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Túnel do Tempo - Mundo

Túnel do Tempo - Brasil

  • 1896

    A primeira exibição de cinema, no Brasil, ocorreu no Rio de Janeiro, aproximadamente seis meses após a apresentação dos irmãos Lumière, na Europa.

    1897

    A primeira sala de cinema regular, no Brasil, é aberta, no Rio de Janeiro, pelo imigrante italiano Paschoal Segreto.

    1898

    Afonso Segreto produziu a primeira filmagem em terras brasileiras, uma tomada da Baía de Guanabara.

    1899

    Afonso Segreto faz a primeira filmagem de São Paulo durante a celebração da unificação da Itália.

  • SÉCULO XX - PRIMEIRA DÉCADA

    A família Segreto domina o meio cinematográfico. A constante falta de energia elétrica é um empecilho para o desenvolvimento dos cinemas, no Brasil.

    Predominam filmagens documentais, sobre aspectos da realidade nacional, incentivadas pelos próprios exibidores de cinema. Na ficção, são feitos filmes policiais, sobre crimes da época, e comédias de costume, sobre a sociedade carioca. A maioria dos astros do cinema nacional é de estrangeiros, oriundos do teatro.

  • No fim dos primeiros anos, aparece o cinema cantado, em que atores interpretavam as trilhas, atrás da tela, durante a exibição dos filmes. Até o início da década seguinte, são realizadas as primeiras filmagens no Rio Grande do Sul, Paraná, Bahia, Pará e Amazonas.

  • 1900

    O italiano Vítor di Maio abre a primeira sala de cinema em São Paulo.

    1907

    A usina de Ribeirão das Lages passa a fornecer energia elétrica para o Rio de Janeiro e, em poucos meses, são criadas cerca de vinte salas de exibição.

    1908

    Os Estranguladores, de António Leal, é o primeiro filme de ficção brasileiro, com 40 minutos de duração. Leal ainda dirige Os Guaranis, primeira adaptação de um romance no cinema brasileiro.

  • ANOS 10

    O início da Primeira Guerra Mundial interrompe o fornecimento de matéria-prima, e a produção cinematográfica é paralisada. Os exibidores nacionais, que, até a década anterior, apoiavam a produção no país, passam a preferir a locação de filmes estrangeiros, europeus e americanos.

    Entre 1912 e 1922, foram realizados apenas 60 filmes no país, predominando filmagens de cines-jornal e filmes documentais.

    1911

    Francisco Serrador compra salas de exibição por todo o Brasil. Sua política de exibição de filmes estrangeiros termina por enfraquecer o cinema nacional.

  • 1914

    O Crime dos Banhados, do português Francisco Santos, é o primeiro longa-metragem produzido no Brasil, com mais de duas horas de duração.

    1915

    Uma Transformista Original, de Paolo Benedetti, é um filme musical que utiliza discos de música sincronizados com a imagem, um processo precursor de sonorização.

    1917

    O Kaiser, do desenhista Seth, é a primeira animação brasileira.

  • ANOS 20

    Surgem as primeiras publicações especializadas em cobrir as produções de Hollywood, a Para Todos, a Selecta e a Cinearte.

    Entre 1923 e 1933, o cinema brasileiro vive uma expansão, e são produzidos 120 novos títulos, nos chamados ciclos regionais. Várias cidades de Minas Gerais produzem filmes, por iniciativa de imigrantes e produtores independentes. Na Amazônia, o português Silvino Santos realiza filmagens documentais. Ainda são realizadas produções em Campinas, Recife e Rio Grande do Sul.

    1921

    O Brasil é o quarto maior importador de filmes americanos.

  • Noite de São João, de Francisco de Almeida Fleming, apresenta um processo de colorização manual.

    1922

    No Paíz das Amazonas, de Silvino Santos, é apresentado em Paris e Londres e fica por cinco meses em cartaz, no Rio de Janeiro.

  • 1925

    Francisco Serrador inaugura, na Cinelândia (Rio de Janeiro), a primeira sala de cinema de luxo.

    Humberto Mauro cria a produtora Phebo Sul América Film, em Cataguases (MG).

    1929

    Mulher, de Adhemar Gonzaga, tem cenas gravadas por Eva Schonoor e Carlos Modesto, nos estúdios da United Artists, em Hollywood.

    Acabaram-se os Otários, de Luiz de Barros, com música de Paraguaçu, é o primeiro filme sonoro brasileiro, assistido por 35 mil pessoas na semana de estréia.

  • ANOS 30

    Nos primeiros anos, coexistem o cinema mudo e o cinema sonoro. As produções nacionais são voltadas para musicais carnavalescos, com atores de rádio e teatro.

    1930

    É criada a Cinédia, o primeiro grande estúdio cinematográfico do país.

    1931

    Limite, de Mario Peixoto, torna-se o mais importante filme mudo brasileiro. A obra de 110 minutos tem imagens poéticas e intimistas, além de fusões, cortes e ângulos audaciosos.

  • 1932

    Decretada lei que obriga a exibição de cines-jornal brasileiros durante as sessões de cinema.

    1933

    Carmem Miranda faz sua estréia em cinema, em A Voz do Carnaval, de Ademar Gonzaga e Humberto Mauro.

    Humberto Mauro dirige Ganga Bruta, seu mais importante filme.

    1934

    Carmem Santos monta a produtora Brasil-Vita Filme.

  • 1936

    Roquete Pinto cria o Instituto Nacional do Cinema Educativo, onde Humberto Mauro produz centenas de documentários.

    1939

    Decretada uma lei que impõe às salas de cinema uma cota mínima de exibição para filmes brasileiros.

  • ANOS 40

    Os filmes carnavalescos da década anterior evoluem para filmes cômico-musicais, de baixo orçamento, dando origem ao primeiro gênero brasileiro, a Chanchada.

    1940

    Carmem Miranda faz sua primeira atuação em Hollywood, no filme Serenata Tropical, de Irving Cummings.

  • 1941

    É criada a Atlântida, que produz filmes de baixo orçamento e se associa ao exibidor Luís Severiano Ribeiro para garantir espaço nas telas para o cinema brasileiro.

    1944

    Tristezas Não Pagam Dívidas, de Ruy Costa e José Carlos Burle, inaugura o gênero da Chanchada.

    1949

    É criada a Vera Cruz, estúdio nos moldes do cinema americano. Um marco na industrialização da cinematografia nacional.

  • ANOS 50

    A Vera Cruz realiza uma série de filmes com cuidados técnicos e artísticos nunca antes vistos nos títulos nacionais. Mazzaropi torna-se o seu maior sucesso, mas o alto custo e problemas com a distribuição levam ao fim da companhia.

    A Chanchada atinge seu auge até a metade da década, entrando em decadência logo depois. Suas grandes estrelas encontram abrigo seguro na televisão, veículo que cresce rapidamente, ao longo da década.

    1950

    Inaugurada a primeira emissora de televisão do Brasil, a TV Tupi.

  • 1952

    Tico-Tico no Fubá, de Adolfo Celi, tem lançamento simultâneo em 22 salas.

    1953

    O Cangaceiro, de Lima Barreto, ganha o Festival de Cannes e torna-se o primeiro filme brasileiro a ter sucesso internacional.

    Destino em Apuros, de Ernesto Remani, é o primeiro filme nacional em cores.

  • 1955

    Rio 40 graus, de Nelson Pereira dos Santos, marca o início da corrente do Cinema Novo.

    1956

    É criada a Cinemateca Brasileira, em São Paulo.

    1957

    Um incêndio destrói 1/3 do acervo da Cinemateca Brasileira.

    1959

    O filme francês Orfeu Negro, de Marcel Camus, inspirado no musical Orfeu da Conceição, de Vinícius de Morais e Tom Jobim, ganha a Palma de Ouro em Cannes e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro nos EUA.

  • ANOS 60

    O Cinema Novo opõe-se ao populismo das Chanchadas, buscando um estilo nacional por meio da discussão da realidade econômica, social e cultural do país. Entre os principais diretores, estão Nelson Pereira dos Santos, Roberto Santos, Glauber Rocha e Arnaldo Jabor. José Mojica Marins, o Zé do Caixão, populariza o cinema de terror brasileiro.

  • No fim da década, Rogério Sganzerla e Júlio Bressane despontam, fazendo um cinema experimental, que fica conhecido por Cinema Marginal.

    1962

    O Pagador de Promessas, de Anselmo Duarte, é premiado com a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

  • 1963

    É criado, em São Paulo, o Sindcine (Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Cinematográfica).

    1964

    Deus e o Diabo na Terra do Sol é o mais importante filme de Glauber Rocha e do Cinema Novo.

    1965

    São Paulo S.A., de Luís Sérgio Person, faz crítica à crescente sociedade industrial paulistana.

    1966

    Criado o curso de Cinema e Vídeo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP).

  • 1967

    Surge o Festival de Cinema de Brasília.

    1968

    O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, segue a estética underground do Cinema Marginal.

    1969

    Matou a Família e Foi Ao Cinema, de Júlio Bressane, dá continuidade à estética marginal.

    1969

    O governo militar brasileiro cria a Embrafilme, empresa estatal, para promover e controlar a indústria cinematográfica.

  • ANOS 70

    Sob controle do governo, a Embrafilme garante espaço para os filmes nacionais, em meio ao domínio dos filmes estrangeiros, com financiamento público e salas de exibição garantidas em lei.

    Em São Paulo, o movimento da Boca do Lixo produz filmes de baixo orçamento, com forte apelo erótico, conhecidos por Pornochanchadas.

  • Outro grande fenômeno popular são as comédias de Os Trapalhões, que atraem milhões de espectadores, com mais de uma dezena de filmes.

    1973

    Surge o Festival de Cinema de Gramado.

  • 1974

    O road-movie Iracema, uma Transa Amazônica, de Jorge Bodanzky, cria um novo tipo de filme que mistura documentário e ficção, e que futuramente influenciará filmes como Cidade de Deus, de Fernando Meirelles.

  • 1976

    Com mais de 10 milhões de espectadores, Dona Flor e Seus Dois Maridos, de Bruno Barreto, torna-se a maior bilheteria da história do cinema brasileiro.

    1978

    Os filmes nacionais atraem 30% do público que freqüenta salas de cinemas no país.

  • ANOS 80

    O vídeo-cassete chega ao Brasil, levando o cinema para dentro de casa. As vídeo-locadoras proliferam-se por todo o país.

    O governo militar chega ao fim, sob forte recessão econômica, e o cinema enfrenta grave crise. Os exibidores rebelam-se contra a obrigatoriedade de exibir títulos nacionais e, sem verbas, a Embrafilme deixa de financiar a produção, que decai vertiginosamente.

    No final da década, a lei de incentivo do Prêmio Estímulo e a obrigatoriedade de exibição de curtas nos cinemas promoveram um surto produtivo de curtas em todo o país, com destaque para os núcleos paulista, carioca e gaúcho.

  • 1980

    A produção cinematográfica brasileira ultrapassa a marca de 100 filmes no ano.

    1981

    Morre o cineasta Glauber Rocha.

  • 1982

    Lançado o primeiro vídeo-cassete fabricado no Brasil.

    1984

    Bete Balanço, de Lael Rodrigues, retrata o cenário do rock nacional, com trilha de Cazuza e participação de Barão Vermelho, Titãs e Lobão.

  • 1985

    O cinema acompanha a crise financeira do país. As 1.400 salas que resistem recebem 90 milhões de espectadores, 1/3 do público da década anterior.

    1987

    Criada a Casa de Cinema de Porto Alegre, com a união de 11 realizadores gaúchos.

    1989

    O curta Ilha das Flores, de Jorge Furtado, vence o Festival de Berlim na categoria e é eleito pela crítica européia um dos 100 mais importantes curtas-metragens do século XX.

  • ANOS 90

    A crise dos anos 80 se agrava. O governo Collor inicia as privatizações das empresas estatais e encerra com a Embrafilme e demais órgãos públicos relacionados ao cinema. No governo seguinte, uma nova Lei do Audiovisual institui o financiamento público da indústria cinematográfica, por meio da renúncia fiscal.

    Na segunda metade da década, filmes brasileiros voltam a ser realizados, chamando a atenção da crítica internacional, no período que fica conhecido por Cinema da Retomada.

  • Técnicos e profissionais da área publicitária – reconhecida e premiada em todo o mundo por sua qualidade – migram para o meio cinematográfico, influenciando a produção de filmes e a qualidade técnica dos estúdios e laboratórios.

    1990

    O governo Collor extingue a Embrafilme.

    É criado o Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo.

    1992

    O 25º Festival de Brasília é adiado por causa da falta de filmes concorrentes.

  • 1994

    Carlota Joaquina, de Carla Camurati, é o primeiro filme realizado pela Lei do Audiovisual.

    1995

    O brasileiro passa a ter acesso ao uso comercial da Internet.

  • O Quatrilho, de Fábio Barreto, é indicado ao Oscar e é destaque nos Festivais de Havana e Viña Del Mar.

    1996

    O projeto Cine Mambembe (atual Cine Tela Brasil) cai na estrada e percorre todo o país, exibindo filmes brasileiros em praças públicas e escolas.

    Criado o Festival É Tudo Verdade, principal evento na América do Sul dedicado exclusivamente à cultura do documentário.

    1997

    Chega ao Brasil a rede Cinemark, a primeira a instalar o conceito de salas multiplex.

  • O Que é Isso Companheiro?, de Bruno Barreto, é indicado ao Oscar.

    1998

    Central do Brasil, de Walter Salles, ganha o Festival de Berlim, e Fernanda Montenegro é indicada ao Oscar de melhor atriz.

  • SÉCULO XXI

    O cinema nacional tenta conquistar maior participação no mercado, produzindo cada vez mais filmes com qualidade. São lançados filmes de grande sucesso de público e reconhecimento internacional.

    O DVD, criado no fim da década anterior, revitaliza o mercado de vídeos em casa. A pirataria de títulos invade o mercado, lançando DVDs à venda antes mesmo da chegada dos filmes às telas.

    2001

    Xuxa e os Duendes, de Paulo Sérgio de Almeida e Rogério Gomes, é o primeiro longa-metragem digital brasileiro.

  • 2002

    É criada a Academia Brasileira de Cinema, instituição que reúne realizadores, distribuidores, produtores, exibidores, técnicos, atores e demais profissionais do cinema e do audiovisual.

    Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, participa do Festival de Cannes e é distribuído para 62 países.

  • 2003

    Carandiru, de Hector Babenco, participa do Festival de Cannes e ganha prêmio no Festival de Havana.

    2006

    Existem 127 salas de projeção digital no Brasil, num total de 2.095 salas de cinema espalhadas pelo país.

  • 2007

    A venda de computadores bate a marca de 10 milhões de unidades, no Brasil, e supera, pela primeira vez, a venda de televisores. 15% das residências do país possuem Internet.

    O sistema IPTV (transmissão de tv via cabo de Internet) chega ao Brasil, e são feitas as primeiras transmissões do sinal da TV Digital aberta no país.

  • 2008

    Tropa de Elite, de José Padilha, vence o Festival de Berlim.

    O aparelho celular passa a captar o sinal da TV Digital aberta brasileira.

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