Texto - Sala de Som e Trilha Sonora
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Som Direto: CAPTAR DIREITO O SOM DIRETO
O uso do som direto popularizou-se no cinema a partir dos anos 60, com o desenvolvimento de gravadores analógicos portáteis. O documentário "Crônica de um Verão" (França, 1961) mostra a equipe do cineasta Jean Rouch utilizando um gravador Nagra superportátil para registrar suas entrevistas. Nessa época, também foram aprimoradas tecnologias que permitiam gravar o som em perfeita sincronia com as imagens.
Atualmente, o som direto de um filme é gravado em tecnologia digital. O som captado pelos microfones é enviado para o gravador, em diferentes canais. Cabe ao técnico de som controlar o volume da gravação e zelar pela qualidade do som que deseja captar.
Com fones de ouvido bastante potentes, o técnico de som escuta absolutamente tudo o que está no raio de captação de seus microfones. Mas, geralmente, ele não está atento ao conteúdo da fala dos atores ou à qualidade de sua interpretação.
O que interessa ao técnico de som, durante as filmagens, é como o timbre de voz dos atores está sendo captado, se há ruídos excessivos que podem interferir na pureza de sua voz, se a proposta de áudio do filme está sendo respeitada.
Nem todos os ruídos indesejáveis que penetrarem na gravação precisam ser descartados. A decisão de refazer uma cena por causa do áudio cabe ao técnico de som, tendo por base seu conhecimento da proposta geral do filme e seu domínio das possibilidades de correção do problema pós-filmagem, na edição de som.
Contudo, vale destacar que um som direto mal captado nunca pode ser completamente corrigido na edição ou na mixagem. A responsabilidade de gravar um som de qualidade durante a filmagem é imensa. É a garantia de que a personalidade sonora do filme não será violada.
Texto: Henry Grazinoli
Consultoria de Conteúdo: Geraldo Ribeiro


















