<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Tela Brasil - Notícias &#187; Dicas de curtas</title>
	<atom:link href="http://www.telabr.com.br/noticias/categoria/colunas/dicas-de-curtas/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.telabr.com.br/noticias</link>
	<description>Tela Brasil - Notícias</description>
	<lastBuildDate>Thu, 01 Mar 2012 19:24:39 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>Tapa de amor</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2012/01/03/tapa-de-amor/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2012/01/03/tapa-de-amor/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 04:51:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de curtas]]></category>
		<category><![CDATA[amor livre]]></category>
		<category><![CDATA[depoimentos]]></category>
		<category><![CDATA[documentario]]></category>
		<category><![CDATA[José Agripino]]></category>
		<category><![CDATA[Poliamor]]></category>
		<category><![CDATA[poligamia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=18421</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) &#160; Que época mais oportuna senão esta, entre a fanfarronice do ano novo e as loucuras do carnaval, para falar de amor livre, desimpedido e irrestrito. O documentário Poliamor, de José Agripino, expõe uma questão que existe desde sempre, mas que encontrou espaço para ser discutida há pouquíssimo tempo: a poligamia. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Que época mais oportuna senão esta, entre a fanfarronice do ano novo e as loucuras do carnaval, para falar de <span style="color: #ff6600;">amor livre</span>, desimpedido e irrestrito. O documentário <span style="color: #ff6600;">Poliamor</span>, de <span style="color: #ff6600;">José Agripino</span>, expõe uma questão que existe desde sempre, mas que encontrou espaço para ser discutida há pouquíssimo tempo: a <span style="color: #ff6600;">poligamia</span>. Melhor dizendo, não apenas expõe, mas debate, confronta e coloca o assunto para o espectador de forma natural e consistente, como deve ser.</p>
<p>Ainda não dá pra dizer que a sociedade está preparada e aberta pra falar sobre o assunto. Aliás, estamos bem longe disso. Mas é justamente nesse tipo de dificuldade que o cinema aparece como <span style="color: #ff6600;">agente político e social</span>, um paladino da justiça e do direito à opinião. Não é exagero meu. Um<span style="color: #ff6600;"> documentário</span> cumpre seu papel plenamente e faz sentido apenas e tão somente se souber dosar seriedade e leveza, sem jamais ser sisudo ou esnobe; contrapor pontos de vista e conduzir a conclusão de quem assiste sem nunca impor uma única verdade. Ponto pro filme de Agripino.</p>
<p>Em <span style="color: #ff6600;">depoimentos</span> de pessoas que tem relacionamentos abertos ou poligâmicos, o filme traz à tela uma espontaneidade que pode, em um primeiro momento, até espantar quem assiste. Mas esse espanto logo passa, e nem poderia ser diferente. A <span style="color: #ff6600;">edição</span> favorece o filme de tal forma que o conteúdo fica fluido e tudo se encaixa &#8211; do ponto de vista técnico, esse é o principal ponto forte de <em>Poliamor</em>. É inusitada e interessante, também, a mescla entre testemunhos reais e <span style="color: #ff6600;">cenas de ficção</span> encenadas por três atores, apesar do <span style="color: #ff6600;">clichê</span> da cena de abertura, que entrega o jogo logo de cara e se arrasta por mais tempo do que devia.</p>
<p>Aqueles homens e mulheres não tentam, em momento algum, impor seus estilos de vida. Não estão pedindo para matar, roubar, fazer mal a alguém. Na verdade, não estão pedindo nada. Estão apenas <span style="color: #ff6600;">amando</span>, semeando os bons sentimentos por uma, dez, cem pessoas, que seja &#8211; um <span style="color: #ff6600;">tapa de amor</span> na cara da sociedade. Livre de culpas ou mistérios, o que fica deste curta é a reflexão sincera sobre os padrões que nós mesmos impomos, sobre a monogamia e, principalmente, sobre a<span style="color: #ff6600;"> monotonia</span>.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/23988620?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="400" height="225"></iframe></p>
<p><a href="http://vimeo.com/23988620">Poliamor</a> from <a href="http://vimeo.com/user7123998">Zé Agripino</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2012/01/03/tapa-de-amor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Obra em si</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/12/09/obra-em-si/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/12/09/obra-em-si/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Dec 2011 02:47:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de curtas]]></category>
		<category><![CDATA[curta]]></category>
		<category><![CDATA[documentario]]></category>
		<category><![CDATA[Elke Maravilha]]></category>
		<category><![CDATA[Júlia Rezende]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=18145</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) &#160; Eu confesso: já tive medo dela. Quando era criança e assistia ao Show de Calouros com o mestre Sílvio, dançando e rodando com as colegas de auditório, saía da sala quando a Elke Maravilha aparecia. Me pelava de medo daquele ser multicolorido, às vezes careca, às vezes com uma peruca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Eu confesso: já tive medo dela. Quando era criança e assistia ao <span style="color: #ff6600;">Show de Calouros</span> com o mestre Sílvio, dançando e rodando com as colegas de auditório, saía da sala quando a <span style="color: #ff6600;">Elke Maravilha</span> aparecia. Me pelava de medo daquele ser multicolorido, às vezes careca, às vezes com uma peruca monstruosa &#8211; não sabia se era homem, mulher ou extraterrestre. Ela foi, durante certo período da minha infância, o meu “monstro do armário”. Aliás, ela dividia os meus pesadelos com o <span style="color: #ff6600;">Sebastian</span>, dos comerciais da C&amp;A (lembra dele?). Aqueles olhos esbugalhados, aquela voz esganiçada&#8230; não dormia só de pensar.</p>
<p>Os anos passaram e, pouco a pouco, fui perdendo a paúra de pessoas<span style="color: #ff6600;"> excêntricas</span> e, mais tarde ainda, passei até a enxergá-las com outros olhos. Bons olhos, até. O Sebastian eu tive a chance de conhecer uns anos atrás, quando ainda estava na faculdade. Ele foi ser o mestre de cerimônias de um evento por lá. Simpático, o rapaz. Já a Elke, conheci melhor pela mídia, mesmo. Que ela chama a atenção, não preciso nem dizer. Mas daí a prestar atenção nela, eram outros quinhentos. Por trás de toda aquela maquiagem, tem uma pessoa incrivelmente interessante e inteligente. Ela é <span style="color: #ff6600;">espiritualizada</span>, eloquente, culta, espontânea e extremamente reflexiva, o que explica a extravagância do visual: ela faz de si mesma sua própria <span style="color: #ff6600;">obra de arte</span>. E por que não?</p>
<p>O documentário Elke, de <span style="color: #ff6600;">Júlia Rezende</span>, é pobre. Na minha visão, pobre demais para estar à altura de sua personagem central. A direção de câmera com momentos de amadorismo, a edição, iluminação e, principalmente, o acabamento meia-boca, com direito a lettering de reportagem no final tiram um pouco do brilho do filme. O pior, no entanto, não tem nada a ver com estética. O grande <span style="color: #ff6600;">demérito</span> deste curta está na falta de profundidade ao explorar uma pessoa tão rica, tão cheia de possibilidades. É um retrato pouco amplo, que mostra só algumas nuances de quem Elke Maravilha realmente é, foi e representa. Mesmo assim, vale a pena. Quando ela abre a boca pra falar sobre qualquer coisa com aquela voz macia, os ouvidos do espectador se alvoroçam pra ouvir. É por ela, e somente por ela, que você deve assistir a esse documentário. Magnífica, magnânima, <span style="color: #ff6600;">maravilha</span>. Uma mulher à frente de seu tempo &#8211; e do nosso também.</p>
<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/FSb-D9PPJDk" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/yBVIelhnxGY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/12/09/obra-em-si/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Trancado por dentro</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/11/29/trancado-por-dentro/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/11/29/trancado-por-dentro/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 19:49:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Fontes]]></category>
		<category><![CDATA[curta]]></category>
		<category><![CDATA[Fernanda Montenegro]]></category>
		<category><![CDATA[Luciana Vendramine]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos Palmeira]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Gracindo]]></category>
		<category><![CDATA[Trancado Por Dentro]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=17708</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Um filme com Fernanda Montenegro e Paulo Gracindo. Pronto, esta resenha poderia terminar aí. Quem conhece a dupla sabe do que eu tô falando. Bom, a Fernanda eu acredito que todo mundo conheça. O Paulo Gracindo é um rosto menos conhecido pela nova geração, talvez por ter nos deixado lá em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</em></p>
<p>Um filme com <span style="color: #ff6600;">Fernanda Montenegro </span>e <span style="color: #ff6600;">Paulo Gracindo</span>. Pronto, esta resenha poderia terminar aí. Quem conhece a dupla sabe do que eu tô falando. Bom, a Fernanda eu acredito que todo mundo conheça. O Paulo Gracindo é um rosto menos conhecido pela<span style="color: #ff6600;"> nova geração</span>, talvez por ter nos deixado lá em 1995. Mas quem entende e se interessa minimamente por cinema e teatro sabe do monstro que ele foi (e é). Ou melhor, que eles são. Em <span style="color: #ff6600;"><em>Trancado Por Dentro</em></span>, ela pouco aparece, pouco fala. Mas quando fala, faz a gente esperar ansioso pelo instante em que voltará ao quadro. Ele não diz uma palavra sequer. No papel de <span style="color: #ff6600;">Sr. Bóris</span>, um idoso <span style="color: #ff6600;">tetraplégico</span>, Gracindo não só não fala nada durante todo o filme, como também não move nenhum músculo. Mesmo nessas condições, <span style="color: #ff6600;">transborda</span> sentimento, intenção, emoção e tudo aquilo que só um grande ator consegue fazer.</p>
<p>Bom, elenco estrelado o curta de <span style="color: #ff6600;">Arthur Fontes</span> tem. Sim, porque além da Fernanda e do Paulo, também tem o <span style="color: #ff6600;">Marcos Palmeira</span> que, vá lá, era um moleque e começava a despontar. Ah, sim, e tem a<span style="color: #ff6600;"> Luciana Vendramine</span>. Fazer o que: nenhum elenco é perfeito. Mas e além disso? E o roteiro? E a direção? Tudo é muito bom, principalmente para os padrões da época (final dos anos 80). Acontece que o filme nos <span style="color: #ff6600;">prega peças</span>. Durante algum tempo, parece se perder num <span style="color: #ff6600;">terror </span>exagerado, sensacionalista e, por que não dizer,<span style="color: #ff6600;"><em> thrash</em></span>. Veja bem, parece. As atuações, digamos, pouco brilhantes do casal de atores jovens contribuem para essa sensação. Palmeira tem a maldade sem sentido e forçada de um jovem <span style="color: #ff6600;"><em>pitboy </em></span>de Malhação. Vendramine é sonsa e apática. Verdade seja dita, a culpa não é só deles. É também de alguns enquadramentos, de transições repentinas, da<span style="color: #ff6600;"> trilha novelesca</span>&#8230; Acima de tudo, é culpa do<span style="color: #ff6600;"> roteiro</span>, que se segura até o fim e, enquanto não se resolve, dá um <span style="color: #ff6600;">nó</span> bem dado na cabeça do espectador.</p>
<p>Quando a<span style="color: #ff6600;"> neblina</span> baixa e aquelas sequências meio lisérgicas acabam (com direito a <span style="color: #ff6600;">The Doors</span> na vitrola e tudo), tudo faz sentido. E que sentido. Sonho, <span style="color: #ff6600;">desejo reprimido</span>, toda a complexidade da mente de um homem <span style="color: #ff6600;">consciente</span>, mas que já não pode se expressar. A genialidade de <em>Trancado Por Dentro</em> está em permitir diversas interpretações para a mesma história; <span style="color: #ff6600;">diversos finais </span>em um só. Por isso e por todo o resto, merece ser<span style="color: #ff6600;"> trancado </span>a sete chaves, trinco e cadeado. Por dentro e por fora.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="420" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Lji-TEtiL9g?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/v/Lji-TEtiL9g?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/11/29/trancado-por-dentro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Quebra cabeça</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/11/03/quebra-cabeca/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/11/03/quebra-cabeca/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 18:35:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de curtas]]></category>
		<category><![CDATA[curta]]></category>
		<category><![CDATA[dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Janela Aberta]]></category>
		<category><![CDATA[philippe barcinski]]></category>
		<category><![CDATA[visceral]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=17372</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Prepare-se para uma cacetada na cabeça. Este curta podia ter sido dirigido, facilmente, por David Lynch ou algum outro diretor excêntrico e complexo da grande cinematografia mundial. Mas não. Janela Aberta é brasileiríssimo, dirigido por Philippe Barcinski, e exibe lascívia e profundidade exageradamente boas, como pouco se vê nos curtas daqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</em></p>
<p>Prepare-se para uma cacetada na cabeça. Este curta podia ter sido dirigido, facilmente, por <span style="color: #ff6600;">David Lynch <span style="color: #ffffff;">o</span></span>u algum outro diretor excêntrico e complexo da grande cinematografia mundial. Mas não. <span style="color: #ff6600;"><em>Janela Aberta </em></span>é brasileiríssimo, dirigido por <span style="color: #ff6600;">Philippe Barcinski</span>, e exibe lascívia e profundidade exageradamente boas, como pouco se vê nos curtas daqui (infelizmente).</p>
<p>O filme é <span style="color: #ff6600;">visceral</span>. O que parece um dilema banal (fechei ou não a janela), paradão, se entranha numa história maluca e com uma cadência cada vez mais acelerada, a ponto de tirar o fôlego do espectador. Tudo tem a aura de<span style="color: #ff6600;"> ópera </span>maluca, onde o maestro, descontrolado, faz da <span style="color: #ff6600;">desordem</span> uma belíssima obra de arte. Parece difícil. E é. <em>Janela Aberta</em> é daqueles filmes, digamos, cabeçudos.</p>
<p>Do roteiro, cheio de <span style="color: #ff6600;">nós</span>, o que se tira de lição é que nem todo filme precisa de um <span style="color: #ff6600;">roteiro </span>extremamente bem estruturado. Mas são justamente os<span style="color: #ff6600;"> joguetes</span> de palavras e a locução em off, além das pausas e interrupções, que dão ritmo ao filme. Sobre a direção de câmera, não tem o que tirar ou por &#8211; é tudo na medida. Destaque para a sempre presente <span style="color: #ff6600;">God’s View</span>, aquele take com uma vista de cima da cena, o que dá um ar de <span style="color: #ff6600;">inferioridade</span> ao protagonista. Aliás, complexo esse protagonista. Um cara com claros problemas de relacionamento e cheio de conflitos &#8211; oscila entre tipos esquizofrênicos, esquecidos, frios, indiferentes, preocupados. Uma <span style="color: #ff6600;">montanha-russa</span> de emoções, assim como o filme, que uma hora parece um <span style="color: #ff6600;"><em>thriller</em></span> dos mais terríveis, outra hora, uma<span style="color: #ff6600;"> comédia</span> das mais escrachadas. Literalmente, quebra cabeça.</p>
<div style="text-indent: 216px; font-size: 11pt; font-family: Arial; color: #000000; background-color: transparent; font-weight: normal; font-style: normal; font-variant: normal; text-decoration: none; vertical-align: baseline; line-height: normal;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif; font-size: small;"><span style="line-height: 19px; "><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><span style="line-height: normal; white-space: pre-wrap; "><br />
</span></span></span></span></div>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="420" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jesEHgtBbYI?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/v/jesEHgtBbYI?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/11/03/quebra-cabeca/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Maximalista</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/10/18/maximalista/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/10/18/maximalista/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 04:23:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de curtas]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[curta]]></category>
		<category><![CDATA[Ivan Mola]]></category>
		<category><![CDATA[minimalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Na rua]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=16753</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Minimalista. Odeio essa palavra. Odeio ter que usá-la. Soa como qualquer coisa, como um lugar-comum e, pior, sempre me parece pejorativa. Mas, no caso de Na Rua, de Ivan Mola, cai como uma luva. O filme é, de fato, minimalista. E a grandiosidade dele está aí. As formas, a execução, as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</em></p>
<p><span style="color: #ff6600;">Minimalista</span>. Odeio essa palavra. Odeio ter que usá-la. Soa como qualquer coisa, como um lugar-comum e, pior, sempre me parece pejorativa. Mas, no caso de <span style="color: #ff6600;"><em>Na Rua</em></span>, de <span style="color: #ff6600;">Ivan Mola</span>, cai como uma luva. O filme é, de fato, minimalista. E a grandiosidade dele está aí. As formas, a execução, as cores e até o tempo de duração são mínimos. Já o resultado, é o máximo.</p>
<p>Curto e grosso como o<span style="color: #ff6600;"> curta</span>, não pretendo me alongar neste comentário. Veja, disse que não pretendo, o que não quer dizer que eu não vá. Pronto, já me alonguei. E, até aqui, já daria pra você ter assistido Na Rua até o fim, já que tem só <span style="color: #ff6600;">um minuto</span>. Já poderia ter visto as linhas pouco firmes da <span style="color: #ff6600;">animação</span>, quase toda em tons de preto e branco. Tudo muito simples, como qualquer coisa ali, na tela. A estética lembrou muito daquelas vinhetas da<span style="color: #ff6600;"> Globo </span>da década de 90, assinadas por cartunistas como <span style="color: #ff6600;">Glauco e Angeli</span>. Se você viveu nessa época, vai lembrar do que eu tô falando.</p>
<p>A história, assim como a forma como ela é contada, não cresce gradualmente. É linear quase o tempo todo, como quem não quer nada, fazendo o espectador acreditar que não vai levar a lugar algum e, se levar, não vai ser grande coisa. O<span style="color: #ff6600;"> clímax</span> fica para os segundos finais. Quando a história morna do homem que ignora crianças no <span style="color: #ff6600;">farol </span>chega ao fim, ficamos por alguns segundos tentando entender o que aconteceu. E quando a ficha cai, é como se um cotonete embebido em<span style="color: #ff6600;"> ácido</span> cutucasse nossas úlceras mais escondidas. Um <span style="color: #ff6600;">chacoalhão</span> forte e totalmente inesperado. E eu ainda tive coragem de chamar um filme desse de minimalista. Francamente.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="420" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/O9cw9XquwH8?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/v/O9cw9XquwH8?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/10/18/maximalista/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Desce redondo</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/09/13/desce-redondo/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/09/13/desce-redondo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 14:24:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de curtas]]></category>
		<category><![CDATA[antigo]]></category>
		<category><![CDATA[Canoinhense]]></category>
		<category><![CDATA[Cerveja Falada]]></category>
		<category><![CDATA[Demétrio Panaroto]]></category>
		<category><![CDATA[documentario]]></category>
		<category><![CDATA[Guto Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Henrique Cudo]]></category>
		<category><![CDATA[mestre cervejeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Seu Rupprecht Loeffler]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=16606</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Carisma. É isso que define o curta Cerveja Falada, de Demétrio Panaroto, Luiz Henrique Cudo e Guto Lima. Isso porque o documentário não é polêmico, não coloca o dedo em nenhuma ferida e também não inventa moda com takes complexos e relações rebuscadas de edição. Mesmo sem nada disso, o filme [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</em></p>
<p>Carisma. É isso que define o curta <span style="color: #ff6600;"><em>Cerveja Falada</em></span>, de <span style="color: #ff6600;">Demétrio Panaroto</span>, <span style="color: #ff6600;">Luiz Henrique Cudo</span> e <span style="color: #ff6600;">Guto Lima</span>. Isso porque o <span style="color: #ff6600;">documentário</span> não é polêmico, não coloca o dedo em nenhuma ferida e também não inventa moda com takes complexos e relações rebuscadas de edição. Mesmo sem nada disso, o filme é capaz de <span style="color: #ff6600;">prender</span> os olhos do espectador na tela, do início ao fim, só com a simpatia do <span style="color: #ff6600;">sotaque catarinense</span> e a <span style="color: #ff6600;">simplicidade</span> encantadora dos personagens.</p>
<p>Durante <span style="color: #ff6600;">quinze minutos</span>, assisti a belíssima história do <span style="color: #ff6600;">Seu Rupprecht Loeffler</span>, um germaníssimo brasileiro que ostenta o título de <span style="color: #ff6600;">mestre cervejeiro</span> mais antigo do Brasil. Cercado de verdadeiros admiradores, tão humildes e puros de alma quanto ele, Seu Loeffler toca até hoje a cervejaria artesanal <span style="color: #ff6600;">Canoinhense</span>. Pra ele, não é um trabalho de sol a sol, não se trata de bater ponto ou vigiar funcionários. Não se trata, sequer, de fazer cerveja. Ele continua o trabalho do pai e mantém viva uma <span style="color: #ff6600;">tradição</span>, como se dela dependesse o <span style="color: #ff6600;">destino</span> de todos que o cercam e das pessoas que bebem daquela cerveja. E não é que depende? Não é a cerveja, mas o que a cerveja traz.</p>
<p>É um daqueles filmes que nos fazem<span style="color: #ff6600;"> sentir bem</span>. Não pelo conteúdo puro e simples ou pela plasticidade das formas, mas pelos <span style="color: #ff6600;">exemplos</span> que passam por ali, como quem não quer nada, sem pieguices ou lições de moral. A <span style="color: #ff6600;">pureza </span>dos funcionários, de Seu Loeffler e sua adorável esposa, dos fregueses. As histórias de um homem que viu <span style="color: #ff6600;">duas guerras</span>, diversos presidentes, tantas e tantas catástrofes e, mesmo assim, se manteve firme. Todos esses são os<span style="color: #ff6600;"> ingredientes </span>dessa cerveja tão falada. Pura, como o papo que rola solto entre um gole e outro &#8211; e <span style="color: #ff6600;">desce redondo</span>. Vá até a cozinha, abra a sua e assista. E não precisa se preocupar com a saúde: Seu Loeffler tem <span style="color: #ff6600;">noventa e três anos</span>. Bebe desde os oito.</p>
<div style="background-color: transparent; font-family: Times; line-height: normal; font-size: small;"><span style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', 'Bitstream Charter', Times, serif;"><span style="line-height: 19px;"><span style="font-family: Arial; font-size: medium;"><span style="line-height: normal; white-space: pre-wrap;"><br />
</span></span></span></span></div>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;Cod=10670&amp;exib=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="360" src="http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;Cod=10670&amp;exib=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/09/13/desce-redondo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tarantino&#8217;s Mind</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/08/08/tarantinos-mind/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/08/08/tarantinos-mind/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 03:29:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de curtas]]></category>
		<category><![CDATA[300 ML]]></category>
		<category><![CDATA[Quentin Tarantino]]></category>
		<category><![CDATA[Selton Mello]]></category>
		<category><![CDATA[Seu Jorge]]></category>
		<category><![CDATA[Tarantino's Mind]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=16230</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Sempre tive um pé atrás com Quentin Tarantino. Nunca torci o nariz completamente, não, reconhecia algumas qualidades nele como diretor e, ainda mais, como roteirista. Assassinos Por Natureza, por exemplo, é um dos filmes que mais me marcaram, e o texto, de Tarantino, é um delicioso devaneio. Apenas achava que ele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</em></p>
<p>Sempre tive um pé atrás com <span style="color: #ff6600;">Quentin Tarantino</span>. Nunca torci o nariz completamente, não, reconhecia algumas qualidades nele como diretor e, ainda mais, como roteirista. <span style="color: #ff6600;"><em>Assassinos Por Natureza</em></span>, por exemplo, é um dos filmes que mais me marcaram, e o texto, de Tarantino, é um delicioso devaneio. Apenas achava que ele não era tudo aquilo que público e crítica faziam questão de alardear. Aquela velha mania de endeusar, colocar em pedestais acima do bem e do mal, coisa que me irrita bastante, principalmente porque eu acho que para se tornar um intocável do cinema é preciso comer muita <span style="color: #ff6600;">grama</span>, por muitos e muitos anos.</p>
<p>Isso tudo até o dia em que eu entrei numa sala de cinema para assistir a <span style="color: #ff6600;"><em>Bastardos Inglórios</em></span>. Nesse dia, quando a luz se acendeu, eu estava em pé, aplaudindo e constatando que se Tarantino não era um gênio, estava no caminho. Finalmente, ele conquistou o meu respeito. Comecei a buscar mais a obra dele, passei a me interessar e pesquisar sobre os filmes e sobre a vida do jovem e perturbado cineasta. Revi <span style="color: #ff6600;"><em>Pulp Fiction</em></span> e <span style="color: #ff6600;"><em>Kill Bill </em></span>duas, três, dez vezes. Por algum tempo, me dediquei a Tarantino do mesmo jeito que me dedico a <span style="color: #ff6600;">Kubrick, Lynch, Ridley Scott, Woody Allen </span>e tantos outros que fazem parte do meu rol de ídolos. Arrisco até dizer que ele entrou para esse rol, mas não no mesmo balaio dos<span style="color: #ff6600;"> grandes mestres</span> ou, ao menos, daqueles que eu considero os grandes mestres das telonas.</p>
<p>A grande virtude de Tarantino é que tem algo nele &#8211; ou melhor, tem muita coisa nele que não se encaixa, que não bate, e isso é<span style="color: #ff6600;"> fascinante. </span>Ao mesmo tempo, essa bagunça forma um<span style="color: #ff6600;"> quebra-cabeça </span>que, de tão complexo, acaba fazendo sentido. Esmiuçando a cinebiografia dele, coisa que eu não cheguei a fazer, encontram-se traços de uma trama contínua e bem amarrada, com personagens que se repetem e continuações de histórias em filmes totalmente distintos. O conjunto todo, apesar de não parecer a olho nu, está todo interligado, como se tudo fizesse parte de uma <span style="color: #ff6600;">mesma história</span>. Tá, nisso também tem um pouco de paranoia e teorias de conspiração, daquelas que são cochichadas em papos de botequim depois das duas, três da manhã. E é justamente desse universo e dessa busca incessante por fechar essa conta maluca que nasceu o curta <span style="color: #ff6600;"><em>Tarantino’s Mind. </em></span></p>
<p>A direção e o roteiro do filme são <span style="color: #ff6600;">coletivos</span>, contando com a participação de diversos profissionais da<span style="color: #ff6600;"> 300 ML</span>. E o elenco, uma dupla infalível. Ninguém menos do que Selton Mello, muito à vontade em um papel que até lembra seu personagem de <span style="color: #ff6600;"><em>O Cheiro Do Ralo,</em></span> e Seu Jorge, interpretando alguém muito distante dos bandidões perigosos que estamos acostumados a ver. O papo entre os dois em uma lanchonete, boteco ou coisa parecida, filmado em planos chapados e com uma <span style="color: #ff6600;">luz bastante fria</span>, calculada, com aquele ar underground, vai se desenrolando e enrolando ao longo do filme. O assunto, claro, é Tarantino. Mais do que isso, o assunto são os mistérios que envolvem a obra do <span style="color: #ff6600;">sanguinolento</span> diretor &#8211; tudo explicado com cenas de seus filmes em uma sala escura, que se intercalam com as imagens dos dois personagens. Um curta, por assim dizer, deliciosamente difícil, daqueles que a gente não consegue desgrudar os olhos e, mesmo assim, precisa ficar voltando as cenas pra não perder o fio da meada. Mais tarantinesco, impossível.</p>
<p><object width="420" height="345"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/op4byt-DtsI?version=3&amp;hl=pt_BR"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/op4byt-DtsI?version=3&amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="345" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/08/08/tarantinos-mind/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>3/4 de segundo</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/07/11/34-de-segundo/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/07/11/34-de-segundo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 11 Jul 2011 21:08:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Gregório]]></category>
		<category><![CDATA[curta]]></category>
		<category><![CDATA[Loop]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=16025</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Na bibliografia das metáforas e analogias, não faltam as que falam sobre o tempo. Tic, tac, o barulho do relógio, aquele que pauta nossa vida antes, durante e depois. O senhor da razão, aquele que tudo cura, que passa, que não passa, que corre, que voa. Décadas, anos, meses, dias, segundos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</p>
<p>Na bibliografia das metáforas e analogias, não faltam as que falam sobre o <span style="color: #ff6600;">tempo</span>. Tic, tac, o barulho do relógio, aquele que pauta nossa vida antes, durante e depois. O senhor da razão, aquele que tudo cura, que passa, que não passa, que corre, que voa. Décadas, anos, meses, dias, segundos. Até aqui, por exemplo, foram uns <span style="color: #ff6600;">vinte e tantos </span>segundos que você jogou fora lendo sobre nada, ou quase nada. Lendo sobre algo fluido, subjetivo e, pior, sobre algo que não é passível de discussão. O tempo só é o que é e pronto &#8211; não se pode fugir ou contestar, apenas conviver com o fato de que ele passa, seja na velocidade que for, e tem que ser aproveitado do jeito que dá. Sim, porque se colocarmos na balança o quanto desperdiçamos de nossa existência fazendo coisas que não são exatamente proveitosas, prazeirosas ou produtivas, ficaremos extremamente deprimidos. Até aqui, eu e você <span style="color: #ff6600;">desperdiçamos</span> cerca de quarenta e cinco segundos. Sejamos mais objetivos e passemos para o próximo parágrafo.</p>
<p>O curta <span style="color: #ff6600;"><em>Loop</em></span>, escrito, dirigido e representado por <span style="color: #ff6600;">Carlos Gregório</span>, também fala sobre o tempo. De um jeito muito diferente das outras metáforas e filmes que dissertam sobre o tema. O filme parte de um clichê, a máquina do tempo, e de um conflito básico de todos aqueles que enfrentam a temática: os momentos que não voltam mais. Justamente o desperdício do tempo, que é o que justifica a incessante busca pela construção de uma máquina que possibilite mudanças e novos aproveitamentos daquilo que já passou, é retratado de uma maneira única, quando o <span style="color: #ff6600;">feitiço</span> vira contra o feiticeiro.</p>
<p>Se analisarmos o curta pela ótica da <span style="color: #ff6600;">produção</span>, não posso dizer que o filme é lá grande coisa. Não é mal feito, longe disso, mas peca em alguns detalhes, como na dinâmica e na disposição das imagens mostradas no começo e no bom gosto de parte da <span style="color: #ff6600;">cenografia</span>. Tudo é compensado pela <span style="color: #ff6600;">sacada</span> central do filme &#8211;  simples, poética e forte. Alguém preso num instante, num único instante, sem volta, o que vale tanto para os momentos que se passaram como para aqueles que ainda nem chegaram. Nas <span style="color: #ff6600;">entrelinhas</span>, o curta acorda o espectador para a vida e firma seus pés no chão: não se pode controlar os acontecimentos, a vida, os passos tomados. Não se pode voltar atrás. Se é que há um Deus, o poder está com Ele, não com você, nem comigo. Se não há, não há controle algum, o que dá ainda mais frio na barriga, uma sensação maluca de estarmos em uma montanha-russa desgovernada. <em>Loop</em> é <span style="color: #ff6600;">pulsante </span>e faz a gente pulsar junto. Um daqueles curtas que valem cada segundo, ainda que não durante, mas depois, quando nos damos conta da força que tem. E então? Tá esperando o quê? O tempo corre.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="349" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7Gb94heVjcw?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/v/7Gb94heVjcw?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/07/11/34-de-segundo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>De peito aberto</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/06/13/de-peito-aberto/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/06/13/de-peito-aberto/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Jun 2011 21:51:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de curtas]]></category>
		<category><![CDATA[A Mulher do Atirador de Facas]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[Carla Camurati]]></category>
		<category><![CDATA[José Roberto Chachá]]></category>
		<category><![CDATA[Ney Latorraca]]></category>
		<category><![CDATA[Nilson Villas Boas]]></category>
		<category><![CDATA[Rosi Campos e Mira Haar]]></category>
		<category><![CDATA[TV Cultura]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=15826</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Amor. Dor. A rima é brega, está em tudo o que é letra infeliz de música sertaneja, mas, em muitos casos, faz muito sentido. Amar é também sofrer – ao menos é o que apregoam os poetas há séculos. E não só eles. Todos aqueles que sofrem ou já sofreram das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</em></p>
<p><span style="color: #ff6600;">Amor</span>. Dor. A rima é brega, está em tudo o que é letra infeliz de música sertaneja, mas, em muitos casos, faz muito sentido. Amar é também <span style="color: #ff6600;">sofrer</span> – ao menos é o que apregoam os poetas há séculos. E não só eles. Todos aqueles que sofrem ou já sofreram das <span style="color: #ff6600;">dores da alma</span>, de cotovelo, no fundo do peito, hão também de concordar com essa máxima. Da traição às desilusões cotidianas de toda ordem, todo mundo já sentiu a fria tristeza de uma <span style="color: #ff6600;">punhalada</span> amorosa – filosoficamente falando, claro. Já no curta <span style="color: #ff6600;"><em>A Mulher do Atirador de Facas</em></span>, o termo “punhalada” pode não ser simplesmente uma força de expressão. E a história começa aí.</p>
<p>A produção é de 1988 e tem elenco estreladíssimo – <span style="color: #ff6600;">Carla Camurati, Ney Latorraca, José Roberto Chachá, Rosi Campos e Mira Haar</span>. As duas últimas, por suas personagens em <span style="color: #ff6600;">Castelo Rá-Tim-Bum </span>e <span style="color: #ff6600;">Mundo da Lua</span>, respectivamente, e também por conta da atmosfera e da época em que o filme foi feito, dão uma cara de <span style="color: #ff6600;">TV Cultura</span> para a produção. A direção é de <span style="color: #ff6600;">Nilson Villas Boas</span>. Com tudo isso, ruim o filme não podia ser. No fim das contas, acabou superando, e muito, todas as minhas expectativas.</p>
<p>A protagonista, vivida por Camuratti, é a mulher do atirador de facas de um circo. Mas seu papel vai muito além de ser mera <span style="color: #ff6600;">primeira-dama</span> de um dos astros do show. É ela que arrisca a vida em frente à tabua, contra a qual as facas são atiradas. Um milímetro mal calculado, um movimento em falso e o pior pode acontecer. O atirador é vivido por Latorraca, numa convincente atuação a lá <span style="color: #ff6600;">amante latino</span>, meio <span style="color: #ff6600;">Antônio Banderas</span>. A trama gira em torno da relação dos dois: <span style="color: #ff6600;">ela</span>, sedutora e provocativa; <span style="color: #ff6600;">ele</span>, dominador e intenso.</p>
<p>O curta exala <span style="color: #ff6600;">sexualidade </span>e sentimento, com uma poesia ímpar. Os takes são muito precisos e as execuções de imagem e som são muito competentes – tudo dentro das <span style="color: #ff6600;">limitações </span>estéticas e tecnológicas da época, obviamente. Entre brigas, ameaças e cenas de amor, as cenas se encaixam perfeitamente e envolvem o espectador. E o final, como todo curta deveria ser, deixa tudo <span style="color: #ff6600;">no ar</span>, num<span style="color: #ff6600;"> clímax</span> arrebatador. Assistir  <em>A Mulher do Atirador de Facas </em>é sentir a aflição e a adrenalina de estar diante do atirador de facas. E o pior: gostar.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;Cod=843&amp;exib=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="360" src="http://www.portacurtas.com.br/embed/embed.swf?xml=1&amp;Cod=843&amp;exib=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/06/13/de-peito-aberto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>O jeito MTV</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/05/23/o-jeito-mtv/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/05/23/o-jeito-mtv/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 May 2011 04:48:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas de curtas]]></category>
		<category><![CDATA[curta]]></category>
		<category><![CDATA[Dulcídio Caldeira]]></category>
		<category><![CDATA[mtv]]></category>
		<category><![CDATA[produção]]></category>
		<category><![CDATA[semiótica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=15599</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Não adianta negar ou fingir que não é com você. Todo jovem teve seu período MTV. Aquela famosa fase em que você odiava seus pais, gastava tubos e mais tubos de creme antiacne todo mês e passava as tardes assistindo aos videoclipes e programas do canal. Eu ainda tive sorte, porque [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</p>
<p>Não adianta negar ou fingir que não é com você. Todo jovem teve seu período <span style="color: #ff6600;">MTV</span>. Aquela famosa fase em que você odiava seus pais, gastava tubos e mais tubos de creme antiacne todo mês e passava as tardes assistindo aos videoclipes e programas do canal. Eu ainda tive sorte, porque peguei uma época em que ainda era legal gostar de <span style="color: #ff6600;">AC/DC</span> e <span style="color: #ff6600;">Guns N’ Roses</span>. Tirando essa fase, que não conta tanto pra um olhar mais <span style="color: #ff6600;">analítico</span> sobre a MTV Brasil, poderia dizer que o canal sempre foi, pra mim, sinônimo de produções bem feitas. Nem sempre com um conteúdo extremamente elaborado, nem sempre alinhada com minhas preferências culturais, políticas e sociais, mas sempre muito preocupada com a estética e com a qualidade artística e de livre expressão de suas produções. Até quando resolvem apelar para um aspecto mais <span style="color: #ff6600;">caseiro</span>, caso de alguns dos humorísticos do canal, tudo parece intencional, cumpre o papel e faz sentido. Encontraram uma identidade e imprimem uma marca muito bem definida em tudo aquilo que fazem, o que é muito bom.</p>
<p>Muito criticadas por exagerarem na <span style="color: #ff6600;">semiótica </span>e na <span style="color: #ff6600;">subjetividade</span>, as famosas vinhetas do canal tornaram-se não só que objetos de preenchimento de lacunas da programação, mas espelhos do conceito da MTV e seu olhar sobre as artes e coisas deste mundão louco de meu Deus. Aprendi, com o tempo, que estava enganado ao pensar a produção audiovisual institucional da rede era apenas um bonito cavalo branco, uma mera obra <span style="color: #ff6600;">parnasiana</span>; a mensagem está sempre implícita e embutida, seguindo à risca o preceito de forma e função do design &#8211; no caso das produções do canal, a forma acaba sendo sua própria função: provoca, instiga e faz a cabeça coçar.</p>
<p>O tempo passou e excelência técnica da MTV se aprimorou. <span style="color: #ff6600;">Vinte e um anos</span>, meus amigos (sim, você tá mais velho do que pensa). Incontáveis programas, curtas e vinhetas depois, na ocasião do 21º aniversário do canal, um pequeno filme institucional foi produzido para comemorar. Brilhante, como sempre. Dirigido pelo genial<span style="color: #ff6600;"> Dulcídio Caldeira</span>, o curta é uma mistura de animação stop motion e filmagem com trilho. Simples e <em><span style="color: #ff6600;">clean</span></em>, a ideia consiste numa fileira de balões desenhados que vão sendo estourados; as explosões são acompanhadas pela câmera e vão “animando” uma pequena história formada pelos desenhos impressos. Tem conceito, e nada difícil de entender – balões (estourados, transgressores, agressivos), aniversário, som, diversão, arte. Um espetáculo de produção, pra variar. Ao mesmo tempo, é maluco, diferente, <span style="color: #ff6600;">underground</span>. Ou seja, uma coisa bem MTV. Nada o descreve melhor.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="349" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Ygs66ZKoRMU?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/v/Ygs66ZKoRMU?fs=1&amp;hl=pt_BR&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/05/23/o-jeito-mtv/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

