Texto - Sala de Roteiro
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O CONTADOR DE HISTÓRIAS
Segundo o antropólogo Claude Levi-Strauss, a vida social, como a conhecemos hoje em dia, é fundada com o desenvolvimento de três características no ser humano:
1 - a capacidade de trocar uma coisa por outra (objetos por outros objetos, bens por outros bens, mercadorias por dinheiro);
2 – a troca de mulheres (Isso mesmo, troca de mulheres. Afinal, num determinado momento de sua evolução, o homem percebeu que não dava para ficar namorando a própria irmã. Aí começou a emprestar sua irmã para namorar com outro e pegar a irmã do outro emprestada para namorar.);
3 – a troca de signos – o que significa troca de símbolos, troca de informações, de experiências, conversa, bate-papo.
Contar histórias é um ato diretamente relacionado à capacidade humana de trocar símbolos. Ou seja, contar histórias é uma prática que o ser humano cultiva desde que nossa sociedade foi fundada.
Por meio das conversas e das histórias, o homem pôde aprender (e aprende até hoje) mais coisas sobre seu mundo, sobre sua sociedade, sobre seu semelhante e, claro, sobre si mesmo.
Nossos antepassados sentavam-se no chão, em volta de uma fogueira, para escutar histórias e refletir. Nossos contemporâneos sentam-se numa sala escura, diante de uma tela, e, durante uma hora e meia, assistem a um filme.
Não é preciso dizer mais nada sobre a importância do roteirista para o cinema.
Texto: Henry Grazinoli
Consultoria de Conteúdo: Luiz Bolognesi


















