<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Tela Brasil - Notícias &#187; Mundo Afora</title>
	<atom:link href="http://www.telabr.com.br/noticias/categoria/colunas/mundo-afora/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.telabr.com.br/noticias</link>
	<description>Tela Brasil - Notícias</description>
	<lastBuildDate>Thu, 01 Mar 2012 19:24:39 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.2.1</generator>
		<item>
		<title>Tempos não tão modernos assim</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2012/01/17/18763/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2012/01/17/18763/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 13:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Afora]]></category>
		<category><![CDATA[Adam Sandler]]></category>
		<category><![CDATA[Christopher Walken]]></category>
		<category><![CDATA[click]]></category>
		<category><![CDATA[El Empleo]]></category>
		<category><![CDATA[Santiago Grasso e Patricio Plaza]]></category>
		<category><![CDATA[The Employment]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=18763</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) &#160; Tem aqueles filmes que você assiste e fica com aquela sensação incômoda. Um incômodo bom, se é que isso é possível. Isso fica remoendo aqui dentro por dias a fio, e ou eu tomo uma atitude, ou eu tomo omeprazol pra aliviar a gastrite. Pra mim, cinema que presta é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Tem aqueles<span style="color: #ff6600;"> filmes</span> que você assiste e fica com aquela sensação <span style="color: #ff6600;">incômoda</span>. Um incômodo bom, se é que isso é possível. Isso fica remoendo aqui dentro por dias a fio, e ou eu tomo uma atitude, ou eu tomo omeprazol pra aliviar a gastrite. Pra mim, cinema que presta é esse, que mexe com a gente. Cinema que faz a gente levantar da poltrona, sacudir os farelos de pipoca do corpo e, a partir dali, ser uma pessoa completamente <span style="color: #ff6600;">diferente</span> da de cinco minutos atrás.</p>
<p><span style="color: #ff6600;"><em>El Empleo</em></span> ou<span style="color: #ff6600;"> The Employment</span>, dos argentinos <span style="color: #ff6600;">Santiago Grasso</span> e <span style="color: #ff6600;">Patricio Plaza</span>, pega essa grande e pustulenta <span style="color: #ff6600;">ferida</span> social causada pela selvageria do sistema capitalista e a cutuca com um ímpeto que eu nunca vi igual. Se eu contar qualquer pedaço do roteiro, estraga. Mas dá pra adiantar o assunto: a <span style="color: #ff6600;">sua vida</span>. Isso aí. A minha, a do vizinho, a sua vida &#8211; ou vidinha, mesmo, porque o diminutivo cai como uma luva. Vida, esse <span style="color: #ff6600;">artigo esquecido</span> numa prateleira qualquer do tempo e do espaço. Esse conjunto de atos estúpidos, impensados, automatizados, sem sentido, que transformam todos em seus próprios carrascos. Calma, eu explico.</p>
<p>Você provavelmente já assistiu <em><span style="color: #ff6600;">Click</span></em>, com <span style="color: #ff6600;">Adam Sandler</span> e o brilhantíssimo<span style="color: #ff6600;"> Christopher Walken</span>. O ápice do drama do protagonista acontece quando ele resolve acelerar o tempo e entra em uma espécie de <span style="color: #ff6600;">piloto automático</span> descontrolado, passando pela vida sem notar e sem aproveitar nenhum momento. Sem refletir sobre nada. Sem viver, enfim. Guardadas as devidas proporções e tirando a moral <span style="color: #ff6600;">água-com-açúcar</span> da produção Hollywoodiana, <em>The Employment</em> bate na mesma tecla, só que de um jeito muito mais certeiro. É como se o filme te chacoalhasse pelos ombros, gritando entre perdigotos: que por** você tá fazendo da sua vida? Já parou pra pensar? Já pensou em como você permite que o <span style="color: #ff6600;">trabalho</span> consuma seu tempo, sua mente, seu coração? E nas <span style="color: #ff6600;">consequências</span> do seu trabalho, você já pensou? Em quantas pessoas você <span style="color: #ff6600;">humilha</span> pra que a máquina continue funcionando; em quantas vezes você é humilhado? Deus do céu, a que ponto você chegou? Ah, e só pra avisar, <span style="color: #ff6600;">nenhuma</span> dessas perguntas é retórica.</p>
<p>Até aqui, nem cheguei a mencionar que El Empleo é uma <span style="color: #ff6600;">animação</span> &#8211; e note a ironia da palavra <em>animação</em> ao assistir o filme. A escolha dessa linguagem não foi aleatória. Em primeiro lugar, claro, o filme ficou um espetáculo estético de primeira linha &#8211;  mas tudo isso em nome de um propósito maior. Os <span style="color: #ff6600;">traços</span> das ilustrações, incríveis, os jogos de luz e sombra, as cores pasteis: tudo isso serve pra fazer você pensar e concluir, por si só, se o que está ali é pura ficção, uma metáfora qualquer ou se é a verdade mais pura, porém vestida com <span style="color: #ff6600;">outra pele</span>. Se ao terminar de assistir você se sentir <span style="color: #ff6600;">incomodado</span>, exatamente como eu estou me sentindo agora, você tem um<span style="color: #ff6600;"> grande problema</span>, amigão. Se você não sentir nada, aí sim, você tem um problema <span style="color: #ff6600;">maior ainda</span>.</p>
<p>P.S.: Assista até o final. Os créditos guardam uma bela surpresa &#8211; quem sabe, por assim dizer, uma <span style="color: #ff6600;">sugestão</span> de como se livrar desse ciclo maligno. Se bem que essa resposta está dentro de cada um. Só falta<span style="color: #ff6600;"> coragem</span>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/32966847?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="400" height="225"></iframe></p>
<p><a href="http://vimeo.com/32966847">El Empleo / The Employment</a> from <a href="http://vimeo.com/opusbou">opusBou</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2012/01/17/18763/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Incondicional</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/12/07/incondicional/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/12/07/incondicional/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 19:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Afora]]></category>
		<category><![CDATA[How They Get There]]></category>
		<category><![CDATA[I’m Here]]></category>
		<category><![CDATA[Spike Jonze]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=17784</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Natal chegando, todo mundo começando a ficar sentimental e eu, bobão assumido, me derreto pelas histórias e coisas bonitas que eu vejo por aí. Sangue italiano, amigos, é difícil de controlar. Claro, não é qualquer história, também. Só aquelas que fazem a gente sentir uma agulhada no peito, como uma injeção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><em>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</em></div>
<div>Natal chegando, todo mundo começando a ficar <span style="color: #ff6600;">sentimental</span> e eu, bobão assumido, me derreto pelas histórias e coisas bonitas que eu vejo por aí. Sangue italiano, amigos, é difícil de controlar. Claro, não é qualquer história, também. Só aquelas que fazem a gente sentir uma agulhada no peito, como uma injeção de adrenalina. Aquelas que fazem cair uma infinidade de <span style="color: #ff6600;">ciscos nos olhos</span>, sabe como é. Com alguns livros é assim. Com alguns filmes também. Com <em><span style="color: #ff6600;">I’m Here</span></em>, de <span style="color: #ff6600;">Spike Jonze</span>, é assim. Só que elevado à enésima potência.</div>
<div>Não faz muito tempo, eu escrevi uma coluna sobre um outro curta dele &#8211; <em><span style="color: #ff6600;">How They Get There</span></em>, de 97. Jonze tava só começando como diretor de cinema, ainda era muito cru. Em I’m Here, já se mostra um artista muito mais<span style="color: #ff6600;"> maduro</span> e completo. Até a sua <span style="color: #ff6600;">esquisitice</span>, marca registrada, está mais consistente. O que se nota é que o passar dos anos fez dele um diretor muito <span style="color: #ff6600;">sensível</span>, como se a acidez adolescente do começo da carreira desse lugar à fantasia e a uma espécie de ternura utópica.</div>
<div>O roteiro conta a <span style="color: #ff6600;">história de amor</span> entre um<span style="color: #ff6600;"> robô</span> tímido e puro e uma robô (não sei o feminino de robô) descolada e desastrada, num mundo em que humanos e máquinas convivem em harmonia &#8211; ou quase. Nas entrelinhas, a gente encontra críticas veladas sobre a automatização e frieza das relações, o <span style="color: #ff6600;">egoísmo</span> e a banalização do amor. Tudo isso sem colocar o dedo na cara de ninguém. O dedo de Jonze, no caso, cutuca o <span style="color: #ff6600;">coração</span>.</div>
<div>A plástica do filme dispensa comentários, mas eu vou comentar mesmo assim: <span style="color: #ff6600;">espetáculo</span> é a palavra. Que luzes, que efeitos, que cenografia, que enquadramentos, que linguagem, que fotografia, que trilha, que <span style="color: #ff6600;">bom gosto</span>! Também, pudera, o filme foi bancado pela Absolut, uma das marcas de vodka mais vendidas no mundo (tá aí um belo exemplo a ser seguido pela <span style="color: #ff6600;">iniciativa privada</span> aqui no Brasil, mas isso é assunto pra outra hora). Mesmo com tudo isso, o principal mérito do curta é falar de valores e amor <span style="color: #ff6600;">incondicional</span> com propriedade, nestes tempos tão difíceis. Fato é que filmes como <em>I’m Here</em> não ensinam nada, mas servem para nos lembrar de coisas importantes que a gente acaba esquecendo ou perdendo no meio da <span style="color: #ff6600;">bagunça</span> da vida. Pra isso, não precisa ser piegas ou meloso. Afinal de contas, o espectador não é <span style="color: #ff6600;">trouxa</span> e <span style="color: #ff6600;">verdade</span>, isso sim, é que faz a emoção da ficção superar a da vida real. Este é um filme de chorar. Chorar de bom.</div>
<p><object width="560" height="315" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6OY1EXZt4ok?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed width="560" height="315" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/6OY1EXZt4ok?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" allowFullScreen="true" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" /></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/12/07/incondicional/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Onisciência</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/11/15/onisciencia/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/11/15/onisciencia/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Nov 2011 03:03:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Afora]]></category>
		<category><![CDATA[God Eye’s View]]></category>
		<category><![CDATA[mundom afora]]></category>
		<category><![CDATA[Onipresença]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=17475</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Onipresença, tudo bem. Onipotência, claro, sem dúvidas. Mas, pro cinema, o que importa mesmo é a onisciência. As câmeras são os olhos do diretor, que enxerga tudo à sua maneira, da forma que quer que seus espectadores enxerguem. O olhar do diretor é o que dá o tom e a importância [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ff6600;">Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</span></p>
<p><span style="color: #ff6600;">Onipresença</span>, tudo bem. <span style="color: #ff6600;">Onipotência</span>, claro, sem dúvidas. Mas, pro cinema, o que importa mesmo é a <span style="color: #ff6600;">onisciência</span>. As câmeras são os olhos do diretor, que enxerga tudo à sua maneira, da forma que quer que seus espectadores enxerguem. O olhar do diretor é o que dá o tom e a importância a cada momento, cena, sequência e personagem. É o que <span style="color: #ff6600;">engrandece</span> um filme &#8211; ou diminui, dependendo do talento do maestro.</p>
<p>Entre as <span style="color: #ff6600;">técnicas</span> de direção de câmera mais conhecida, a chamada <span style="color: #ff6600;"><em>God Eye’s View</em></span>, ou Olho de Deus, é uma das minhas preferidas. Como poucas, é capaz de <span style="color: #ff6600;">mudar o rumo</span> de uma história e trazer significados importantes para a cena. A vista de cima, chapada, faz quem está esparramado no sofá se sentir o todo poderoso, senhor do destino daquele ou daquilo que está em quadro. Rebaixa aquela situação ou aquele personagem, o coloca no fundo do poço, escancara suas <span style="color: #ff6600;">fraquezas </span>e mostra o quão insignificante ele é &#8211; ao menos, naquele momento. Fora que a<span style="color: #ff6600;"> fotografia</span>, normalmente, fica sensacional.</p>
<p>Aí, outro dia eu tropecei nesse incrível <span style="color: #ff6600;">compilado</span> de cenas em God Eye’s view. Só filé. Uma bela edição, dinâmica, que dá uma boa ideia do que esse tipo de <span style="color: #ff6600;">take </span>pode fazer por um filme. Lição fundamental para aprendizes de diretor, câmera, roteirista&#8230; Ou para aprendizes de <span style="color: #ff6600;">Deus</span>. Sei lá, nunca se sabe.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/kCbTe9jBwB4?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/kCbTe9jBwB4?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/11/15/onisciencia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Esquisito</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/11/01/esquisito/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/11/01/esquisito/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 03:24:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Afora]]></category>
		<category><![CDATA[adaptação]]></category>
		<category><![CDATA[currta]]></category>
		<category><![CDATA[curta]]></category>
		<category><![CDATA[How They Get There]]></category>
		<category><![CDATA[Quero Ser John Malkovich e Onde Vivem Os Monstros]]></category>
		<category><![CDATA[Spike Jonze]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=17341</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Spike Jonze é tido por cinéfilos e cineastas como um diretor “esquisitão”. Ok, Spike Jonze é um diretor esquisitão. Mas, aprendi, isso faz dele um cara especial. Na verdade, “diretor esquisito” é meio redundante. Se não fossem ao menos um pouquinho esquisitos, não seriam Jonzes, Lynchs, Allens, Almodóvars, Kubricks. Não seriam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #ffffff;">Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</span></p>
<p><span style="color: #ff6600;">Spike Jonze</span> é tido por cinéfilos e cineastas como um diretor “<span style="color: #ff6600;">esquisitão</span>”. Ok, Spike Jonze é um diretor esquisitão. Mas, aprendi, isso faz dele um cara especial. Na verdade, “diretor esquisito” é meio redundante. Se não fossem ao menos um pouquinho esquisitos, não seriam Jonzes, Lynchs, Allens, Almodóvars, Kubricks. Não seriam cineastas.</p>
<p>Não conheço Jonze profundamente. Ele é jovem, quarenta e poucos anos, foi casado com a <span style="color: #ff6600;">Sofia Coppola</span>, dirigiu uma porrada de clipes, foi produtor do<span style="color: #ff6600;"> Jackass</span> (pasmem) e dirigiu três longas de grande expressão: <span style="color: #ff6600;"><em>Adaptação, Quero Ser John Malkovich e Onde Vivem Os Monstros</em></span>. Gosto dos três. Aquela confusão toda, aquela fantasia, o exagero, as cores fortes &#8211; são como rabiscos que formam uma imagem sensacionalmente incrível. Ele sabe como ninguém segurar um espectador diante da tela e, portanto, domina a linguagem do cinema.</p>
<p>Topei com um curta dele meio sem querer. <span style="color: #ff6600;"><em>How They Get There </em></span>é de 1997 e um dos primeiros trabalhos realmente autorais do diretor. Um filme completamente insano, mas que já mostra que Jonze não entrou no mundo do cinema por acaso, e nem estava para brincadeira. Em pouco mais de<span style="color: #ff6600;"> dois minutos</span>, o que se segue é a história sobre um par de sapatos, não sobre quem os calça. Chama a atenção a <span style="color: #ff6600;">estrutura narrativa</span> que o diretor escolheu, muito parecida com a dos longas. Um começo misterioso, que chega como qualquer coisa, desemboca em uma cena inesperada, que vai crescendo, crescendo, até culminar num final surpreendente e <span style="color: #ff6600;">megalomaníaco</span>. Aliás, por se tratar de um curta, bota megalomaníaco nisso.</p>
<p>Em termos de direção e estética, o filme não decepciona mas também não impressiona. Tem uns travellings, uns takes alternados, uns slowmotions, um bom acompanhamento dos atores. É o<span style="color: #ff6600;"> papai e mamãe</span> bem feito. Os atores também cumprem bem, entregam, mas não fazem nenhum queixo cair. Legal mesmo, no filme, é a construção da história e a <span style="color: #ff6600;">surpresa</span> no final, que amarra tudo. Dá aquele ar esquisito, o toque de Spike Jonze que deixa a gente em dúvida: é pra pensar, pra rir ou pra chorar? É pra <span style="color: #ff6600;">aplaudir</span>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="420" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/i2hTt2FxIYw?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/v/i2hTt2FxIYw?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/11/01/esquisito/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um filme adulto</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/10/13/um-filme-adulto/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/10/13/um-filme-adulto/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Oct 2011 20:49:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Afora]]></category>
		<category><![CDATA[Jaro Minne]]></category>
		<category><![CDATA[Rêverie]]></category>
		<category><![CDATA[semana da criança]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=16990</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Já que estamos na semana da criança, nada melhor do que falar de um filme que retrata o universo delas. Só não tome por infantil algo bobo, parnasiano, água com açúcar. Eu tô falando de um filme de verdade, que fala do olhar das crianças para este mundo. E passar isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</em></p>
<p>Já que estamos na <span style="color: #ff6600;">semana da criança</span>, nada melhor do que falar de um filme que retrata o universo delas. Só não tome por infantil algo bobo, parnasiano, água com açúcar. Eu tô falando de um filme de verdade, que fala do <span style="color: #ff6600;">olhar </span>das crianças para este mundo. E passar isso pra tela é mais profundo e complicado do que parece. O roteirista, o diretor e a câmera viram crianças novamente &#8211; pra redescobrir o <span style="color: #ff6600;">amor</span>. Aquele amor da fantasia, da pureza, em sua mais pura forma e essência. Ai, ai&#8230;</p>
<p>Em <em><span style="color: #ff6600;">Rêverie</span></em>, um curta de <span style="color: #ff6600;">Jaro Minne</span>, uma linda garotinha vive um momento que toda criança conhece bem (e detesta): esperar no carro. A mãe foi fazer compras em um supermercado e sabe que deixar a filha correndo entre os corredores nunca é uma boa ideia. Como muitas, deixa a filha no carro com a<span style="color: #ff6600;"> promessa</span> de que não vai demorar. A promessa quase nunca se cumpre. E lá está ela, doce e impaciente, embora contida, em silêncio. No que deve estar pensando? No que pensa uma criança em uma situação dessas? Provavelmente, em <span style="color: #ff6600;">conflitos</span> muito distantes dos que temos hoje mas, ainda assim, conflitos. E que também parecem impossíveis para eles. Ou, talvez, simplesmente esteja entediada, sem pensar em nada importante. Vai saber. Cada expressão fica incrivelmente valorizada pelos perfeitamente executados <span style="color: #ff6600;">takes em close</span> no rosto da menina que, apesar da pouca idade, esbanja sentimento.</p>
<p>A história se desenrola quando a menina vê, pela janela, um <span style="color: #ff6600;">garoto</span>. Ela se entusiasma. Ele também. Ele vem ao encontro dela, e bate no vidro. Ela sorri. Ele, negro. Ela, loira de olhos azuis. O que se segue é uma história pra lá de adulta, com <span style="color: #ff6600;">romance</span>, frio na barriga, <span style="color: #ff6600;">tensão sexual </span>e até mesmo um leve suspense (a ausência de trilha durante boa parte do filme contribui para isso). Tudo impecável, lindo. Antes de saírem para uma aventura a dois, a garota <span style="color: #ff6600;">pinta as unhas</span>. E é neste momento que ela se torna <span style="color: #ff6600;">mulher</span>, encontra o príncipe encantado e ganha o mundo. <em>Rêverie</em> pode ser uma linda <span style="color: #ff6600;">crônica </span>sobre a maturidade das crianças e o fim da infância, cada vez mais precoce. É também uma história sobre a pureza e a ausência de barreiras,<span style="color: #ff6600;"> medos</span> e preconceitos entre elas. Mas essas são só algumas interpretações. E o filme, <span style="color: #ff6600;">rico</span> como o universo que retrata, é muito maior do que isso.</p>
<p><a href="http://vimeo.com/23527413">Rêverie | a short film</a> from <a href="http://vimeo.com/jarominne">Jaro Minne</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/10/13/um-filme-adulto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Gatos de toalha</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/09/27/gatos-de-toalha/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/09/27/gatos-de-toalha/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 04:47:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Afora]]></category>
		<category><![CDATA[O Gato de Botas]]></category>
		<category><![CDATA[Old Spice Guy]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=16695</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Uma das melhores campanhas publicitárias do ano passado e, mais do que isso, um dos melhores conceitos criativos que apareceram na publicidade nos últimos tempos, o Old Spice Guy bombou (e ainda bomba) na internet e nos principais prêmios da área. E não é pra menos. O personagem, um galã irrecuperável, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</p>
<p>Uma das melhores campanhas publicitárias do ano passado e, mais do que isso, um dos melhores conceitos criativos que apareceram na publicidade nos últimos tempos, o <span style="color: #ff6600;">Old Spice </span><span style="color: #ff6600;">Guy</span> bombou (e ainda bomba) na internet e nos principais prêmios da área. E não é pra menos. O <span style="color: #ff6600;">personagem</span>, um <span style="color: #ff6600;">galã </span>irrecuperável, acima do bem e do mal e de todos os outros que se metem a macho mens, é muito bem construído, as ações foram muito bem executadas e, principalmente, o roteiro dos filmes é primoroso. Humor carregado de nonsense, bem do jeito que eu gosto.</p>
<p>Além de tudo isso, um aspecto pouquíssimo analisado e enaltecido dos filmes, em especial do primeiro, é a<span style="color: #ff6600;"> incrível produção</span> cinematográfica realizada ali. A filmagem de uma <span style="color: #ff6600;">sequência contínua</span> em diferentes cenários e situações, tudo dentro dos curtíssimos 30 segundos e sem nenhum vacilo ou truque (tirando um ou outro efeito especial), é de tirar o chapéu. Uma verdadeira aula de sincronicidade, direção de câmera, contra-regra e, sem dúvida, <span style="color: #ff6600;">direção do ator</span>, impecável e impagável.</p>
<p>A sequência ficou famosa e já dá indícios de ter entrado para os anais da cinematografia, virando uma daquelas referências recorrentes em sátiras, paródias e ganchos em outras obras que ainda estão por vir. E por falar nisso, o novo filme da DreamWorks, <span style="color: #ff6600;"><em>O Gato de Botas</em></span>, já fez sua versão de <em>Old Spice</em>. Muito apropriado. Além da <span style="color: #ff6600;">soberba</span>, os dois personagens tem outra qualidade em comum: o sucesso.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/owGykVbfgUE?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/owGykVbfgUE?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/8JsbSolUF5c?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/8JsbSolUF5c?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/09/27/gatos-de-toalha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Go fish</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/09/15/go-fish/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/09/15/go-fish/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 15 Sep 2011 22:52:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Afora]]></category>
		<category><![CDATA[curtas]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Shortz]]></category>
		<category><![CDATA[site]]></category>
		<category><![CDATA[Teeth]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=16670</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Procurava, sem rumo, um projeto gringo que fosse digno de ser mostrado aqui. Como de costume, fucei a internet em busca de algum curta ou vídeo bacana que pudesse ser compartilhado, pra que quem lesse a coluna não ficasse só na vontade. O mar não tava pra peixe. Ralei, ralei, ralei. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</em></p>
<p>Procurava, sem rumo, um projeto <span style="color: #ff6600;">gringo</span> que fosse digno de ser mostrado aqui. Como de costume, fucei a internet em busca de algum curta ou vídeo bacana que pudesse ser compartilhado, pra que quem lesse a coluna não ficasse só na vontade. O mar não tava pra peixe. Ralei, ralei, ralei. Assisti, assisti, assisti. Foi quando, opa, por falar em mar e peixe, topei com o belo curta irlandês<span style="color: #ff6600;"><em> Teeth </em></span>(que tá aí embaixo).</p>
<p>A história de uma<span style="color: #ff6600;"> pescaria </span>com dois velhos amigos, seus gênios fortes e suas <span style="color: #ff6600;">dentaduras</span> é carregada do melhor e mais típico <span style="color: #ff6600;">humor britânico</span>. O filme tem menos de dois minutos de um roteiro certeiro, com drama e comédia na medida exata, nos momentos exatos. Gostei, achei bacana. A estética meio noire, o preto e branco, a trilha, a ausência de falas, as transições. Tudo um pouco <span style="color: #ff6600;">anos 90</span>, é verdade, mas sem perder o brilho. Já nos créditos, acabei reparando em outra coisa: o curta estava hospedado em um canal, o <span style="color: #ff6600;"><strong><a href="http://www.shortz-tv.com" target="_blank">Shortz</a></strong></span>. Era o pote de ouro no fim do arco-íris.</p>
<p>O <span style="color: #ff6600;">bônus track</span> se mostrou muito maior do que eu imaginava. O Shortz é também um portal que concentra e disponibiliza o melhor da produção curtametragista da <span style="color: #ff6600;">Europa</span>. De propagandas a filmetes, de animações a documentários, de comédia a terror. A cinematografia em <span style="color: #ff6600;">conta-gotas </span>do velho continente está ali, viva &#8211;  e <span style="color: #ff6600;">gratuita</span>. Claro, tem muita porcaria. Mas, pegando carona em Teeth, tudo é uma questão de saber pescar.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="420" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ZFKgOK9aZN4?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/v/ZFKgOK9aZN4?version=3&amp;hl=en_US&amp;rel=0" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/09/15/go-fish/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Entre blocos e ideias</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/08/19/entre-blocos-e-ideias/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/08/19/entre-blocos-e-ideias/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2011 03:35:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Afora]]></category>
		<category><![CDATA[click]]></category>
		<category><![CDATA[curta]]></category>
		<category><![CDATA[lego]]></category>
		<category><![CDATA[Leigh Marling]]></category>
		<category><![CDATA[stop-motion]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=16328</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Click é um filme simples. Quer dizer, é um filme que parte de um tema simples: o processo criativo. Na verdade, criar e chegar numa boa ideia não é simples, mas a inspiração para conseguir isso muitas vezes está no corriqueiro, no cotidiano, no comum. Falando assim parece que é só [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)<br />
</em><br />
<span style="color: #ff6600;"><em> Click</em></span> é um filme<span style="color: #ff6600;"> simples</span>. Quer dizer, é um filme que parte de um tema simples: o <span style="color: #ff6600;">processo criativo</span>. Na verdade, criar e chegar numa boa ideia não é simples, mas a inspiração para conseguir isso muitas vezes está no corriqueiro, no cotidiano, no comum. Falando assim parece que é só ficar observando o ventilador de teto girar pra ganhar um Nobel, um Pulitzer ou um Oscar. Não é fácil, é suado, mas também não é tão difícil quanto parece. O primeiro passo é <span style="color: #ff6600;">insistir</span>.</p>
<p>Dirigido por <span style="color: #ff6600;">Leigh Marling</span>, o curta em <span style="color: #ff6600;"><em>stop motion </em></span>é originalmente um filme produzido para a famosa marca <span style="color: #ff6600;">Lego</span>. O produto aparece durante todo o filme, montando cenários, objetos e compondo o cerne do enredo. E é aí que tá a grande virada do filme. O roteiro conta a história de um <span style="color: #ff6600;">cientista</span> que busca o projeto ideal para fazer um humano voar. Tá, é clichê, mas é aí que entram os <span style="color: #ff6600;">bloquinhos</span> coloridos. O personagem embarca no mundo de Lego, um mundo de ideias, de imaginação. Onde as grandes ideias acontecem. Tem um quê de saudosismo da infância, das primeiras chances de criar alguma coisa, inventar um foguete, uma casa ou algo que nem sequer existe, apenas juntando uma pecinha à outra. Tem também a <span style="color: #ff6600;">simplicidade</span> das formas dos blocos que, juntos, podem ter a complexidade que a gente quiser &#8211; e onde eu disse que ficam as grandes ideias, mesmo? Pois é.</p>
<p>Talvez eu ainda não tenha sido claro do porquê de gostar tanto desse curta. Além de ter sido muito bem <span style="color: #ff6600;">produzido</span>, com movimentos, cores, luzes, expressões e edição exemplares, além da história ter pé e cabeça, além de tudo isso, o filme ainda deixa a mensagem intencional muito clara: com Lego, você <span style="color: #ff6600;">cria </span>tudo o que quiser. Se inspira. Encontra todas as possibilidades criativas que sua mente e, é bom dizer, seu tempo permitirem. Ter aquela grande ideia, assim, num <span style="color: #ff6600;">cliqu</span><span style="color: #ff6600;">e</span>. Dizer tudo isso sem uma única palavra, narrada ou escrita, se deve a duas coisas: uma <span style="color: #ff6600;">marca </span>que sabe o poder que tem e um filme muito bem pensado, bonito e agradável. Não é pra qualquer um, não.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="345" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OinrOnjzH_A?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="345" src="http://www.youtube.com/v/OinrOnjzH_A?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/08/19/entre-blocos-e-ideias/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Feitos um para o outro</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/08/05/feitos-um-para-o-outro/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/08/05/feitos-um-para-o-outro/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2011 18:45:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Afora]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[curta]]></category>
		<category><![CDATA[Kris Hofmann]]></category>
		<category><![CDATA[Screwed Up]]></category>
		<category><![CDATA[stopmotion]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=16187</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Fugir dos clichês é uma constante na vida dos realizadores de cinema. Quando o filme é de amor, então, nem se fala. O que mais tem é clichê sobre o amor. Mas erra quem pensa que o tema está esgotado. Era o que eu pensava, também, até assistir ao belo curta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</em></p>
<p><em> </em>Fugir dos<span style="color: #ff6600;"> clichês</span> é uma constante na vida dos realizadores de cinema. Quando o filme é de amor, então, nem se fala. O que mais tem é clichê sobre o <span style="color: #ff6600;">amor</span>. Mas erra quem pensa que o tema está esgotado. Era o que eu pensava, também, até assistir ao belo curta <span style="color: #ff6600;"><em>Screwed Up</em></span>, do inglês <span style="color: #ff6600;">Kris Hofmann</span>.</p>
<p>A <span style="color: #ff6600;">trama</span> amorosa se desenrola em uma oficina, local onde sempre reinou o amor solitário, em homenagem às mulheres nos pôsters de calendário. E olhe lá. Mais inusitado do que isso são os amantes, um <span style="color: #ff6600;">parafuso e uma porca</span> que, como muitos casais, se apaixonam, começam um romance, se desentendem e, por fim, se separam. Aí já não é clichê, é só a crua realidade.</p>
<p>Além do <span style="color: #ff6600;">apelo erótico </span>subliminar (ou explícito, depende do quão suja é a sua mente), a história é contada em metáforas e analogias. O aprisionamento do relacionamento, o anel de compromisso, a separação, a fluidez do término de um relaconamento e a <span style="color: #ff6600;">banalização</span> do começo de outro&#8230; Fica claro que não tá fácil pra ninguém &#8211; nem para os mais frios corações metálicos.</p>
<p>Feito em <span style="color: #ff6600;">stopmotion</span>, o curta é muito bem filmado e a edição é impecável. Poderia ser um pouquinho mais explícito em alguns momentos, mas vai ver que deixar tudo no ar, para a <span style="color: #ff6600;">livre interpretação</span> do espectador, era mesmo a intenção. Ainda que seja impecável no quesito criatividade, o filme é exageradamente simples em sua execução. Valeria, talvez, <span style="color: #ff6600;">apertar</span> alguns parafusos aqui e ali.</p>
<p><a href="http://vimeo.com/27429941">Screwed Up</a> from <a href="http://vimeo.com/krishofmann">Kris Hofmann</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/08/05/feitos-um-para-o-outro/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Tolerância frente às câmeras</title>
		<link>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/07/22/tolerancia-frente-as-cameras/</link>
		<comments>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/07/22/tolerancia-frente-as-cameras/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Jul 2011 20:27:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>lucas.guratti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo Afora]]></category>
		<category><![CDATA[A Grande Viagem]]></category>
		<category><![CDATA[Alejandro González Iñárritu]]></category>
		<category><![CDATA[Babel]]></category>
		<category><![CDATA[Casamento Grego]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Garotas do Calendário]]></category>
		<category><![CDATA[globalização]]></category>
		<category><![CDATA[indiferença]]></category>
		<category><![CDATA[Ismael Ferroukhi]]></category>
		<category><![CDATA[Joel Zwick]]></category>
		<category><![CDATA[Nigel Cole]]></category>
		<category><![CDATA[ser humano]]></category>
		<category><![CDATA[tolerância]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.telabr.com.br/noticias/?p=16125</guid>
		<description><![CDATA[Por Lucas Guratti (@gurattilucas) Fugimos da indiferença. As cores do mundo são pintadas pelas múltiplas faces, almas, crenças, sentimentos, ideias, conceitos, dogmas, circunstâncias. A parte difícil é quando temos que julgar e encarar as diversidades, a partir de nossos preceitos e, na maioria das vezes, de nossos preconceitos. Nesses momentos quase superficiais, podemos finalmente enxergar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Lucas Guratti (@gurattilucas)</em></p>
<p>Fugimos da <span style="color: #ff6600;">indiferença</span>. As cores do mundo são pintadas pelas múltiplas faces, almas, crenças, sentimentos, ideias, conceitos, dogmas, circunstâncias. A parte difícil é quando temos que julgar e encarar as <span style="color: #ff6600;">diversidades</span>, a partir de nossos preceitos e, na maioria das vezes, de nossos <span style="color: #ff6600;">preconceitos</span>. Nesses momentos quase superficiais, podemos finalmente enxergar com clareza as tolerâncias e intolerâncias particulares que regem as relações humanas.</p>
<p>O crescimento de cada<span style="color: #ff6600;"> indivíduo</span> e, consequentemente, o amadurecimento das relações sociais deve-se, em grande parte, às diferenças. De modo geral, destacam-se os contrastes sócio-culturais. Mentes podem se conectar por diversos motivos, mas a <span style="color: #ff6600;">cultura</span> é a principal responsável pela unificação de uma população, das concepções de nação e nacionalidade e, mais ainda, pela interação entre povos e suas características. Seria assim, simples, se tudo fosse um <span style="color: #ff6600;">mar de rosas</span>, de respeito, de compaixão. Não é novidade que problemas de origem social e de intolerância étnica se tornam cada vez mais complexos. <span style="color: #ff6600;">Guerras</span> por domínio de territórios e controle de recursos são, em sua maioria, enraizadas em conflitos culturais, sociais, religiosos e políticos. E se entre povos distintos a coisa está assim, o que dizer de conflitos entre grupos de mesma nacionalidade, tão frequentes e brutais, pelos mesmos motivos já citados.</p>
<p>Não são raras as vezes que estes assuntos, com essa gravidade, são tratados de maneira <span style="color: #ff6600;">velada</span> pela grande mídia, com certo <span style="color: #ff6600;">distanciamento</span>. Talvez por isso, o <span style="color: #ff6600;">cinema</span> tenha chamado para si a responsabilidade de retratar da melhor maneira possível a evolução (e a involução) das relações humanas e suas consequências. A questão da <span style="color: #ff6600;">tolerância</span> pulsa e, graças à tal da <span style="color: #ff6600;">globalização</span>, a discussão rompe as fronteiras físicas do globo. Os laços que unem as culturas e traçam as características gerais das raça humana estão cada vez mais firmes. Não vivemos mais em nossos metros quadrados, bairros, cidades, estados, países, continentes. Somos cidadãos <span style="color: #ff6600;">globais</span>.</p>
<p>Há uma <span style="color: #ff6600;">lista </span>sem fim de filmes que ilustram esses conceitos. Um deles é <span style="color: #ff6600;"><em>Babel</em></span> (Babel &#8211; 2007), de <span style="color: #ff6600;">Alejandro González Iñárritu</span>. A obra é guiada por histórias conflituosas em diferentes partes do mundo, que ocorrem e são relatadas simultaneamente. Com isso, conduz o espectador a entender a complexidade da interação sócio-cultural induzida pela globalização e a importância da tolerância e da compreensão das circunstâncias individuais e coletivas em que se encontram as personagens. Mesmo que possuam uma nacionalidade, as personagens são perfeitos <span style="color: #ff6600;">retratos</span> do ser humano do século XXI, transparecendo sua crescente “generalização”. Seguindo a mesma linha, um filme que pode ser citado também é <span style="color: #ff6600;"><em>A Grande Viagem</em></span> (Le Grande Voyage – 2005), de <span style="color: #ff6600;">Ismael Ferroukhi</span>. A obra mostra claramente a luta travada entre o “<span style="color: #ff6600;">primeiro-mundismo</span>” e as tradições e dogmas culturais da humanidade, deixando afloradas suas claras diferenças. O argumento do filme baseia-se na história de um <span style="color: #ff6600;">pai </span>marroquino muçulmano, radicado na <span style="color: #ff6600;">França</span>, que tenta a todo custo impor suas ideologias e costumes ao <span style="color: #ff6600;">filho francês</span>, inserido na<span style="color: #ff6600;"> cultura ocidental</span>. É uma perfeita análise emocional dos atritos sociais que acontecem tanto, e cada vez mais constantemente, sob nossos narizes. A intolerância e as diferenças humanas também fazem parte do cotidiano próximo, nem sempre atreladas a guerras armadas e derramamento de sangue. Em <span style="color: #ff6600;"><em>Casamento Grego</em></span><em> </em>(Greek Wedding – 2002), os choques culturais e a xenofobia são tratados de uma maneira leve e não menos fiel à realidade. O filme de <span style="color: #ff6600;">Joel Zwick</span> mostra a história de uma mulher grega, criada sob a rigidez dos ideais de seu povo, que se apaixona por um homem americano. Exageros e <span style="color: #ff6600;">estereótipos</span> à parte, a trama relata, através do humor e da sátira, os preconceitos culturais e as diferentes visões de mundo influenciadas pelos costumes de um povo, colocando em cheque o respeito e a aceitação de novas ideologias. Com abordagem semelhante, <span style="color: #ff6600;"><em>Garotas do Calendário</em></span> (Calendar Girls – 2003), de <span style="color: #ff6600;">Nigel Cole</span>, mostra o preconceito em sua forma mais primitiva, em outra abordagem. Quando um grupo de mulheres da terceira idade decide posar para fotos de um calendário, a fim de angariar fundos para um hospital, são obrigadas a enfrentar a opinião pública americana. Daria pra passar o dia dando exemplos, porque o tema é vastamente explorado, mas a questão é a <span style="color: #ff6600;">reflexão </span>que isso provoca. Estão tentando nos passar uma <span style="color: #ff6600;">mensagem</span>. Será que você já captou?</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.telabr.com.br/noticias/2011/07/22/tolerancia-frente-as-cameras/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

