sentida. Lutei diariamente contra meus <span style="color: #ff6600;">medos</span>. Num determinado momento da montagem, o filme passou a falar por si mesmo, com uma <span style="color: #ff6600;">maturidade</span> impressionante. Só assim conseguimos terminá-lo.</p>
<p><strong>Você fala de um Paraguai profundo, um país que ainda vive sob um passado e uma moral de que não se quer. Lembrar Cuchillo de Palo sempre teve essa noção?</strong></p>
<p><span style="color: #ff6600;">Cuchillo de Palo</span> sempre foi a revelação de um segredo familiar. O que eu não esperava era encontrar esse silêncio tão<span style="color: #ff6600;"> velado</span> mesmo vinte anos depois e num contexto aparentemente<span style="color: #ff6600;"> democrático</span>. Fiquei impressionada com a existência de temas de que até hoje não se falam. Muitas vezes, tive que lutar comigo mesma para conseguir ânimo e coragem para enfrentar e revelar algumas situações dolorosas, mesmo sabendo que poderia perder a <span style="color: #ff6600;">amizade</span> de algumas pessoas.</p>
<p><strong>Há previsão de estreia do filme no Paraguai?</strong></p>
<p>Tudo que posso imaginar sobre a estreia no Paraguai fica pequeno perto da realidade. Decidimos estrear Cuchillo em um <span style="color: #ff6600;">Centro Cultural</span>, porque ainda não admitem que <span style="color: #ff6600;">travestis</span> entrem em <span style="color: #ff6600;">centros comerciais</span> e os cinemas infelizmente estão dentro deles. Tenho certeza de que para muita gente o filme será motivo de orgulho. Para outros, que ainda estão sob a mentalidade anterior, será um choque. Eu sou realista. Mostrar o filme no Paraguai pode ferir a <span style="color: #ff6600;">sensibilidade </span>de algumas pessoas, porque fala do abuso de poder de dirigentes de uma <span style="color: #ff6600;">ditadura</span> longuíssima.</p>
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		<title>Escac em Sitges</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2011 19:37:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[BETA - O Cinema Impresso]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Hector Rull, para a Revista Beta Em julho, a cidade de Sitges, na Espanha, sediou o Base New Talent 2010. O evento seleciona jovens realizadores egressos da renomada Escola Superior de Cinema e Audiovisual da Catalunha (ESCAC) que, como prêmio, ganham a chance de apresentar projetos de longa-metragem à indústria cinematográfica do país. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Hector Rull, para a<strong> Revista Beta</strong></p>
<p><span id="internal-source-marker_0.6020096903666854" style="background-color: transparent; vertical-align: baseline;"><span style="color: #ffffff;">Em julho, a cidade de </span></span><span id="internal-source-marker_0.6020096903666854" style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Sitges</span></span><span id="internal-source-marker_0.6020096903666854" style="background-color: transparent; vertical-align: baseline;"><span style="color: #ffffff;">, na </span></span><span id="internal-source-marker_0.6020096903666854" style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Espanha</span></span><span id="internal-source-marker_0.6020096903666854" style="background-color: transparent; vertical-align: baseline;"><span style="color: #ffffff;">, sediou o </span></span><span id="internal-source-marker_0.6020096903666854" style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Base New Talent 2010</span></span><span id="internal-source-marker_0.6020096903666854" style="background-color: transparent; vertical-align: baseline;"><span style="color: #ffffff;">. O evento seleciona jovens realizadores egressos da renomada </span></span><span id="internal-source-marker_0.6020096903666854" style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Escola Superior de Cinema e Audiovisual da Catalunha (ESCAC)</span></span><span id="internal-source-marker_0.6020096903666854" style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;"> </span><span style="color: #ffffff;">que, como prêmio, ganham a chance de apresentar projetos de </span><span style="color: #ffffff;">longa-metragem</span><span style="color: #ffffff;"> </span><span style="color: #ffffff;">à </span></span><span id="internal-source-marker_0.6020096903666854" style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">indústria cinematográfica</span></span><span id="internal-source-marker_0.6020096903666854" style="background-color: transparent; vertical-align: baseline;"><span style="color: #ffffff;"> do país. É uma boa oportunidade para captar recursos numa época em que o setor não está livre dos contratempos gerados pela crise que se abateu sobre a economia espanhola.</span></span></p>
<p><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">Vale dizer que o nível do concurso foi bastante </span><span style="color: #ffffff;">alto</span><span style="color: #ffffff;">, assim como a qualidade dos pitchings: concisos, claros e, em alguns casos, realmente hilários. Mesmo assim, dois projetos se destacaram e tiveram luz própria. É o caso de</span></span><span style="font-size: 11pt; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ff6600;"><span style="color: #ffffff;"> </span><span style="color: #ffffff;">Los Hijos de Itziar</span></span></span><span style="font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; white-space: pre-wrap;"><span style="color: #ffffff;">, de </span><span style="color: #ffffff;">Hammudi Al-Rahman e Eñaud Tolosa</span><span style="color: #ffffff;">, drama intimista sobre dois irmãos tendo como cenário o marco do conflito basco; e </span><span style="color: #ffffff;">350 Horas</span><span style="color: #ffffff;">, de</span><span style="color: #ff6600;"><span style="color: #ffffff;"> </span><span style="color: #ffffff;">Ignacio Acconcia</span></span><span style="color: #ffffff;">, história de um menino que, depois de cometer uma agressão, deve cumprir pena comunitária num acampamento para jovens deficientes.</span></span></p>
<p>Cada um dos participantes teve a oportunidade de apresentar seu projeto acompanhado de um <span style="color: #ff6600;">teaser</span>, um trailer que supõe uma amostra de seu objetivo, sobretudo acerca de<span style="color: #ff6600;"> tom</span>, colocação em cena e estilo do realizador. Por parte da indústria, compareceram representantes de algumas das mais importantes produtoras do território catalão (<span style="color: #ff6600;">Filmax, El Terrat, Arcadia e MediaFilms</span>, entre outras).</p>
<p>Nessas apresentações, os participantes e as produtoras tiveram um contato mais próximo, num <span style="color: #ff6600;">almoço</span> que ocorreu no próprio local. Assim, as empresas puderam trocar impressões diretamente com os realizadores dos projetos que mais lhes interessaram. O balanço geral foi bem <span style="color: #ff6600;">positivo</span>. Segundo Ignacio Acconcia, “é uma boa oportunidade para testar novas ideias diante da indústria cinematográfica profissional e buscar possíveis vias de<span style="color: #ff6600;"> financiamento</span> ou, ao menos, gerar visibilidade para o projeto e para você mesmo como <span style="color: #ff6600;">realizador</span>, o que é muito positivo”.</p>
<p>A <span style="color: #ff6600;">ESCAC </span>e sua produtora associada, <span style="color: #ff6600;">Escándalo Films</span>, são as principais responsáveis pela segunda edição do evento – a primeira aconteceu em 2009.</p>
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